

A imitação que Jimmy Fallon faz de Neil Young é um dos clássicos do humorista. Aí no programa dele nessa segunda, além de ele fingir ser o bardo canadense cantando o hit da Iggy Azalea, eis que, de repente, surgem ninguém menos que Crosby, Stills e Nash para ajudá-lo na segunda parte da música.
Ficou foda.



E aos poucos o primeiro livro de Neil Gaiman, American Gods, vai se transformando em uma série de TV de fato. Depois de ter sido dispensado pela HBO e encampado pela FremantleMedia, American Gods achou um canal disposto a apostar na série, a emissora a cabo Starz. À frente da série estão dois produtores de médio porte, que também escrevem o roteiro do piloto – Bryan Fuller, de Hannibal, Pushing Daisies e Heroes, e Michael Green, de The River e também Heroes. O autor inglês do livro, Neil Gaiman, também produzirá a série, supervisionando tudo de perto, e comentou sobre o envolvimento do canal no comunicado oficial, divulgado esta semana:
“Quando você cria algo como American Gods, que atrai fãs e pessoas obsessivas que tatuam citações do livro em si mesmo ou nos outros e que, tatuados ou não, importam-se profundamente com isso, é realmente importante escolher seu time de forma bem cuidadosa. Você não quer decepcionar os fãs ou aqueles que estão pensando em quem pode ser o elenco na internet desde a aurora da história escrita. O que eu mais amo nesta equipe em que eu confio para levá-lo para o resto do mundo é que eles são mesmo tipo de fanáticos que American Gods sempre atraiu desde o início. Eu não vi se Bryan Fuller ou Michael Green têm tatuagens com citações, mas não ficaria surpreso se descobrisse isso. O pessoal da Fremantle são daquele tipo que levam cópias de American Gods no fundo de suas mochilas em suas viagens pelo mundo e ficam empurrando o livro para os amigos.”
Lembrando que a BBC está envolvida na produção de outra série inspirada num livro de Gaiman, Filhos de Anansi.



Bob Fernandes, meu comentarista político favorito, fala sobre as expectativas frustradas de quem achava que a Copa do Mundo no Brasil seria o maior fiasco de nossa história recente…
…e não custa ligar seu raciocínio ao de Ricardo Mello, na Folha de São Paulo:
Durante um tempo quase infinito, os brasileiros foram vítimas de uma carga brutal de notícias irreais. Se tudo estava tão atrasado e fora dos planos, como a Copa acontece sem contratempos maiores do que os de outros eventos do gênero? Talvez o maior legado deste choque entre fantasia e realidade seja o de que, acima de tudo, cumpre sempre duvidar de certas afirmações repetidas como algo consumado.
A profusão de instrumentos de informação atual, ainda bem, oferece inúmeras alternativas para que opiniões travestidas de certezas sejam postas à prova. Mais do que nunca, desconfiar do que se ouve, assiste e lê é o melhor caminho para tentar, ao menos, aproximar-se do que é real.
No final das contas, é bom que essa distância entre versão e fato tenha ficado escancarada num ano eleitoral. Se com a Copa foi assim, imagine doravante, quando está em jogo o cargo mais importante da República. A enxurrada de algarismos para mostrar um país à beira do abismo ocupa boa parte do noticiário “mainstream”. Na outra ponta, estatísticas de toda sorte surgem para falar o inverso. Quem tem razão?
Nessa hora, o decisivo é avaliar como está a vida do próprio cidadão e como ela pode ficar se vingar a proposta de cada candidato. O mais difícil, como sempre, é descobrir se estes têm coragem de dizer o que realmente pretendem realizar.
Falar é fácil.


Cara, essa cena traduz tanta coisa…
Até a turma do deixa disso é arquetípica dentro da situação em que estamos vivendo hoje.