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A dupla Sophia Chablau e Felipe Vaqueiro teve sua participação no programa Cultura Livre exibida neste sábado e Roberta Martinelli pode mostrar para todos em seu programa uma música inédita da dupla, a ótima “Quase 30”. E quase contemporâneo da apresentadora (51 aqui), faço dela minhas palavras sobre a letra da música nova. E alguém aí falou em Handycam 2?

Assista abaixo a íntegra do programa e a tal faixa-bônus: Continue

Embora quase virtualmente desconhecido no Brasil, o VJ inglês da MTV norte-americana Dave Kendall, que morreu nesta terça-feira, tem uma importância que vai para além de sua fama. Ele começou escrevendo para o tabloide inglês NME e depois passou a ser correspondente da revista americana Spin, antes de mudar-se para os Estados Unidos e começar a trabalhar na MTV, onde, no primeiro ano de trabalho, em 1986, criou o programa 120 Minutes. Programa semanal de duas horas de duração (como o título deixava claro), o 120 Minutes ia ao ar nos domingos à noite e aos poucos foi apresentando para o público da emissoras artistas que passavam longe das paradas de sucesso das rádios e dos discos mais vendidos no país, caçando novidades no incipiente mercado independente dos EUA e da Inglaterra e aos poucos ir pavimentando o terreno para o que depois conheceríamos como rock alternativo. Além de produtor e criador, ele foi apresentador do programa entre 1988 e 1991, quando estreou o clipe de “Smells Like Teen Spirit” do Nirvana pela primeira vez. Neste mesmo ano deixou a MTV e seguiu carreira trabalhando em outros veículos impressos, online, rádio e TV, além de atuar como DJ até se mudar para a Tailândia, onde estabeleceu-se no jornal Bangkok News, em que trabalhava até esse ano. A causa de sua morte não foi divulgada. E não custa lembrar que o 120 Minutes (que durou até 2003), sua grande contribuição para a história da música, também é o programa que inspirou o brasileiro Lado B, que foi apresentado por Luiz Thunderbird, Fabio Massari, Kid Vinil e Sônia Francine e, como o programa gringo, também formou algumas gerações de ouvintes de rock alternativo no Brasil.

Fiona Apple desabafou há poucos dias que está tendo dificuldades para compor devido à época bizarra que atravessamos, mas ela não para! Embora não dê nenhuma notícia sobre disco novo (e da última vez, em 2020, ela não avisou a ninguém e simplesmente jogou Fetch the Bolt Cutters no colo de todo mundo no meio da pandemia), ela segue gravando faixas para diferentes projetos, para manter-se ativa, e acaba de mostrar a música-tema que compôs para uma nova série da Apple, Lucky, com Anya Taylor-Joy e Annette Bening, que acaba de estrear com dois episódios ao mesmo tempo, “Horns of a Bull”, a nova música da Fiona, é a música de abertura do seriado, em que ela deixa sua marca musical bem distinta, mostrando que ela segue firme.

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O grupo de preservação cinematográfica inglês Film is Fabulous acaba de divulgar que está restaurando o filme que conta com a participação dos Beatles no programa Top of the Pops da TV estatal britânica BBC no dia 19 de março de 1964 um dia antes do lançamento do single “Can’t Buy Me Love” com “You Can’t Do That’ no lado B deste compacto. As duas músicas foram tocadas no programa que, tradicionalmente, apagava as fitas com as gravações anteriores, acabando com a possibilidade de manter um acervo destes registros. O Film is Fabulous disse que recebeu a fita de 35 mm do programa de um ex-funcionário da emissora e conta que há quatro takes de gravação de “Can’t Buy Me Love” e dois de “You Can’t Do That”, além de registros da gravação do programa, mostrando a parte de maquiagem e a técnica para além do que aparecia na TV. Há a intenção de lançar a fita em público, mas o grupo está estudando como fazê-lo da melhor forma.

Tão maravilhosa quanto a notícia da volta do Bem Brasil é que Roberta Martinelli agora faz dupla com Wandi Doratiotto na apresentação do programa. O vocalista do Premê segue apresentando o histórico programa e a apresentadora do Cultura Livre solta sua faceta repórter entrevistando o público. E por melhor que tenha sido o show (que é também transmitido pelo YouTube e depois fica online), o momento de volta do programa, com a Roberta entrevistando o Wandi, já é histórico (sem contar o “merda” que ela solta no final).

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Essa volta do Bem Brasil é ouro puro! Wandi Doratiotto volta a apresentar shows ao vivo todo domingo na TV Cultura como havia deixado de fazer em 2008, quando o programa foi cancelado. Depois de edições-piloto em 2024, trocando o Sesc Interlagos pelo Sesc Itaquera, o Bem Brasil volta à programação da emissora estatal neste domingo em uma acertada parceria com o Sesc e ainda conta com a participação da nossa querida Roberta Martinelli e com Carlinhos Brown como atração musical da primeira edição. Tem que ter mais música na TV!

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Michael Stipe está quicando para voltar aos palcos. Sem lançar nada há três anos, ele quebrou esse jejum em março, quando mostrou a “I Played the Fool”, que fez para o seriado Rooster, da HBO, como sua música-tema. E depois de aparições bissextas – e empolgadas! – ao lado da dupla Michael Shannon e Jason Narducy, que vêm fazendo shows em tributo aos discos clássicos do R.E.M, e dos integrantes de sua banda original, ele agora vem para a televisão tocando ao vivo a música que fez para o seriado ao lado do produtor de rock clássico da vez (Andrew Watt, que acabou de produzir os discos novos de Paul McCartney e dos Rolling Stones) no programa do apresentador Jimmy Kimmel. E se na versão original ele contava com o baterista do Blink-182‘s Travis Barker, nesta apresentação chamou o dos Red Hot Chili Peppers Chad Smith, que tocou ao lado do guitarrista Josh Klinghoffer (que também tocou no Red Hot) nos teclados, do baixista Troy Van Leeuwen do Queens Of The Stone Age e do ex-guitarrista de outra fase do Jane’s Addiction Chris Chaney e mostrou-se animadaço, pronto para sair desse autoexílio que se impôs. E a gente sempre fica na torcida pra rolar aquela volta em grande estilo do R.E.M…. Porque eles merecem e a gente também.

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Projeto paralelo das carreiras da atriz Zooey Deschanel e do indie M. Ward, o grupo teve seus momentos em sua primeira fase, quando lançou seus três primeiros discos pela gravadora indie Merge, ganhando notoriedade na virada da primeira década do século, quando empresas como Apple e Starbucks passaram a dar corda para um indie folk mais fofinho, abrindo espaço para artistas bissextos como a dupla. Desde que saiu da Merge, em 2014, o projeto tornou-se ainda mais irregular, mas coincidentemente voltou a fazer música via Brian Wilson, primeiro ao participar do disco do beach boy original No Pier Pressure (de 2015) e depois ao fazer um disco inteiro dedicado ao homem, Melt Away: A Tribute to Brian Wilson (de 2022). Mas por essas loucuras da vida digital, o semihit que lançou o grupo em 2006 (“I Thought I Saw Your Face Today”) ganhou uma sobrevida no TikTok e fez o grupo entrar nas paradas de sucesso pela primeira vez. Aproveitando a onda, Zooey deixou a franja de novo e os dois anunciaram sua volta aos palcos, oficializada com sua participação no programa Jimmy Kimmel Live! neste fim de semana. Foi a primeira vez que os dois voltaram a tocar juntos desde o lançamento de Melt Away e anunciaram uma turnê oito datas pelos Estados Unidos.

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Eis os Beatles – ou melhor dizendo, a gangue dos Beatles à época em que o grupo inglês era apenas uma banda estrangeira tocando na zona de uma cidade alemã, numa versão televisiva daquele período que já começou a ser produzida. Essa é a primeira foto oficial de Hamburg Days, seriado que está sendo produzido pela BBC para contar a pré-história do grupo de Liverpool, quando eles eram um quinteto e começaram a se envolver com alguns jovens artistas locais que ajudariam a mudar o destino do grupo. Essa turma está retratada na foto principal, que traz os atores Ellis Murphy (Paul McCartney), Paddy Gilmore (Pete Best), Harvey Brett (George Harrison), Rhys Mannion (John Lennon), Louis Landau (Stuart Sutcliffe), Luna Jordan (Astrid Kirchherr), Casper V Bülow (Klaus Voormann) e Lasse Klene (Jürgen Vollmer). Enquanto Best foi baterista do grupo até eles começarem a gravar discos (quando Ringo Starr assume as baquetas, em 1962), o baixista Stuart deixou o grupo após a temporada alemã para estudar arte e ficar com Astrid, que além de artista também inventou o corte de cabelos que viraria futura marca registrada da banda e compunha, com Voormann e Vollmer, jovens fotógrafos amadores que fazia parte do time de artistas que se chamava de “exis”, em referência aos existencialistas franceses. Klaus, que anos mais tarde faria a capa do disco Revolver (além de tocar em discos solo de John e George), é o ponto de partida da série, que é inspirada em sua autobiografia. Dividida em seis partes, a série será escrita por um ex-roteirista de Succession (Jamie Carragher) e deve estrear ainda este ano, esquentando a expectativa para a chegada dos quatro filmes que Sam Mendes está fazendo sobre o grupo, que devem estrear no ano que vem.

Quem viveu a geração francesa na virada do século vai abrir um sorriso ao ver a propaganda desse seriado de mentira French Touch Family, inventado pelo designer Loic Andria, mesmo sendo criado com ajuda de inteligência artificial. No final do século passado, uma safra de artistas de música eletrônica puxada pelo Daft Punk começou a tomar conta de pistas de dança do mundo e aos poucos nomes como Cassius, Breakbot, Fred Falke, Étienne de Crécy, Busy P, o saudoso DJ Mehdi, entre outros, passaram a ser conhecidos sob o rótulo de “French touch”, que ainda incluía nomes ainda mais conhecidos do que os que aparecem na animação, como Air, Phoenix e Dimitri from Paris. Talvez seu autor tenha preferido ficar ao redor de uma sonoridade específica de house com techno e dispensado estes outros, que ampliavam ainda mais o espectro musical dessa cena. Ficou tão massa que alguns retratados republicaram o vídeo em seus próprios perfis online.

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