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Apesar de pertencerem a universos distintos – uma é essencialmente roqueira, a outra passeia pelas diferentes vertentes do pop -, a banda Belladona e a Tiny Bear de Beatriz Brasil fizeram uma ótima noite em dupla nesta sexta-feira em mais uma edição do Inferninho Trabalho Sujo no Redoma. O trio novato formado por Amanda Gumesson (guitarra), Giulia Dora (baixo) e Paula Janssen (bateria) abriu a noite mostrando personalidade e coerência estética ao determinar sua sonoridade nos anos 90 que viram a ascensão do rock alternativo com o surgimento das riot grrls, misturando a pegada punk com o barulho grunge do início daquela década. Com o repertório ainda em formação (lançam seu primeiro single ainda este ano, mas já estão pensando no álbum), elas também tocaram versões para músicas do Hole (uma ótima versão de “Violet”), Babes in Toyland e da banda australiana Lash (da trilha sonora da versão de 2003 de Sexta-Feira Muito Louca) e mostraram que estão prontas para correr a nova cena paulistana.

Depois foi a vez de Beatriz Brasil mostrar a amplitude do pop de seu Tiny Bear, que passeia pela dance music, por canções que poderiam estar na trilha sonora de animes e por baladas, com ótima presença de palco e uma banda – formada pelo guitarrista e braço-direito Rafael Ohira, a baixista Julia Magalhães e o baterista Denno Ragonha – que a ajuda a chegar nas fronteiras que ela busca, soltando sua voz e seu corpo, enquanto inclusive toca teclados. Bia passeou por músicas de seu recém-lançado primeiro solo – chamado de UMi -, mas também mostrou músicas que deverão estar no próximo álbum.

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Esta semana não tem Inferninho, mas na próxima sim quando mais uma vez volto ao Clube Redoma no Bixiga trazendo dois artistas em ponto de bala. O trio noventista Belladona toca pela primeira vez na festa, abrindo para a reincidente Tiny Bear, que está prestes a lançar seu primeiro álbum. O Redoma fica em frente à pracinha do Bixiga, no número 825-A da Rua Treze de Maio, a casa abre às 21h e os ingressos já estão à venda!

A ONG inglesa Teenage Cancer Trust, que há 24 anos realiza shows para arrecadar fundos para lidar com o tratamento de jovens que atravessam sua adolescência com a doença, trocou de curador para a edição deste ano, quando, no ano passado, seu fundador e curador até então, o vocalista do grupo The Who Roger Daltrey, deixou o cargo para convidar o líder do Cure Robert Smith para assumir a nova função. Smith, que já assumiu cargo do tipo quando assumiu a programação da edição de 2018 do festival inglês Meltdown (reunindo Mogwai, Nine Inch Nails, Psychedelic Furs e The Church no mesmo evento), escolheu os artistas para a primeira edição dos shows deste ano, que acontecem no Royal Albert Hall em Londres durante esta semana, e a primeira noite aconteceu nesta quinta-feira, com shows dos grupos Joy Formidable e do Manic Street Preachers, este último saudando o curador da noite ao tocar “Close to Me” do Cure, além de versões para músicas do The The (o hit “This is the Day”) e do Echo & The Bunnymen (“Bring On the Dancing Horses”).

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Em outra colaboração para o Toca UOL, conversei com o vocalista da banda Viagra Boys, Sebastian Murphy, que esteve no Brasil na semana passada, sobre o papel do rock no século 21, se o público entende a ironia das letras de sua banda e sobre disco novo!

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Enquanto segue em turnê pela Europa, Rosalía teve que interromper o show que fazia em Milão, na Itália, nesta quarta-feira, por questões de saúde. “Tentei fazer este show desde o início, mesmo estando doente, tive uma intoxicação alimentar muito forte e tentei continuar até o fim, mas estou me sentindo extremamente mal”, ela explicou quando encerrou o segundo dos quatro atos que compõem seu espetáculo, para tristeza dos presentes. “Vomitei ali atrás e quero muito dar o meu melhor, então estou basicamente no chão, fazendo o meu máximo. Posso tentar continuar, mas em algum momento terei que parar. Estou muito doente e estou me esforçando ao máximo, vou continuar o quanto puder, mas se tivermos que parar, talvez tenhamos que parar se eu fisicamente não conseguir continuar. Estou com dor”. O público parece ter compreendido a situação e vir à frente para assumir tal revés parece ter sido a melhor saída para a cantora, que deve retomar a turnê de seu disco Lux a partir de segunda-feira, quando tem cinco shows na capital de seu país-natal. Tomara que se recupere logo…

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Os ingressos já estão à venda.

E o Geese tá fazendo a Dua Lipa – tocando canções das cidades que passa – em sua passagem pelo Reino Unido, hein? Depois de meter um hit do Primal Scream ao se apresentar na Escócia, agora foi a vez de saudar Manchester, espremendo o groovezinho de “Fool’s Gold” dos Stone Roses no meio de sua “2122” no show que fizeram nesta terça no Victoria Warehouse. E todo mundo sacou seu celular pra registrar o momento e espalhar para o resto do planeta. É massa ver o hype crescendo ao redor de uma banda que o faz por merecer…

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Os irmãos fundadores do maior fenômeno brasileiro da música pesada não irão participar da cerimônia de adeus que o Sepultura vem conduzindo desde 2024. Iggor e Max Cavalera já tinham dito não desde que começaram a ventilar a possibilidade do grupo realizar um último grande ato antes de encerrar suas atividades. A despedida do clássico grupo de metal coincidiu com o período que a banda dos irmãos que fundaram a banda – o Cavalera Conspiracy – começou a revisitar os discos que gravaram quando ainda estavam na banda (os álbuns que a tornaram um fenômeno que mudou a história do metal), seja em discos regravados ou turnês comemorativas e numa entrevista à revista Metal Injection, em 2024, Max atestou que “não vejo razões para voltar ao Sepultura, porque sei que seria mais estresse e coisas que prefiro não ter mais na minha vida, além de acho que nós tocando ao vivo, com o Travis e Igor Amadeus (outros integrantes do Conspiracy, o último filho do Max) é muito foda porque nos conecta com uma geração mais nova”, explicou o ex-guitarrista e vocalista da banda. “Eu não vejo motivos pra uma reunião, ainda mais agora que eles vão parar. A banda acabou e eu e Iggor vamos fazer o que quisermos com o Cavalera Conspiracy, que é o Sepultura de verdade.” Mas como a turnê de despedida do grupo está chegando ao fim, a boataria sobre os irmãos voltou a aparecer, até ser negada há pouco, em entrevista ao site Metal Hammer, pelo próprio guitarrista Andreas Kisser. “Nós convidamos os irmaos Cavalera, eu falei pessoalmente com Iggor numa ligação há alguns meses e começamos alguma comunicação. Até os nossos agentes começaram a conversar inclusive, mas eles não querem fazer parte disso. E tudo bem. É uma escolha.”

Tenho conversado com o L_cio há um tempo sobre ele fazer algo no Centro da Terra e quando surgiu essa oportunidade, ele sugeriu de reunir outros dois artistas para participar de sua apresentação: a cantora cearense Nayra Costa (que muitos devem conhecer como a vocalista que cantava “The Great Gig in the Sky” nas versões que o Cidadão Instigado fazia do Dark Side of the Moon do Pink Floyd) e o percussionista e trombonista Bica Tocalino, que eu não conhecia. E pelo que ele havia explicado, queria reunir o trabalho dos dois com o que vinha fazendo pois tinha encontrado um rumo comum para os três e que, na apresentação, iria mostrar um pouco do que cada um deles estava desenvolvendo. Qual minha surpresa ao perceber na apresentação Vértice: Ato Único que não há separação entre as partes de cada um dos três, que entrosam fluentemente suas habilidades artísticas – L_cio disparando samples e bases eletrônicas enquanto também toca flauta transversal e berimbau, Nayra soltando a voz de forma linda e potente e Bica dividindo-se entre o arsenal de percussão na parte de trás do palco ou quando vinha à frente com o seu trombone. Foi uma obra construída ao vivo, iluminada pelas texturas líquidas da artista Via Moras, que mudava as cores da noite com seus pincéis.

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Três artistas de diferentes áreas musicais se encontram no espetáculo Vértice: Ato Único, que acontece nesta terça-feira no Centro da Terra. Regido pelo maestro e produtor L_cio, que aproveita a oportunidade para deixar a eletrônica em segundo plano para abraçar os instrumentos orgânicos (como berimbau e flauta transversal), a noite ainda conta com as presenças da cantora cearense Nayra Costa e do percussionista e trombonista Bica, quando os três deixam-se levar por um fluxo contínuo de som em apresentação única. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda pelo site do Centro da Terra.

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