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“Não é uma banda sobre lucro, mas uma banda sobre socialismo!”, assim Damon Albarn, reforçando o aspecto coletivo da banda virtual Gorillaz, encerrou a gigantesca primeira aparição do grupo num estádio para um show único, quando reuniu um elenco estelar para uma festa gigantesca à altura da quantidade de ícones da música no palco – do ex-Clash Paul Simonon ao ex-Smiths Johnny Marr, passando pelo De La Soul, Little Simz, Anoushka Shankar, Yasiin Bey, Shaun Rider, Omar Souleyman, Sparks e tantos outros no estádio de Tottenham, na capital britânica neste sábado. Além da magnitude do elenco, do espaço e do repertório -, pois visitaram todos os álbuns da já decana banda virtual -, a apresentação elevou ainda mais o tamanho dos personagens criados por Damon Albarn e Jamie Hewlett, protagonistas fictícios mais reais do que nunca. Resta saber se encaram uma turnê global nesta escala. Veja os vídeos abaixo:

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O 80º aniversário de Syd Barrett, papa da psicodelia britânica e fundador do Pink Floyd, aconteceu em janeiro deste ano, mas só agora, em setembro, que começarão as comemorações para marcar as oito décadas de delírio artístico de um gênio que segue tão influente como quando começou. A principal celebração acontece em sua cidade-natal, Cambridge, na Inglaterra, quando a casa de shows Cambridge Corn Exchange, onde Syd fez sua última apresentação ao vivo, em fevereiro de 1972, torna–se sede para um A Celebration to Syd Barrett, que reúne shows das bandas Kula Shaker, Soft Machine, Men on the Border, Diana Silveira & The Psychedelic Circus, Radhika e Pünk Floyd – além de surpresas que vão ser anunciadas em breve – no dia 10 de outubro (e os ingressos já estão à venda). No dia anterior será lançada a coletânea Clowns And Jugglers: The Songs Of Syd Barrett, que reúne gravações de artistas diferentes em épocas diferentes, como músicas gravadas pelo David Gilmour com David Bowie no vocais, Love, Robyn Hitchcock com John Paul Jones, Mystery Jets, todas bandas que irão tocar no show tributo e o grupo brasileiro Violeta de Outono. E ainda está sendo programada uma exposição sobre o artista no Cambridge Openspace, em que mais uma vez suas pinturas e desenhos serão exibidos para o público. Veja o pôster da celebração, a capa da coletânea e o nome das músicas abaixo:: Continue

Marina Nemesio e Rodrigo Coelho levam nosso espetáculo João 1958, sobre as gravações que João Gilberto fez antes de lançar seus primeiros discos, para o Rio de Janeiro, quando se apresentam neste sábado na série de shows Concertos de Eva, que têm curadoria de Chico Dub e acontecem na Casa Museu Eva Klabin (Av. Epitácio Pessoa, 2480, na Lagoa), a partir das 17h. Os ingressos já estão à venda.

Julho está ai e a programação de música do Centro da Terra deste mês começa a partir da próxima semana, quando, antes de inaugurarmos a temporada das segundas, temos apresentações únicas logo nesta primeira segunda. Na primeira delas, logo na primeira segunda do mês (6), recebemos a banda de pós-punk-jazz-prog Besta Fera que apresenta o espetáculo Morte e Páprica em referência ao fim do estúdio em que a banda começou suas aventuras musicais – e para esta apresentação, eles convidam Paola Ribeiro e Kiko Dinucci. Na terça seguinte (7), é a vez da cantora e compositora baiana Lavínia se aventurar por um terreno sagrado da música brasileira – em especial de seu estado -, quando recria o clássico disco que Gal Costa fez em homenagem a Dorival Caymmi há meio século para reforçar uma Bahia afetiva que esquenta qualquer brasileiro. Na outra segunda, a amapaense Patrícia Bastos estreia no Centro da Terra com sua temporada Planeta Arrepiado, em que sob a direção musical de Dante Ozzetti em todas as apresentações, convida diferentes artistas para passear por diferentes versões de seu repertório amazonense: no dia 13, ela e Dante recebem Ná Ozzetti; no dia 20 é a vez de dividir o palco com Marcelo Cabral e Guilherme Held e encerra a temporada dia 27 com os congoleses Leo Matumona e Hidras Tuala, a percussionista Thata Ozzetti e o cantor e guitarrista Skipp. Na segunda semana do mês não teremos apresentação na terça-feira por motivos de Copa do Mundo e no dia 21 o amanticida Luca Frazão faz a primeira apresentação de seu próximo disco solo subindo ao palco só com seu violão de sete cordas no espetáculo Sol-Fora. No dia seguinte, quarta-feira (22), outro disco novo nos é apresentado antes do lançamento, quando Gaê nos convida a mergulhar em seu filme sonoro no espetáculo Antecipações. A última atração da curadoria de música no teatro em julho é´o aniversário de dez anos do disco de estreia da dupla Antiprisma, Planos para Esta Encarnação, revisitado por seus autores Elisa Moos e Victor José na última terça do mês (28). Os espetáculos começam sempre pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

O Inferninho Trabalho Sujo desta sexta-feira começou mais tarde do que o normal porque assistimos ao jogo do Brasil na Copa do Mundo e só depois da vitória sobre a seleção do Haiti, quase meia-noite, que começamos nossos trabalhos, primeiro com a surpreendente Outra Banda no Fim do Mundo. O grupo liderado por Otávio Malta na guitarra e vocal conta com dois integrantes da banda Orfeu Menino – o baterista Tommy Coelho, que assume a guitarra solo na Outra Banda e o baixista João Chão -, mas a sonoridade passa longe do groove da banda liderada por Luíza Villa. Malta conduz seu grupo, que ainda conta com Méqui Lovin na bateria, para a seara do rock duro, quando o hard rock encontra o rock progressivo sem que necessariamente soe nu metal – na verdade, não há um traço de sentimento em suas canções, soando essencialmente racional e direto. O vocal assertivo e as letras sem arestas de Otávio levam a banda para um território habitado por bandas tão diferentes quanto Rush, Primus e Audioslave, sem que soe derivativo ou nostálgico. Vale salientar como o baixista virtuose João Chão quase transforma seu instrumento na terceira guitarra do grupo, sem precisar segurar a base e fazendo solos no meio das músicas. Showzão.

Depois foi a vez da Café Preto Sem Açúcar subir o palco e deixar seu amálgama de MPB dramática e rock burlesco tomar conta da Porta Maldita. A performática vocalista Clarice “Kaiá” Garcia toma conta da apresentação e além do vocal divide-se entre a escaleta, a gaita e percussões, sempre incitando o público e puxando todos os olhos para si, enquanto o resto da banda – formada por João na guitarra, Xablau no baixo, Pedroso nos teclados e Abaporu na bateria – a acompanha por vezes discreta, por vezes intensa. A natureza circense da banda foi coroada no bis, quando eles encerraram sua apresentação tocando o tema do Castelo Rá-Tim-Bum da TV Cultura.

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Você já sabe onde vai assistir ao próximo jogo do Brasil na Copa? Eu e Arthur estaremos esperando vocês ali na Porta Maldita quando faremos mais uma edição do Inferninho Trabalho Sujo, desta vez com as bandas Outra Banda no Fim do Mundo e Café Preto Sem Açúcar. A casa abre a partir das 20h, a transmissão do jogo começa às 21h30, as bandas tocam logo depois que o jogo acabar e eu sigo discotecando madrugada afora. Os ingressos já estão à venda, vamos lá?

É claro que a turnê de despedida de Gilberto Gil dos grandes palcos iria virar disco ao vivo – é uma tradição em sua carreira fonográfica mostrar como seus álbuns se transformam em shows e como voltam como discos ao vivo logo em seguida. Mas ninguém esperava que a histórica turnê, que aconteceu entre os dias 15 de março de 2025 e 28 de março de 2026, virasse um disco quádruplo, que começa a ser revelado ao público a partir da próxima sexta-feira, quando Gil completa 84 anos. As outras três partes serão lançadas aos poucos até novembro, quando os quatro volumes se transformam em uma caixa quádrupla de discos de vinil lançada pelo selo Três Selos Rocinante. O primeiro volume traz exatamente a primeira safra de músicas do show, só que em gravações em locais diferentes – e esta primeira parte da noite, ao contrário das seguintes, não contavam com participações especiais no palco, que devem começar a aparecer em disco a partir do volume 2, que ainda não tem data definida. Veja o repertório do primeiro volume abaixo: Continue

Mais uma noite daquelas no Sesc Pompeia, quando tanto a programação do teatro e da comedoria são eventos maiúsculos. E se o teatro via a consagração solo do baiano Giovani Cidreira, a comedoria assistia à provocação ampla e intensa do coletivo Nigéria Futebol Clube, mostrando que não é à toa que é uma das principais novas da cidade. Com a plateia lotada (tanto quantitativamente quanto em termos de quem-é-quem na cena indie paulistana), o grupo transformou sua apresentação em uma performance para além dos gêneros musicais, começando com a agressividade pós-punk que caracteriza sua primeira fase, com direito ao baterista Raphael “PH” Conceição saindo de seu instrumento para tocar em frente ao público, enquanto o guitarrista Rodrigo Silva e o baixista Eduardo Lengui não deixavam ninguém parado – público fazendo roda de pogo inclusive nos momentos mais tranquilos da apresentação. Depois entraram em sua nova fase, que estão batizando de “ambient jazz” (talvez título de um futuro álbum), quando receberam o guitarrista do D’Artagnan Não Mora Mais Aqui Derick Barbosa assumindo o trompete e a flautista e vocalista Satiê em um transe psicodélico e depois receber a MC Juh Cruz para fechar a noite em grande estilo. Se nada atrapalhar este percurso em ascensão, o Nigéria voa longe.

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Giovani Cidreira fez bonito nesta quinta-feira no teatro do Sesc Pompeia, quando lançou seu disco ao vivo Coração Disparado. Como no álbum, o baiano subiu ao palco sozinho com o violão, um teclado discreto e alguns efeitos para mostrar suas próprias canções – entre clássicos pessoais e músicas inéditas – num disco que teve direção de Rodrigo Gorky e participação especial de Benke Ferraz, dos Boogarins, que desta vez foi substituído pelo discreto João “Irmãozinho” Vítor, que entrou pela metade da apresentação para criar uma nova camada musical à sombra do violão expansivo e da voz arrebatadora de Cidreira, que, como de praxe, desatou a conversar entre as canções. Num dado momento, ao comemorar a chegada das festas de São João, fez troça com a plateia que pareceu não se animar com a novidade (até que Felipe Vaqueiro, na plateia, avisou que os paulistanos chamam estas comemorações de festa junina e não apenas de São João, como no nordeste), e aproveitou para falar da influência dos festejos desta temporada em sua formação – e o que era uma desculpa para mostrar sua versão para “Timidez”, do grupo cearense de forró Cavalo de Pau (que está no disco recém-lançado), serviu para que ele improvisasse uma inacreditável versão a capella para “Pau de Arara” de Luiz Gonzaga. Logo em seguida, pediu vaias para duas bandas – Legião Urbana e Los Hermanos – para cantar uma música da qual fosse mais vaiada. Calhou de ser o quarteto carioca, de quem Giovani cantou uma bela versão para “Último Romance” (quando esqueceu a palavra “sufoco” e inventou um tal “suflego” entre risos), coroando uma apresentação belíssima.

#giovanicidreira #sescpompeia #trabalhosujo2026shows 146

A vitória dos Knicks no campeonato estadunidense de basquetebol no fim de semana passado está transformando um hit de quase vinte anos em um novo hino da maior cidade daquele país – e sua voz-chefe segue cantando-a, como aconteceu nesta quinta-feira, num show que Alicia Keys deu ao ar livre no parque City Hall. Cercada dos jogadores do time de basquete e do atual prefeito da cidade Zohran Mamdani, ela, como fez após a vitória do time no show de encerramento do festival de cinema Tribeca, começou puxando “New York State of Mind”, de Billy Joel, ao piano para em seguida engatar sua clássica “Empire State Of Mind”, cantada a plenos pulmões por todos os presentes.

Veja abaixo: Continue