
Um dos nomes mais importantes na história das comunicações do século 20, o norte-americano Ted Turner morreu nesta quarta-feira sem que a causa de sua morte fosse divulgada, embora já se falasse que ele sofria de uma doença degenerativa dos nervos. Seu epíteto pode ser resumido como o criador da CNN, emissora de TV a cabo que criou, ao mesmo tempo, o conceito de canal de notícias e de canal 24 horas, lógica que aplicou a outras criações de sua empresa, a Turner Broadcasting System, ao criar o canal de filmes TNT, o de esportes TNT Sports, o de filmes clássicos Turner Classic Movies, o de programas sobre cultura TBS e o de desenhos animados Cartoon Network. Essa transformação aconteceu nos anos 70, quando juntou duas novidades tecnológicas na transmissão de TV da década – a TV a cabo, que até então só atuava em nível local nos EUA, e a da transmissão via satélite – criando uma rede de canais que aos poucos peitaria a onipresença das três principais emissoras de TV de seu país (ABC, CBS e NBC). Bem nascido, herdou a empresa de outdoors do pai quando este se matou quando ele tinha apenas 24 anos, e seu espírito aventureiro e visão futurista de negócios (“televisionário” era outra forma como era chamado) transformou a antiga empresa do pai num império, que mais tarde compraria os estúdios Warner de cinema e a revista Time. Tornou-se o primeiro bilionário dono de uma empresa de comunicações e um dos primeiros ativistas ambientais do planeta, além de ser o quarto maior latifundiário dos EUA. O poço de contradições que personificava o tornava um republicano progressista, que além de bilionário e latifundiário, era amigo de Fidel Castro, a favor do serviço médico público nos EUA e doou um bilhão de dólares para a ONU. Foi casado por muito tempo com a atriz Jane Fonda, era iatista profissional e dono de seu próprio time de beisebol, o Atlanta Braves, além de ter tentado criar sua própria versão das Olimpíadas, os Jogos da Boa Vontade. “Se eu tivesse alguma humildade, seria perfeito”, riu de si mesmo em uma entrevista.

Não é exagero dizer que Guto Graça Mello, que morreu nesta terça-feira depois de um mês internado após sofrer uma queda, é um dos nomes mais importantes da música popular brasileira da segunda metade do século 20. Ele começou como músico e compositor, mas, depois de cair nas graças primeiro de Elis Regina e depois de Nara Leão em 1967, foi descoberto pelo diretor da novata emissora de TV Globo Walter Clark e chegou ao cargo de diretor musical da emissora ainda no começo dos anos 70. Lá criou o formato de trilha sonora de novela como conhecemos até hoje e foi um dos principais fiéis da balança no que Clark, José Bonifácio Sobrinho (o Boni) e Daniel Filho chamavam de “padrão Globo de qualidade”, ao subir o sarrafo de produções da casa para torná-las diferente do resto da produção televisiva brasileira daquele período. Ele foi mestre em convidar nomes como Dorival Caymmi para escrever o tema da novela Gabriela, Paulinho da Viola para criar o tema da novela Pecado Capital e Tom Jobim para fazer a trilha da série O Tempo e O Vento e criou temas clássicos da emissora, além de ser o compositor (ao lado de Boni) da música-tema do Fantástico. Além de dar a cara musical para a crescente emissora, assumiu a gerência da gravadora do grupo, a Som Livre, e juntos fizeram projetos históricos, além de trilhas de novelas imbatíveis até hoje – e de ter lançado as carreiras de Lulu Santos e de Cazuza, desde o Barão Vermelho, e ter feito projetos infantis ao lado de Ezequiel Neves, como Pirlimpimpim e Plunct Plact Zuuum. Também foi produtor de discos de praticamente todo o panteão da MPB, de Milton Nascimento a Rita Lee, passando por Roberto Carlos, Gilberto Gil, João Gilberto, Alceu Valença, Caetano Veloso, Elis Regina, Gal Costa, Maria Bethânia e Xuxa, entre muitos outros. Saiu do grupo Globo em 1989 e na década seguinte passou a produzir outros discos importantes da nossa música como As Canções Que Você Fez pra Mim de Maria Bethânia (1993) e o terceiro disco homônimo de Cássia Eller (1994), além de fazer a trilha de mais de 30 filmes nacionais. Como disse no início, não é exagero.

Olivia Rodrigo participou do Saturday Night Live neste fim de semana e, além de participar de alguns quadros e cantar mais uma vez “Drop Dead”, primeiro single de seu próximo álbum, You Seem Pretty Sad for a Girl so in Love, revelou mais uma música, a primeira que dá o tom do adjetivo que parece ser central no novo disco. A triste balada “Begged” é a mesma que ela cantou ao lado de Weyes Blood num show fechado que fez em Los Angeles no outro fim de semana, e mais uma vez Natalie Mering estava ao seu lado, só que como apenas uma das integrantes dos grupo dos vocais de apoio, frisando sua participação como coadjuvante. E parece que a tristeza do título é real.
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Já temos o principal concorrente da categoria “Eu sou mais indie que você” de 2026, quando o líder do Wilco e a líder do Paramore se juntaram para, juntos, cantar a música que botou o Unknown Mortal Orchestra no radar público há quinze anos num programa de TV! De todas as canções do mundo, a excelente dupla formada por Hayley Williams e Jeff Tweedy (quero um disco deles JÁ!) pinçou a música que fez o mundo indie descobrir a banda do neozelandês Ruban Nielson em 2011, faixa de abertura do disco homônimo de sua banda, no programa do Stephen Colbert na TV norte-americana nesta segunda-feira. E dá gosto ver a Hayley esmmerilhando no theremin! Bom demais!
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Foi o Bruno Saito que pinçou em sua conta no Instagram a fatídica cena que toda uma geração jurava que havia acontecido mas ninguém tinha provas além da própria memória, quando parte da primeira geração do punk paulistano foi parar numa novela da Globo. No dia 17 de fevereiro de 1984 foi ao ar o último capítulo da novela das oito Eu Prometo, a última escrita pela sumidade do gênero Janete Clair (que morreu no final de 1983, deixando a novata Gloria Perez incumbida de terminar sua primeira novela). E nesse episódio, a noiva Daise (vivida por Fernanda Torres) resolvia se vingar do noivo Albano (vivido por Ney Latorraca) em pleno casamento, quando convidou seus amigos punks de São Paulo para a festa. Como não conseguiam fazer punks convincentes, a produção da novela resolveu chamar os punks de verdade para fazer figuração na cena e assim nomes como João Gordo, Clemente e integrantes das bandas SP Caos, Olho Seco e Kaos 64, entre outros, foram parar no horário nobre da Globo ao som de “X.O.T.”, do Cólera. Gordo lembrou da situação às gargalhadas em uma entrevista ao canal do André Barcinski no YouTube.
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O Rush pegou todo mundo de surpresa ao apresentar-se pela primeira vez após o anúncio de sua turnê de retorno e ao mostrar a baterista que entra no lugar do lendário Neil Peart – Anika Nilles, que tocava com Jeff Beck – durante a cerimônia de premiação da indústria fonográfica canadense, os prêmios Juno, que aconteceu na cidade de Hamilton, no Canadá, na noite deste domingo. Única atração surpresa da noite, o Rush havia dado pistas sobre novidades na semana em sua newsletter, mas a apresentação ao vivo – em que tocaram “Findiing My Way”, do primeiro disco do trio – pegou até os fãs mais roxos do grupo de surpresa. O guitarrista Alex Lifeson e o baixista Geddy Lee tocaram juntos algumas vezes após a morte do baterista original em 2020, mas só ano passado voltaram a anunciar que iriam retomar a banda original, pegando todos de surpresa – inclusive com a escolha da então desconhecida baterista alemã. Essa turnê promete…
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Autor de temas da maioria dos desenhos animados da fase de prata do estúdio Hanna Barbera, o compositor Ted Nichols morreu no início do ano, mas sua morte só foi comunicada por sua família nesta segunda-feira. Ele trabalhou no clássico estúdio de animação dos EUA entre 1963 e 1972 e foi discípulo do grande Hoyt Curtin (1922-2000), este autor de trilhas da fase de ouro da HB, compondo as trilhas para desenhos como Flintstones, Jetsons, Dom Pixote, Zé Colmeia, Pepe Legal, Manda Chuva, Jonny Quest, Super-Amigos e Smurfs, quase sempre com Nichols como assistente. Este ascendeu ao cargo de diretor musical do estúdio a partir de 1965, quando substituiu o mestre. Seu tema mais conhecido foi o de um novo desenho chamado Scooby-Doo, mas ele seguiu à risca os ensinamentos de Curtin e manteve o padrão HB em desenhos como Josie & As Gatinhas, Homem-Pássaro e Galaxy Trio, Space Ghost, Esquilo Sem Grilo, Corrida Maluca, As Aventuras de Penélope, Máquinas Voadoras, Formiga Atômica, entre outros.

Morreu Gerson Brenner, galã carismático de novelas na Globo entre os anos 80 e 90 que, em 1997, reagiu a uma tentativa de assalto, tomou um tiro na cabeça e quase morreu: ficou em coma por uns dias e voltou com sequelas que anteciparam o fim de sua carreira.

Juca de Oliveira, que morreu neste sábado, foi um dos maiores nomes das artes dramáticas do Brasil. Viveu a fase áurea do Teatro Brasileiro de Comédia e do Teatro de Arena, fez a transição para a televisão, onde virou astro nacional e protagonista de clássicos da TV Tupi (especialmente Nino, O Italianinho), transformando-se num dos maiores nomes da telenovela nos anos 70 e 80. Também experimentou o cinema (fez o clássico O Caso dos Irmãos Naves, que Luiz Sérgio Person dirigiu em 1967), mas nunca arredou o pé do palco, seu principal território e paixão.

Lindaça essa “Ainda” que Tiê acaba de lançar, composta por Barbara Ohana em parceria com Adriano Cintra, que dá início aos trabalhos de seu quinto álbum, ainda sem título, seu primeiro disco de inéditas desde seu Gaya, de 2017. De lá pra cá ela lançou o único disco (Eu Te Amo, de 2022) do projeto em parceria com o próprio Adriano, Fogo Fera, e o ao vivo Cartas de amor – Ao Vivo no Bona, no ano passado. Mas essa nova balada, ainda mais apresentada com a entrega que Tiê sabe fazer – como dá pra ver em sua apresentação neste fim de semana neste programa de TV -, retoma a veia romântica de seu maior hit, a versão brasileira (e melhorada) para a canção italiana “A Noite”. Segura!
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