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Eis o papel da ficção científica: pensar um mundo que ninguém sequer cogita para que, depois, cientistas, homens de negócio e burocratas consigam transformá-lo em realidade.

Quer dizer, que mané ficção científica: eis o papel da arte.

Em instantes, no Globo Repórter.

Lembra da clássica (na marra) tirinha de Johnny Hart? Quase virou programa de TV nas mãos do Jim Henson (dos Muppets). Eis o piloto:

Mas um do Hagar seria mais foda. Via Classic Showbiz.

Houve um tempo no Brasil em que show internacional era mais ou menos o equivalente à descida de um OVNI. Dava pra contar nos dedos quantas bandas legais gringas vieram pro Brasil antes do primeiro Rock in Rio, em 1985, que funcionou como uma abertura dos portos para o circuito de shows internacionais da época. Mas no Rock in Rio só veio medalhão e uns poucos gatos pingados de pequeno/médio porte. Qual foi a surpresa de uma nação inteira de ouvintes (os proto-indies) ao saber que o Cure viria para o Brasil numa época em que eles estavam começando a fazer sucesso nos EUA e logo depois de lançar sua primeira coletânea….

O show não foi apenas um marco para quem assistiu (há quem prefira os do Echo & the Bunnymen, que aconteceram mais ou menos na mesma época e provocaram o mesmo nível de espanto), como mostrou para algumas gerações de fãs – e de futuros artistas – que era possível fazer sucesso sem precisar ser um popstar à la Michael Jackson ou Madonna, que eram os parâmetros de sucesso da época.

E qual foi a minha surpresa ao descobrir, logo após esse papo que Robert Smith pode estar voltando para cá, que tem vários trechos desses shows de 1987 no YouTube…

Não sou muito fã de A Família da Pesada, mas essa homenagem foi incrível.

Quico foda

Esculacho sua gentalha, via Rafa.

Quando linkei o trailer do filme novo de Morgan Spurlock, um documentário sobre publicidade subliminar no entretenimento, terminei o post comentando o trecho final do trailer, em que o político norte-americano Ralph Nader comenta que o único lugar ainda imune à propaganda sejam os sonhos. E não lembrava de ter conversado sobre isso com alguém, até que o Ronaldo me lembrou que foi em uma conversa que ele voltou para um episódio de Futurama, me linkando um post velho do Merigo sobre a passagem:

Se você tem medo da propaganda hoje e as vezes se sente incomodado com tamanha invasão na sua vida, espere só para ver como vai ser no futuro: publicidade veiculada dentro dos seus sonhos!

Fry não se conforma, e diz que no seu tempo (1999) a propaganda só existia “na TV, no rádio…e nas revistas e nos filmes, e nos jogos de futebol, e nos ônibus, e nas caixinhas de leite, e em camisetas, e nas bananas, e escritas no céu…mas não nos sonhos. Não senhor.”

O melhor vem depois, quando Bender diz para o Fry parar de reclamar, porque os comerciais não te obrigam a comprar nada, e Amy diz que ninguém sai correndo para comprar só porque dizem que os preços estão baixos, muito baixos.

Ronaldo ainda emendava que ao sonharmos que vamos para espaços (teatros, cinemas, casas noturnas) batizados com nomes de marcas, esta barreira já foi vencida. E aposto que tem muita gente que sonha com Google, Facebook, Twitter, MSN…

E por falar no Tim Maia…

E aqui “Boot Leg” pura, delírio soul típico da Stax, pesado e largado.

Oras bolas, não me amole com esse papo…

Amazonas x Restart

Er… Hm… Não sei nem por onde começar, viu. Tudo errado.