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Viva Lula Côrtes!

Para celebrar o cinquentenário de um dos marcos da psicodelia mundial, o clássico Paebirú, a Rede Lula Côrtes, responsável por cuidar do legado deste artista fundamental da cultura pernambucana, está organizando o primeiro Festival Lula Côrtes, que acontece no próximo dia 8 de maio, véspera do aniversário do mestre, em que seu disco será tocado na íntegra ela banda Anjo Gabriel – além de convidados – numa sessão audiovisual que estão chamando de cineconcerto mágico, que deverá ser gravado e transformado em vinil. A noite ainda contará com apresentação dos lendários Ave Sangria, além de trazer uma mostra com filmes inéditos que Katia Mesel, lendária agitadora cultural daquele período, registrou em super 8 nos anos 70. O festival acontecerá no Teatro do Parque, no Recife, e os ingressos já estão à venda.

O quarteto Celacanto propôs-se uma ideia ousada nesta terça-feira no Centro da Terra, quando decidiu mostrar na íntegra seu disco de estreia, que será lançado na quinta-feira da semana que vem. Fazendo uma apresentação sem bula para o público, a banda convidou os presentes a uma audição ao vivo, mostrando o álbum Não Tem Nada Pra Ver Aqui (frase que abre o disco e, portanto, o show) na mesma ordem que no disco. A diferença era justamente a natureza fluida das canções entre si – diferente do disco, o grupo decidiu fazer transições ao vivo entre as músicas, para tornar a costura das canções uma história coesa com o correr do show. Passeando entre o art rock e o rock progressivo, o grupo puxou suas canções que falam de relacionamentos e da própria existência com timbres de rock clássico e vocais e melodias melancólicas, bebendo da tristeza do indie rock, sempre conduzido pelas linhas de baixo melódicas de Matheus Arruda (que por uma música foi para a guitarra) e pela bateria matemática de Giovanni Lenti, enquanto Edu Barquinho passeia pela guitarra, piano e acordeão, sempre solando sem precisar exibir-se, e o principal compositor da banda, o líder e cantor Miguel Lian, aclimatava ainda mais o público com sua voz e guitarra ou quando foi ao piano, mostrar uma das músicas mais fortes da noite. A banda ainda contou com a participação do produtor Lauiz, que ajudou a banda a forjar o som desse primeiro disco e tocou sintetizadores e bateria eletrônica, além de sua presença sempre carismática, mesmo que muda, e com vídeos feitos pela dupla Giba e Aurora, derramando cores saturadas retrô sobre o grupo. A apresentação prova que o Celacanto já está num patamar musical avançado em relação ao seus contemporâneos, mesmo que ainda não tenha lançado nem seu primeiro disco. Vão longe.

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Nesta terça-feira temos a satisfação de receber uma das novas bandas mais promissoras da atual cena paulistana, quando o quarteto Celacanto, formado pelo vocalista e guitarrista Miguel Lian, pelo também guitarrista e sanfoneiro Edu Barquinho, pelo baixista Matheus Arruda e pelo baterista Giovanni Lenti, apresentam o espetáculo Falta Tempo, uma versão em que seu primeiro álbum Não Tem Nada Pra Ver Aqui, que ainda será lançado este mês, transforma-se num espetáculo audiovisual para ampliar o conceito da banda, que flerta tanto com o indie rock, a música brasileira, o art rock e o rock progressivo e contará com a participação de Lauiz nos teclados, integrante da banda Pelados que também é produtor deste primeiro álbum do grupo. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão sendo vendidos no site do Centro da Terra.

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Mais uma bela notícia dessa terça-feira: o Carnegie Hall nova-iorquino recebe, no dia 16 de maio, o show tributo Cosmic Music: The Celestial Songs of Alice Coltrane Turiyasatgitananda, com curadoria do filho da mestra Ravi Coltrane (que também é filho do outro mestre cujo sobrenome dispensa apresentações), que apresenta pela primeira vez arranjos orquestrais para as músicas da maga Alice, com as presenças do próprio Ravi, tocando sax tenor, de seu sobrinho-neto Flying Lotus nos toca-discos, vocais de sua filha Michelle Coltrane, que rege o coral Sai Anantam Devotional Ensemble. A apresentação, inspirada no show de mesmo nome que Alice deu naquela mesma sala de concerto em 1968, ainda conta com Brandee Younger na harpa, David Virelles ao piano, Robert Hurst no contrabaixo e Jeff “Tain” Watts na bateria. Uma viagem no sentido mais transcendental da palavra, que já está com ingressos à venda.

Pois é uma terça-feira Stereolab com gostinho especial pro Brasil, porque além do anúncio do show no Brasil no festival Balaclava, o grupo liderado por Tim Gane e Laetitia Sadier também confirmou que os pernambucanos do Mombojó abrirão os shows da banda no Reino Unido em dezembro, neste mesmo dia. “Vamos abrir uma parte da turnê da Stereolab pelo Reino Unido — e a gente ainda tá meio sem acreditar”, comemora o vocalista da banda, Felipe S. “Esse convite surgiu da própria Laetitia.”

Banda fundamental na formação da banda pernambucana (que os cita como referência desde antes da gravação do primeiro disco), parte da história do Stereolab também se confunde com a do Mombojó, pois a admiração dos pernambucanos pelo grupo europeu trouxe a vocalista Laetitia Sadier para o Brasil para primeiro dividir um EP com a banda, o que evoluiu para a criação de uma banda, chamada Modern Cosmology, que lançou o disco What Will You Grow Now? em 2017.

“Desde que fizemos o projeto Modern Cosmology, sempre rolou a vontade de fazer shows juntos, mas nunca conseguimos conciliar as agenda, principalmente por conta da correria da Stereolab”, continua o vocalista. “Aí um dia ela falou pra gente: ‘Tá difícil arrumar tempo pro Modern Cosmology, mas vou tentar colocar o Mombojó pra abrir um show da Stereolab.’ E esse ‘um’ show virou sete!” O grupo abre para o Stereolab em Brighton (dia 5 de dezembro), Londres (6), Glasgow (8), Leeds (9), Manchester (11), Wolverhampton (12) e Oxford (13) – “e quem sabe outros virão!”, instiga Felipe.

“Pra gente é uma alegria imensa, porque além de ser uma banda que admiramos desde sempre, é também uma referência direta no nosso som, na forma de experimentar, de construir nossas músicas”, continua empolgado o vocalista, que aproveita a oportunidade para lançar mais um disco de inéditas (isso logo após lançar as demos do primeiro disco nas plataformas de áudio): “O primeiro single sai ainda esse ano, antes de embarcarmos pra essa turnê, então esse momento tá sendo muito especial, com tudo acontecendo ao mesmo tempo.” Parabéns, Mombojó! Quem planta colhe.

Agora é oficial: Stereolab no Brasil e no Balaclava Fest! O show da banda anglo-francesa acontece no encerramento da 15ª edição do festival do selo paulistano, que acontece no dia 9 de novembro no Tokio Marine Hall e ainda traz duas joias indies, os veteranos Yo La Tengo (sobre quem não é preciso falar nada!) e o novato Geordie Greep, que era da banda Black Midi e lançou o ótimo The New Sound no ano passado. Mas não é só: o festival ainda contará com shows dos nova-iorquinos Fcukers e dos brasileiros Jovens Ateus, Gab Ferreira e projeto Walfredo em Busca da Simbiose, os três do próprio elenco do selo. Que maravilha, hein. Os ingressos já estão à venda! Foda demais. E não é a única novidade do Stereolab hoje, se liga…

A terça-feira já começou quente com o anúncio dos shows paralelos do Popload Festival – e um deles é de chorar, pois não bastasse nossa senhora Kim Gordon tocar sozinha no Cine Joia no dia 1º de junho, a abertura da noite é de ninguém menos do que a fodona Moor Mother. Acontece no dia seguinte do festival e os ingressos já estão à venda. O outro show é da banda Lemon Twigs, também acontece no Joia e terá abertura de Tim Bernardes discotecando vinil. Nos vemos no dia 1º, certo?

Ave Santa Sangre!

Paulo Beto começou maravilhosamente sua temporada Selva de Pedra, em que comemora seu quarto de século em São Paulo, nesta segunda-feira no Centro da Terra, quando abriu sua safra de shows com um projeto ainda inédito, chamado Santa Sangre, em que, pilotando como sempre seus synths, cria camas sintéticas e instrumentais para solos de dois monstros em seus instrumentos: o guitarrista e violeiro Marco Nalesso, que fica num inusitado meio termo entre Adrian Belew e Ivan Vilela, que por vezes tocava sua viola caipira (ou caiçara, como corrigiu o próprio PB) com arco, e o saxofonista e flautista Paulo Casale, este conduzindo os outros dois a paragens aparentemente desérticas (mas com vida que se embrenha nos detalhes), primeiro com um pífano, depois com um sax. A noite foi encerrada com uma incursão que John Lennon fez ao Tibet com os Beatles quando o trio recebeu a mestra guitarrista Lucinha Turnbull como convidada do final da apresentação, visitando “Tomorrow Never Knows” num transe de mais de quinze minutos, com Mari Crestani fazendo luz pela primeira vez – e brilhando. Só sabe quem viveu.

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Que prazer receber nas quatro vezes em abril a celebração de 25 anos de São Paulo que o mestre Paulo Beto completa neste 2025. O mineiro criador do projeto Anvil FX chegou há um quarto de século na cidade e nos próximos quatro começos de semana comemora este aniversário com comparsas, cúmplices e camaradas de diversas frentes musicais, transformando cada apresentação em um mergulho em uma de suas facetas artísticas. Na primeira noite ele convida Marco Nalesso, Nivaldo Campopiano, Paulo Casale e Lucinha Turnbull para realizar o projeto Santa Sangre no palco do teatro. Na segunda seguinte, dia 14, ele traz Miguel Barella, Tatá Aeroplano, Edgard Scandurra e Luiz Thunderbird em mais uma mutação de seu grupo Zeroum. Depois, dia 22 (que cai numa terça, porque a segunda anterior é feriado e o teatro não abre), ele traz sua Church of Synth ao lado de Arthur Joly e Tatiana Meyer para encerrar no dia 28 com o Anvil Opake que conduz ao lado de Fausto Fawcett, Tatiana Meyer, Bibiana Graeff, Apolonia Alexandrina, Mari Crestani e Silvia Tape. Os espetáculos acontecem sempre pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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Vocês ouviram uma das músicas novas que Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo lançou no Lolla no fim de semana passado? Chama-se “Ao Sul do Mundo” e fala por si só. Assista abaixo: Continue