Uma das melhores coisas que saíram do coletivo Odd Future, a dupla The Internet – originalmente formada pela vocalista e produtora Syd Bennett e pelo produtor Matthew Martin – cresceu, virou uma banda e anuncia que o lançamento seu terceiro disco, batizado de Ego Death, sairá ainda este mês. Pra dar um gostinho do que vem por aí – aquele R&B forte mas que desce macio -, eles fizeram um clipe da excelente “Girl”, a música coproduzida com o menino-prodígio Kaytranada, que ele já havia mostrado na BBC no começo do ano.
Emicida lança a primeira faixa de seu novo disco, que apesar do nome otimista – “Boa Esperança” – é furiosa como a atitude do MC em seus shows recentes – um trecho dessa nova faixa, inclusive, foi mencionado no monólogo que ele fez no início do mês no Rio de Janeiro. O que leva a crer que seu discurso na Virada Cultural também seja menção de outra letra de uma música ainda inédita. O novo disco ainda não tem nome nem capa, mas deverá ser lançado entre o fim de julho e o início de agosto, e foi um dos contemplados do edital paulista do Natura Musical do ano passado. “Boa Esperança” tirou seu título do nome de um navio negreiro citado no último livro de José Eduardo Agualusa, A Rainha Ginga e foi produzida com o curitibano Nave e tem participação de J. Ghetto.
A música terá clipe lançado na semana que vem, dirigido por Katia Lund (de Cidade de Deus) e João Wainer (de Junho) e narra a história de um motim de empregadas domésticas. O clipe tem a participação de Mano Brown, da modelo Michi Provensi e da mãe de Emicida, Dona Jacira. O rapper faz o papel de um porteiro no clipe.
E se eu te disse que além de estar às vésperas de lançar um disco novo (batizado de Paper Gods), o Duran Duran começou o novo trabalho com um hit fortíssimo? Pois saca só essa “Pressure Off”, que nem precisava ter a participação do onipresente Nile Rodgers e de Janelle Monáe, mas já que eles estão aí… Aumenta o som.
O francês Sebastien Tellier resolveu dar o clipe de sua “Comment Revoir Oursinet?” para um fã e abriu um concurso para quem quisesse transformar a extensa faixa (um dos momentos centrais de seu subestimado L’Avventura, lançado no ano passado) num clipe de média metragem, pois a música quase bate nos 15 minutos. Quem venceu foi a diretora Carly Blackman, que usou imagens em Super 8 de uma família anônima que morava em Detroit, quando esta era, na virada dos anos 60 pros 70, “o auge do sonho americano”, segundo a autora do vídeo.
Junto com o clipe, Tellier também liberou alguns remixes de amigos para a música – destaco aqui o do xará Matias Aguayo, que tira todo o ar bucólico da faixa original para dar um certo ar opressor.
Desde que lançou seu único álbum em 2010, a dupla australiana Chris Stracey e Jack Glass só dá notícias aqui e ali, mas começaram a se mexer no meio da década e, depois de lançar um EP (Nairobi) no ano passado, agora anunciam mais um novo, chamado Waterfalls, aberto por essa deliciosa “Vapour Trails” (que pode ser baixada de graça no site da banda).
O belga Vito De Luca tirou o peso rock da californiana e deixou sua “Beggin For Thread” prontinha pra deslizar na pista.
Bem boa essa música nova do Foals, “What Went Down”, que também batiza o próximo disco da banda, que vai ser lançado no finzinho de agosto. Aumenta o som!
A capa e a ordem das faixas estão aí!
“What Went Down”
“Mountain At My Gates”
“Birch Tree”
“Give It All”
“Albatross”
“Snake Oil”
“Night Swimmers”
“London Thunder”
“Lonely Hunter”
“A Knife In The Ocean”
Há quatro anos os suecos do Radio Dept. atingiram sua maturidade musical com o excelente Clinging to a Scheme, mas desde então só deram notícia quando lançaram a faixa “Death to Fascism” na época das eleições em seu país, no fim de 2014. Mas 2015 os traz de volta, a princípio com um EP de três faixas, que antecipa o lançamento de um disco para o fim do ano. E a faixa-título do novo disco, Occupied é um transe indie-dance daqueles que só eles sabem fazer…
Chet Faker deixa cair a ótima “Bend” em seu canal do YouTube, avisando que é sobra de seu Built on Glass do ano passado – mas podia tranquilamente estar no disco porque mantém a média, dizaê.
Eis a primeira faixa do novo disco do Goblin Rebirth, uma das três bandas que sobrevive da fama de um dos grupos mais importantes do rock progressivo italiano, o Goblin, que alcançou fama mundial ao musicar os primeiros experimentos do mestre Dario Argento com o cinema de horror. A longa “Book of Skulls” começa com uma groove funk com um pé no Black Sabbath que, com solos de teclados que aos poucos vão acelerando o ritmo rumo uma perseguição anos 80 com guitarras que passeiam do drama David Gilmour no final do Pink Floyd aos delírios progressivos que Steve Harris proporcionava às guitarras do Iron Maiden. Uma longa faixa instrumental que intercala momentos empolgantes e outros bregaços – às vezes ao mesmo tempo – que mostram que a banda vai além de um mero cover de si mesma.










