
Um dos principais documentaristas brasileiros nos deixou nesta sexta-feira, quando o carioca Silvio Tendler cedeu a uma infecção generalizada após ficar um tempo internado em um hospital em sua cidade-natal. Conhecido como “o cineasta dos vencidos”, ele começou sua carreira ainda nos anos 60 e após o recrudescimento da ditadura militar brasileira naquela década, mudou-se para o Chile, de onde saiu após o golpe militar que derrubou o presidente daquele país, Salvador Allende. Este foi alvo de um de seus primeiros grandes filmes, quando, agora morando em Paris, participou da produção coletiva do filme La Spirale, de 1975, que também contava com participações de outros diretores, como Chris Marker e Jean Rouch. Voltou ao Brasil em 1976, quando começou a produzir seus filmes mais clássicos, que ao mesmo tempo que contava a história de grandes nomes da política brasileira abatidos pela ditadura, também preparava o terreno para, nos anos 80, o país recomeçar de novo após aquele período nefasto. Documentários como Os Anos JK – Uma Trajetória Política (1980) e Jango (1984) fizeram o país reencontrar o passado que os militares tentaram apagar e em grande escala, atingindo públicos que reuniam centenas de milhares de espectadores. Sua obsessão pelo país o fez visitar grandes nomes de nossa história, em longas, médias e curtas metragens: O Mundo Mágico dos Trapalhões (1981), Josué de Castro – Cidadão do Mundo (1994), Castro Alves – Retrato Falado do Poeta (1999), Milton Santos – Pensador do Brasil (2001), Marighella – Retrato Falado do Guerrilheiro (2001), JK – O Menino que Sonhou um País (2002), Oswaldo Cruz – O Médico do Brasil (2003), Glauber o Filme, Labirinto do Brasil (2003Paulo Carneiro – Espelho da Memória (2003), Encontro com Milton Santos ou O Mundo Global Visto do Lado de Cá (2006) e Tancredo, a Travessia (2011). Também dirigiu séries como Anos Rebeldes (1992) na Globo, Era das Utopias (2009) e Há muitas noites na noite – Poema Sujo Ferreira Gullar (2015). Tetraplégico desde 2011, ele passou por um longo período de recuperação e voltou a filmar, com dificuldades, num processo que foi registrado no filme A Arte do Renascimento (2015), de Noilton Nunes.

O desenho animado South Park não mediu esforços para destruir Trump no episódio que foi ao ar nessa quinta-feira nos Estados Unidos. O seriado acaba de renovar seu contrato com a Paramount garantindo exclusividade do desenho nos canais do estúdio por um bilhão e meio de dólares, na mesma semana em que a CBS – emissora que pertence à Paramount – anunciou que irá aposentar o programa Late Night, que o humorista Stephen Colbert herdou do criador David Letterman, em 2026, quando termina o contrato do apresentador. O irônico é que a conversa de bastidor nos EUA diz que o fim do programa tem mais a ver com a forma pesada que Colbert vem lidando com o governo Trump, de quem a Paramount quer proximidade. Por isso a bordoada do episódio de South Park vem pesada: além de expor de forma ainda mais caricata a estupidez (e o micropênis) de Trump – que, no desenho, manda bombardear o Canadá e confunde o Irã com o Iraque -, ainda colocou o presidente laranja, que fala com a mesma voz do insuportável Cartman, literalmente na cama com o satã e o senhor das trevas fica enfurecido por ouvir falar que o nome do presidente dos Estados Unidos apareceu na lista de Jeffrey Epstein NO MESMO DIA em que é revelado que o Departamento de Justiça dos EUA avisou a Trump que seu nome estava mencionado várias vezes na lista do traficante sexual. E a notícia é que o episódio bateu pesado no ego de Trump, deixando o clima na Casa Branca ainda mais pesado. Pega fogo, cabaré!
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Fiz minha primeira colaboração com o canal Arte 1, quando fui chamado para comentar sobre o disco novo de Arnaldo Antunes, Novo Mundo, para o programa Em Movimento. Assista abaixo: Continue

A Lego sempre abre concursos em que entusiastas dos blocos de plástico da marca podem mandar seus projetos, que eventualmente tornam-se realidade. Foi o que aconteceu com esta proposta feita por um participante do concurso Build Your Nostalgia – 90s Throwback!, organizado pela empresa, que criou esse set inspirado na série Arquivo X, que recria tanto o escritório em que trabalham Fox Mulder e Dana Scully quanto uma floresta em que os agentes fazem contato com alienígenas. Diz se não é maravilhoso?
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Morreu, nesta quinta-feira, um dos maiores ícones da dramaturgia brasileira – e um de seus maiores galãs. O paulistano Francisco Cuoco tinha 91 anos, morreu de falência múltipla dos órgãos e foi o protagonista de novelas clássicas como Selva de Pedra (1972), Pecado Capital (1975), O Astro (1977) e O Outro (1983), além de participar de filmes como Gêmeas (1999), A Partilha (2001) e Cafundó (2005).

Apesar de ser um garoto da praia per se, a única vez que o público viu Brian Wilson surfar foi num especial de TV que os Beach Boys fizeram em agosto de 1976 para a emissora norte-americana NBC na tentativa de atingir um público mais novo. O programa Beach Boys: It’s Ok! misturava cenas de shows, entrevistas e quadros cômicos como este em que os dois irmãos cara-de-pau John Belushi e Dan Aykroyd, desta vez passando por policiais, dão uma batida na casa de Brian para obrigá-lo a voltar para a praia. Não foi só Brian quem atuou nestes esquetes, seus irmãos Carl (pilotando um avião) e Dennis (como jurado de um concurso de beleza) também fizeram suas aparições, mas obrigar Brian a subir em uma prancha (depois que Aykroyd manobra o mar para sua entrada) segue como um dos momentos clássicos da teledramaturgia do rock.
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Finalmente novidades sobre a segunda temporada de Cangaço Novo, excelente série da Amazon Prime cuja primeira temporada só peca na escolha da música que encerra aquela fase, que foi anunciada para 2026 com o lançamento dessa cena inédita, em que os protagonistas Ubaldo (Allan Souza Lima) e Dinorah (Alice Carvalho) começam sua vingança no sertão do Ceará. TENSO.
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Depois da série Russia 1985-1999: TraumaZone e do impressionante HyperNormalisation (e All Watched Over by Machines of Loving Grace e Everything Is Going According to Plan e Living in an Unreal World e Can’t Get You Out of My Head e The Rise and Fall of the TV Journalist e quase toda sua filmografia), o desconcertante documentarista inglês Adam Curtis vem com mais uma pedrada: a série Shifty, que estreia no mês que vem na BBC. Em cinco episódios, ela relata, a partir da Grã-Bretanha, como o culto à ganância e a hiperindividualização da sociedade pós-moderna das últimas quatro décadas forjaram uma aliança que nos levou ao buraco que nos metemos hoje.
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E cês viram que as três temporadas de Twin Peaks vão estrear dia 13 de junho no Mubi? ❤️ Junte ao Os Últimos Dias de Laura Palmer (que já está no catálogo deles) e tudo fica quase completo.
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Se você estiver procurando série pra ver, dá uma sacada em Paradise, que estreou no começo do ano e já terminou sua primeira temporada em oito episódios tensos. Ela conta a história de Xavier Collins (interpretado magistralmente por Sterling K. Brown), braço direito de uma das pessoas mais poderosas do mundo que passa a lidar com um problemaço depois que um assassinato começa a revelar uma história que é muito mais complexa do que parece na superfície. Sugiro apenas que assista ao primeiro episódio e veja se consegue segurar-se para não assistir ao capítulo seguinte em seguida após o que é mostrado quase no final. Ela está passando no Disney+.