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Enquanto não encontra sua nova sede, a Associação Cultural Cecília segue agitando a cena independente brasileira e traz mais um show épico para o país, ao anunciar a vinda de Ty Segall pela primeira vez para o Brasil. O papa do novo rock de garagem psicodélico deste século – autor de quase duas dezenas de discos entre lançamentos em vários formatos – vem para São Paulo para uma única apresentação na Áudio, dia 15 de novembro, com abertura das bandas paulistas Ema Stoned e Bike e discotecagem a cargo de Supernovissima. Os ingressos já estão à venda e a própria Associação deixa claro que “meia social vale pra qualquer pessoa”.

Noite de gala para Marco Benvegnú nesta última terça-feira de junho no Centro da Terra, quando celebrou a primeira década do idiossincrático Passos Simples para Transformar Gelatina em um Monstro de seu grupo Irmão Victor em uma apresentação em grande estilo, subindo ao lado de outros dez músicos como se estivesse apresentando um concerto de seu próprio álbum. E de alguma forma estava: ao transformar sua apresentação em um recital com direito a teclado, sopros, duas guitarras e vocais de apoio, pode mostrar o disco que compôs quando estava de mudança de Passo Fundo para Porto Alegre dez anos atrás em um filme sonoro que vai muito além de rótulos como jazz, psicodelia ou rock gaúcho para um público que cresceu ouvindo este disco e tornou-se completamente obcecado por essa obra. Era toda uma geração apaixonada por um disco torto e difícil de se transformar em um show (ao menos quando foi concebido) vendo este Pet Sounds barroco de lisergia consanguínea de artistas como Júpiter Maçã e Of Montreal acontecer à sua frente, com arranjos seguidos quase à risca por uma banda formada por Theo Ceccato (bateria), Vicente Barroso (baixo), Max Huszar (teclados e samples), Thales Castanheira (guitarra), Jorge Zahar e Simone Julian (sopros) e Manuela Julian e Ananda Maranhão (vocais), regida por Marco e sua guitarra, que ainda contou com participações especiais de Juli Manfroi e Felipe Vaqueiro, tudo sob o olhar do neném enforcado mencionado em “O Famoso Ritual do Feto Suspenso”. E como o disco marcou uma nova fase em sua carreira há uma década, a transformação deste neste show é um outro passo importante para o gaúcho, que já reside em São Paulo há algum tempo. É uma apresentação que está pronta para pegar a estrada…

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Imenso prazer de encerrar a safra de espetáculos de música no Centro da Terra este mês com a comemoração dos dez anos do primeiro disco do gaúcho Marco A. Benvegnú, que traz seu Passos Simples Para Transformar Gelatina Em Um Monstro para o palco do teatro com grande elenco. Equilibrando-se entre a psicodelia, o humor e a melancolia característicos do rock do Rio Grande do Sul com elementos extra como jazz de mentira, valsas e absurdo, o disco acompanhou sua mudança de Passo Fundo, no interior daquele estado, para a capital Porto Alegre. Nesta apresentação, ele conta com uma banda cheia de luminares da nova cena paulistana, como o baterista Theo Ceccato, a vocalista Manu Julian e o guitarrista Thales Castanheira, além da participação de Vicente Barroso (baixo), Jorge Zahar (clarone), Simone Julian (saxofone) e Max Huszar (vocais). O espetáculo começa pontualmente às 20h e ainda há ingressos à venda pelo site do Centro da Terra.

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Outra do Solid Sound, o festival que o Wilco realizou neste fim de semana, quando o tecladista da banda, Mikael Jorgensen, no meio de sua apresentação solo chamou um ilustre convidado para dividir o palco: ninguém menos que seu ídolo Bob James, lendário tecladista de jazz, fundador da banda Fourplay, um dos nomes mais sampleados da história do hip hop e mais conhecido como o autor de “Angela”, tema da série Taxi – música que foi a base para o improviso dos dois quando Jorgensen o recebeu em sua apresentação.

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Este fim de semana também viu a realização do Tentacle Fest!, festival anual da clássica gravadora de hardcore experimental californiana Alternative Tentacles e a boa notícia foi que, seu mentor e idealizador, o eterno dead kennedy Jello Biafra, subiu ao palco do Great American Music Hall em São Francisco, nos EUA, neste sábado, para acompanhar a banda Wheelchair Sports Camp na música “Make It Make It Sense”, marcando a primeira vez que o mestre da cena faça-você-mesmo dos EUA reaparece em público após o derrame que ele havia sofrido em março. Bom saber que Jello está bem – e na ativa!

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Ainda no Solid Sound, o capitão do Wilco não poderia deixar escapar a oportunidade de tocar com seus ídolos do Gang of Four e num dado momento da nova versão da banda – que agora conta com os fundadores Jon King e Hugo Burnham e os novatos Gail Greenwood (sim, aquela que tocou no L7 e no Belly) e Ted Leo -, Jeff Tweedy subiu no palco para rugir sua guitarra em “Anthrax”, num belo tributo ao saudoso Andy Gill…

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Depois de receber um mar de convidados no show dos Gorillaz no fim de semana passado, foi a vez do homem gorillaz Damon Albarn ser convidado para o show que o portorriquenho Bad Bunny fez neste sábado no mesmo estádio Tottenham Hotspur em Londres que a banda de desenho animado do líder do Blur lotou na semana passada. E além de cantarem juntos a faixa “Tormenta” que teve a participação de Benito no disco Cracker Island que os Gorillaz lançaram em 2023, os dois se juntaram para cantar o que o MC chamou de “minha música favorita de todos os tempos”, o reggae “Clint Eastwood”.

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Os Foo Fighters passaram por Liverpool, na Inglaterra, neste fim de semana, e resolveram fazer um agrado para os conterrâneos dos Beatles tocando, pela primeira vez ao vivo, a época “I Want You (She’s So Heavy)” protodoom metal que encerra o lado A de Abbey Road. Ficou massa, diz aí: Continue

O Wilco começou seu próprio festival (o já clássico Solid Sound, realizado no Museu de Arte Contemporânea de Massachusetts, nos EUA) nesta sexta-feira e abriu com um show histórico, quando tocou pela primeira vez ao vivo as canções que compuseram ao lado do bardo inglês Billy Bragg sobre letras de canções que o papa da canção de protesto daquele país, Woody Guthrie, havia deixado incompletas. O projeto Mermaid Avenue foi iniciado com um álbum de mesmo nome em 1998 e depois com um segundo volume dois anos depois, mas nunca havia sido tocado no palco – até essa sexta-feira, quando a banda não apenas recebeu seu parceiro – que não parava de sorrir o show inteiro -, como também teve outros convidados, como os cantores Liam Kazar, Macie Stewart, Sally Timms e John Langford, mas a participação mais especial da cantora Natalie Merchant, que participou do disco original e cantou “Way Over Yonder in the Minor Key”, “Birds and Ships” e “Hoodoo Voodoo”. Não bastasse tudo isso, o grupo ainda puxou um bis com a bela “California Stars” antes de puxar um hino do próprio Guthrie, “This Land is Your Land”, que contou com a participação de outras bandas que também tocaram no festival, como Gang of Four, os Mekons e alguns integrantes da família de Woody, como sua filha Nora (responsável pela realização dos discos Mermaid Avenue) e sua neta Sarah Lee. E sabendo que isso aconteceu no meio da derrocada do governo Trump tem um sabor ainda melhor. Não consegui encontrar os vídeos de todo o show, mas tem mais de 90% do que foi tocado na sexta abaixo: Continue

Bob Dylan segue se movimentando. Ele acabou de completar 85 anos e aos poucos está mudando sua atual turnê enquanto a percorre, como se trocasse o pneu com o carro em movimento. Primeiro trocou pela primeira vez o nome da excursão, antes chamada Rough and Rowdy Ways Tour por conta de seu disco mais recente, lançado em 2020, e que era a base do show, e que agora foi rebatizada para Long Hot Summer Tour, cuja inspiração pode ter vindo do filme de 1958 de Martin Ritt (inspirado em um romance de William Faulkner, com Paul Newman, Joanne Woodward e Orson Welles no elenco e batizado no Brasil de O Mercador de Almas) ou do próprio aquecimento global que derrete o hemisfério norte neste 2026. A mudança no título mexeu com o setlist das apresentações, quando Dylan diminuiu o número de músicas de Rough and Rowdy Ways para desenterrar pérolas das Basement Tapes que gravou com a The Band no final dos anos 60. A principal mudança, no entanto, aconteceu há pouco, quando substituiu, sem anúncios nem comentários, o guitarrista Doug Lancio, com quem vinha tocando desde 2021, pelo jovem prodígio do jazz Julian Lage, que, embora não tenha sido oficialmente efetivado na banda, proporcionou outra mudança no repertório, quando Dylan trouxe alguns de seus clássicos, como “All Along the Watchtower”,“When I Paint My Masterpiece” e a recente inclusão de “I Shall Be Released”, como se estivesse testando o novato antes de jogá-lo em suas músicas mais densas. E isso quer dizer que ele está aprontando alguma…

Assista-o tocando All Along the Watchtower na apresentação que fez no Rady Shell, em San Diego, no último dia 21, já com Lage (à esquerda do palco) na guitarra: Continue