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Let’s Paint TV

Pare o que está fazendo e assista isso:

Sacou?

Não? Pois então…

É um programa de TV. De verdade. “Para pessoas que gostam de fazer tudo ao mesmo tempo!”. John Kilduff pinta quadros ao mesmo tempo em que anda em uma esteira de ginástica e tenta fazer outra uma terceira coisa diferente por programa (fazer a barba, fazer sushi, fazer drinks, por exemplo). Não bastasse tudo isso, ele às vezes faz o programa ao vivo e responde a ligações de telespectadores enquanto faz tudo isso. Let’s Paint TV é um programa ao vivo, existe desde 2002 e é transmitido até até hoje pela TV pública de Los Angeles.

Mas é arte? Ou é só coisa de americano?

Pacolli que veio com essa, tem mais vídeos desse maluco aí embaixo:

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E o Silvano comentou sobre o trabalho que a filha de Terry Gilliam, Holly, está fazendo – organizando os arquivos do trabalho do pai, desde o tempo em que ele era o único americano do Monty Python até se tornar um dos diretores mais peculiares do final do século vinte. E o mais legal é que ela vem relatando a pesquisa num blog que acabou de criar apenas para isso.

E por falar em Mick Jagger, vou puxar a sardinha pro Brasil pra lembrar do clássico episódio em que Caetano Veloso entrevistou o vocalista dos Rolling Stones para a TV Manchete, nos anos 80. O surgimento da Manchete, lançada numa década em que só haviam três ou quatro canais da TV (internet? hahaahahah), foi saudado na época mais ou menos como o lançamento da revista Piauí no mercado editorial brasileiro. Além de revelar novos talentos (Angélica e Xuxa são crias de lá) e explorar novos rumos para a telenovela (culminando na épica e memorável Pantanal), a emissora também investia no telejornalismo em diferentes frentes – de um lado havia o Documento Especial, que apresentava o submundo da cidade grande para o resto do Brasil, do outro o Conexão Internacional, programa de entrevistas capitaneado pelo Roberto D’Ávila, que abriu uma edição do programa para Caetano Veloso entrevistar Mick Jagger. Só achei esse trecho da entrevista no YouTube, que a descrição diz ser do filme Cinema Falado, do próprio Caetano Veloso (que nunca tive coragem de assistir).

Devia ter na íntegra, ninguém sabe onde tem isso?

A entrevista é clássica por ter dado origem a uma das principais polêmicas cultivadas pela Ilustrada, na Folha de S. Paulo, o embate memorável de Paulo Francis e Caetano Veloso. Afinal, olha como Francis tratou a entrevista de Caetano em sua coluna:

“É evidente, por exemplo, que Mick Jagger zombou várias vezes de Caetano na entrevista na TV Manchete. O pior momento foi aquele em que Caetano disse que Jagger era tolerante e Jagger disse que era tolerante com latino-americanos (sic), uma humilhação docemente engolida pelo nosso representante no vídeo.”

Além de ter tripudiado da ingênua pergunta de Caetano sobre a importância do rock para a história da música:

“Essa pergunta simplesmente não se faz em televisão, ou até em jornal. É de um amadorismo total. Só serve para seminários de ‘comunicação’ no interior da Bahia. Não é uma pergunta jornalística. Jagger começou a debochar aí.”

Caetano ficou putaço, chamou Francis de “bicha amarga” e Francis não deixou barato:

“Duas sorridentes cascavéis deste caderno me comunicaram hoje que Caetano Veloso me agrediu numa coletiva. Outro tema de debate: cantor de samba fazendo show vale uma coletiva? Por quê? Bem, fiz críticas culturais ao estilo de personalidade de Caetano, o flagelado milionário de ‘boutique’, servil como um escravo diante do condescendente Mick Jagger. São críticas, certas ou não, mas culturais. Qual é a resposta de Caetano? Diz que sou uma bicha amarga e recalcada. É puro Brasil. Ao argumento crítico, o insulto pessoal. Mas o insulto é o próprio Caetano. Afinal, o que ele quer dizer é que sexualmente sou igual a ele, e usa isso como insulto.”

A história virou pauta em que o intelectualismo cultural brasileiro foi submetido à enquete “Paulo Francis ou Caetano Veloso?” – e essa história está toda contada melhor aqui.

Em tempo, eu sou time Caetano.

É nisso que o Dodô tá apostando – e quer botar a menina pra cantar.

Será?

4:20

Choque de gerações.

Mais um caso de um mal recorrente: atirador mata 14 durante estreia de filme do Batman em cinema nos EUA. E Charlie Brooker, sempre ele, ressalta como deveríamos reagir em casos como este:

Dica da Gi 😉

Saca só: www.avenidabrasil.com.br

A última novela que assisti foi Kubanakán, mas essa trollada do Sílvio Santos foi foda…

4:20

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