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E segue acontecendo… Desta vez foi o próprio Michael Stipe quem subiu no palco do terceiro capítulo do show-tributo ao R.E.M. que a dupla Michael Shannon e Jason Narducy tem feito em homenagem ao disco Lifes Rich Pageant, quando apresentaram-se no Brooklyn Steel, em Nova York, nos EUA. Depois de receber o baterista Bill Berry e o guitarrista Peter Buck quando passaram pela cidade-natal da banda, Athens, no fim de fevereiro, no sábado os dois convidaram o vocalista do R.E.M. para juntar-se à banda em duas canções, “These Days” (que Stipe comentou que tem muito a ver com os dias que estamos vivendo hoje) e “The Great Beyond”. Os caras tão doidos pra voltar aos palcos, agiliza logo essa volta, R.E.M.!

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Foi demais a primeira edição do Inferninho Trabalho Sujo, que aconteceu neste sábado, no ótimo e novíssimo Macro Bar e Pista, uma casa ampla com três ambientes – uma área externa, uma pista ampla e uma área superior para shows – que funcionou lindamente pra marcar a chegada da festa à capital paranaense. A noite começou com a discotecagem em vinil da Márcia Manzana, que preparou um set só tocando versões alternativas de músicas conhecidas, e logo emendou com o primeiro show da noite, quando a banda 3x, projeto guitarreiro do rapper Respx, que não deixou ninguém parado, bebendo de diferentes fontes da história do rock – do punk ao emo, passando por hardcore e rock de garagem -, com atenções divididas entre os dois vocalistas, o elétrico Respx e a carismática Niko, que começaram esquentando a noite do melhor jeito possível.

Depois foi a vez da Feralkat, liderada por Natasha Durski, que hipnotizou o público com camadas de ruído lento e paisagens sonoras etéreas, construindo um universo onírico entre o trip hop e o shoegaze. Pilotando três sintetizadores, além de tocar guitarra, ela funcionou como um respiro entre os shows elétricos das duas bandas roqueiras que tocaram antes (3x) e depois (Wi-Fi Kills) de seu show. E além de pinçar uma ótima versão para “The Rip” do Portishead, ainda mostrou sua canção-assinatura, que acaba por sintetizar a vibe da banda a partir de seu título, “Lyncheana”.

O último show da primeira edição do Inferninho em Curitiba trouxe a new wave fulminante do Wi-Fi Kills, liderada pelo sensacional Klaus Koti, que também apresenta-se como uma banda de um homem só chamada O Legendário Chucrobillyman. Tocando guitarra e sintetizadores, Koti fez seu grupo passear por canções sobre inteligência artificial e Corel Draw (!), sempre no limite entre o ritmo e o ruído, e não escapou de tocar uma versão para uma música de uma banda que é um dos seus alicerces musicais, quando tocou “Uncontrollable Urge”, do Devo. O público foi ao delírio – deixando tudo mais fácil pra minha discotecagem que segurou o povo até às quatro da manhã. Quando é a próxima? Quero mais!

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Alô Curitiba! Nessa sexta-feira volto à cidade para realizar a primeira edição do Inferninho Trabalho Sujo na capital paranaense. Começou numa tentativa de comemorar o aniversário de dois capricornianos ainda em janeiro, mas o papo com a Fernanda Maldonado evoluiu com a entrada da Marcia Manzana, que fez a ponte com o Macro Bar e Pista e logo estávamos escolhendo bandas locais para tocar na mesma noite, que recebe as participações de Feralkat, Wi-Fi Kills e 3x, além da Selecta Manzana com sua discotecagem em vinil e o back to back que deu origem a tudo, quando toco com a Fernanda. A noite começa às oito e vai até altas madrugadas, a casa fica na Rua João Negrão, 2450 e os ingressos já estão à venda. Vamoooos!

Picles em chamas!

O Inferninho Trabalho Sujo desta quinta pegou fogo! A noite começou com a banda Boia estreando no Picles e fazendo o público cantar junto músicas que nem conhecia! Ases da música, os seis integrantes do grupo contagiaram os presentes com o magnetismo da vocalista Luli Mello e os solos do guitarrista Murilo Costa Rosa e do flautista e saxofonista Tato Quirino, sempre em harmonia com o violão e os vocais de Leo Bergamin, o baixo de Murilo Kushi e a bateria de Decco. Bebendo de diferentes fontes da MPB, o grupo mostrou seu show mais autoral, tocando apenas músicas próprias (e prometendo um EP para breve), abrindo exceção apenas para a bela “Sonhei Que Viajava Com Você”, do mestre Itamar Assumpção. Finos demais.

Depois foi a vez dos baianos do Tangolo Mangos apagar o fogo aceso pela banda Boia com gasolina. O quinteto baiano está cada vez mais afiado e eles não precisam nem trocar olhares para engatar mudanças de tempo, alinhar solos de guitarra e dominar o público. O carisma irrefreável dos vocalistas Felipe Vaqueiro – em sintonia finíssima com o outro guitarrista, mais na dele, Théo Kiono, que por sua vez sempre de olho no baterista -João Antônio Dourado , João Denovaro e Bruno Fechine só tornava a noite ainda mais quente, à medida em que cada um deles incendiava o Picles com seus instrumentos – Vaqueiro é um guitarrista absurdo, Deno trata o baixo como uma guitarra e Bruno passeia por inúmeros instrumentos de percussão, puxando o rock da banda sempre pra algum recanto do sertão nordestino e fazendo o público explodir em gritos e rodas de pogo. O grupo tocou várias músicas de seu álbum Garatujas, algumas do tempo que a banda só tinha um Soundcloud e outras tantas do próximo disco, que está em fase de finalização e, conforme anteciparam, deve sair ainda esse semestre.

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E essa edição do Inferninho Trabalho Sujo pra começar março rasgando? Mais uma vez recebemos no Picles os baianos eletrizantes dos Tangolo Mangos, numa noite que terá a abertura da sensacional Banda Boia. E depois dos shows você sabe que a noite fica comigo e com a Fran – e só deus sabe o que poderemos fazer. Os ingressos já estão à venda.

Olha isso… Terça passada St. Vincent fez uma apresentação intimista no pequeno Little Saint, na cidade de Healdsburg, na Califórnia, nos EUA, ao lado de sua tecladista Rachel Eckroth. Mas num dado momento, ela preferiu tocar apenas sua guitarra e surpreendeu todo mundo com uma versão emocionante para “Grace” do Jeff Buckley. Na mesma noite ela também tocou “Personal Jesus” do Depeche Mode, mas eu ainda não encontrei esse vídeo online…

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Em plena terça-feira os Pet Shop Boys lotaram uma casa de shows na zona sul de São Paulo reunindo milhares de fãs – a imensa maioria da velha guarda, contemporânea dos primeiros discos da dupla – num desfile estarrecedor de hits, em que a precisão milimétrica do taciturno produtor Chris Lowe e o intacto carisma e voz de Neil Tennant (com 71 anos e tinindo) fizeram jus à reputação do grupo na história do pop eletrônico. No show Dreamworld dedicado a hits de todas as fases de sua carreira (que já havia passado por aqui na mais recente edição paulistana do festival Primavera Sound no final de 2023), o grupo privilegiou as duas primeiras décadas discográficas, onde estão a maioria de seus clássicos, e os discos mais recentes, de Electric (de 2013) pra cá, deixando de fora toda a fase entre 2002 e 2012. Dos grandes sucessos, não tocaram apenas “Go West”, mas passaram pelos hits estarrecedores dos três primeiros álbuns, emendaram “Single/Bilingual” com “Se a Vida É” e, acompanhada pelo guitarrista e percussionista Simon Tellier, pela vocalista e tecladista Clare Uchima e pelo baterista Bubba McCarthy, quase não saiu do palco em quase duas horas de show, Tennant saindo mais que Lowe especificamente para trocas de figurino. E depois de encerrar a primeira parte da noite com a sensacional “It’s a Sin”, voltaram para um bis fulminante que começou com seu primeiro hit “West End Girls” e com sua melancólica assinatura musical “Being Boring”, fazendo todo mundo sair do Suhai Music Hall com a alma lavada. Coisa fina.

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Nesta terça-feira, recebemos no palco do Centro da Terra o encontro entre pai e filho que celebra a afinidade musical de Paulo Padilha e seu filho Kim Cortada em uma apresentação emotiva. Com 30 anos de carreira musical, Padilha fez parte do grupo Aquilo Del Nisso e recebe o filho Kim, metade da dupla de rap experimental Kim & Dramma num espetáculo que batizaram de Filho de Peixe e reinterpretam os próprios repertórios e outras canções apenas com suas vozes, violão – a cargo de Padilha – e percussão – por conta de Kim. A apresentação começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda pelo site do Centro da Terra.

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A veia certa

Sophia Chablau começou sua temporada Guerra no Centro da Terra puxando sua banda pro palco e trazendo um mimo para os fãs que compareceram em peso ao teatro nesta primeira segunda-feira do mês, quando tocou a íntegra do seu ainda não gravado terceiro disco. Ela pediu para que o público não filmasse nem publicasse as músicas ainda inéditas, pedindo para que registrassem apenas as músicas que eles já estão tocando nos shows há quase um ano, que nem têm títulos oficiais ainda, embora seus seguidores já as batizaram de “Ao Sul do Mundo” e “Eu Não Bebo Mais”. E entre os momentos que seguem apenas nas memórias dos presentes estão duas músicas com o baixista Téo Serson nos vocais – e numa delas com ele na guitarra – , além de canções do guitarrista Vincente Tassara, do baterista Theo Ceccato e da própria Sophia, como “Cinema Brasileiro”, parceria com Felipe Vaqueiro que abriu a noite desta segunda. Apesar do teor político estar presente na maioria das músicas novas, ele não é sempre escancarado – mas quando é, caso da excelente “Não Tenho Medo”, o grupo pega numa veia certa que só como ele sabe pegar. A noite terminou com duas músicas do disco anterior – “Quem Vai Apagar a Luz?” e o hit “Segredo” e Sophia esfuziante por ter conseguido finalmente mostrar essas canções que vêm trabalhando há meses. Se o disco novo sai esse ano? Ela não tocou nesse assunto…

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A primeira temporada de 2026 no Centro da Terra não poderia ser mais certeira, afinal Sophia Chablau, que vai tomar conta de todas as (cinco!) segundas-feiras deste mês de março no teatro, batizou sua residência no teatro com o título de Guerra no exato momento em que o mundo parece colapsar em mais um conflito bélico mundial. “Palavra temida que escancara o conflito, repetida na canção, metonímia ou metáfora de conflitos externos a nós, conflitos internos ou conflitos românticos”, explica a cantora paulistana. “Em último caso a vida sendo uma guerra contra a morte, o monumento fazendo guerra ao tempo, a canção fazendo guerra a desordem do universo. As grandes guerras, as pequenas guerras, as guerras. – Pra variar estamos em guerra. Não é um eixo temático, é uma provocação, é um anúncio – é preciso declarar guerra.” E para essa declaração ela reúne sessões que prometem ser históricas. A primeira acontece nesta primeira segunda (dia 2) quando recebe sua banda Enorme Perda de Tempo para mostrar novidades que eles vêm trabalhando. Nas segundas seguintes ela mantém o baterista Theo Ceccato e chama o baixista Marcelo Cabral para acompanhá-la na guitarra quando recebe duplas de peso. Na segunda (dia 9), ela chama Kiko Dinucci e Jonnata Doll. Na outra (dia 16) é a vez de receber Dora Morelenbaum e Juçara Marçal. Na quarta segunda do mês (dia 23) ela convida o casal Ava Rocha e Negro Leo e encerra sua temporada de ouro na última segunda do mês (dia 30) com as presenças de Vítor Araújo e Zé Ibarra. Os espetáculos começam pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda pelo site do Centro da Terra – mas corre que eles estão acabando!

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