

O clima descontraído de Stevie Wonder com Nile Rodgers e Pharrell tocando “Get Lucky”, “Le Freak” e “Another Star” no Grammy desse ano estava muito mais à vontade na passagem de som, que tinha, entre os poucos felizardos na platéia, a presença de um Paul McCartney bem empolgado. Ficou demais.
Vi no Consequence of Sound.

Um carinha pegou as cenas sem diálogo ou personagens em Seinfeld e as enfileirou num longo take sobre… o nada. Aos poucos, o baixo slap fica menos irônico, enquanto o fim das gargalhadas da claque tira o clima de comédia de um jeito incomum…
Vi no io9.

E essa psicodelia toda do novo cartaz da última temporada de Mad Men? Mas, como o Ramon explica que não é pura lisergia sessentista, mas outras cores de talvez outras épocas.

Afinal, vocês lembram como a temporada mais recente terminou…

E quando você ainda está se recuperando do impacto de True Detective, chega a notícia que Fargo, dos irmãos Coen, vai virar uma série produzida pelos dois. Quer mais? O elenco conta com Billy Bob Thornton, Martin Freeman, Bob Odenkirk (o Saul, de Breaking Bad), Colin Hanks e Oliver Platt. Mais ainda? Toma esses ONZE teasers que só fazem instigar ainda mais a vinda dessa nova série…
…e ainda há quem duvide dessa tal “nova era de ouro da televisão”.

Adorei o final da saga de Marty e Rust, simples e pensativo como sempre nos provocou a natureza da série. True Detective fechou sua complexa e pesada jornada com as mesmas mãos densas e poéticas que Nic Pizzolato (o autor) e Cary Joji Fukunaga (o diretor) usaram para nos puxar para dentro dela. Ainda estou batendo idéias e só vou escrever depois de reassistir ao episódio nas próximas horas, mas já começo a reunir neste post, abaixo, algumas das referências, citações e impressões relacionadas a este “Form and Void” que colocou a primeira temporada da série no panteão dos melhores programas de TV deste século (o que não é pouco). Por isso, só continue lendo se já tiver visto toda a série, pois lá vêm os spoilers:


Outra cena do sofá daquelas: desta vez quem comanda a abertura dos Simpsons da vez é o animador francês Sylvain Chomet, autor de As Bicicletas de Belleville e O Mágico, que transforma os amarelados de Springfield em rosados tipicamente parisienses – Homer de bigodinho come um escargot, enquanto Bart faz um foie gras para desespero da vegetariana Lisa, que em vez de tocar sax, toca acordeão. Muito foda, olha só:

O nível de fanatismo provocado pela série True Detective em meros sete episódios pode ser exemplificado pelo trabalho do designer Nigel Evan Dennis, We keep the Other Bad Men from the Door, criado a partir de detalhes – localizações geográficas, personagens, cenas e diálogos – sobre a série. As artes de Dennis (veja algumas abaixo) estão à venda no próprio site (e pra quem não se ligou, a imagem acima é o mapa da já clássica cena de seis minutos sem cortes do quarto episódio, assista-a final desse post).