
Foi o próprio Ritchie Blackmore que pediu, como contou o vocalista Ian Gillan antes de chamar o lendário guitarrista do Deep Purple para o palco em que a banda que fundou apresentava-se nesta quarta-feira, no Jones Beach Theater, em Nova York, nos EUA: “Uns dias atrás recebi uma mensagem de um rapaz da região, dizendo que estava ‘aqui na esquina, vocês se importam se eu tocasse com vocês?’. É um prazer absoluto ter de volta ao palco o membro fundador e lenda, o imortal Ritchie Blackmore!!”. O próprio guitarrista já havia dado a dica num podcast no dia anterior, ele que não apareceu nem na entronização do lendário grupo inglês no Rock and Roll Hall of Fame, em 2016, dizendo que “eu não toco rock há vinte e cinco anos!”. Pois tome o próprio Ritchie voltando ao seu Deep Purple em pleno 2026! (E não custa lembrar que o grupo acabou de lançar um – bom! – disco novo, chamado Splat!).
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Começa nesta quarta-feira e vai até domingo a primeira edição do evento São Paulo Independent Music, idealizado e produzido pelo produtor e curador Edimar Filho, que reúne shows e conferências para conversar sobre a cena independente na cidade. São cinco noites de shows em 10 palcos paulistanos diferentes, reunindo bandas como Menores Atos, Boogarins, Jonabug, Ludovic, Garotas Suecas, Pelados, Julieta Social, Ottopapi, Molho Negro, Deb & The Mentals, Garage Fuzz, Chão de Taco, Jovens Ateus, entre outros, além de dois dias de conferências no sábado e domingo, na Casa Rockambole, com doze painéis de discussão sobre assuntos como gestão de selos, festivais, circulação, jornalismo, shows, entre outros temas. Participo do festival como mediador de uma destas mesas no domingo, quando, às 15h, converso com Alê Sater (do Terno Rei), Phil Fargnoli (do CPM22) e Léo Ramos (do Supercombo) sobre viver de música independente. A programação inteira do Spim 2026 pode ser conferida no site do evento.

Luíza Villa e GabirotoX colidiram suas carreiras nesta terça-feira no Centro da Terra no espetáculo Só Mais Uma Vez, que apresentaram pela primeira vez depois de quase um ano de relacionamento – artístico e pessoal. E a apresentação foi como assistir à lenta fusão destas duas personalidades: o guitarrista GabirotoX acompanhado de seu pai, o baixista João Monteiro, e o compadre Pietro Benedan, que também é baterista do grupo Naimaculada, enquanto Luíza veio com o mesmo Pedro Abujamra que faz parte de sua banda Orfeu Menino nos teclados e o percussionista Jorge Bento, com quem já tocou em algumas apresentações. E foi quase didático a evolução da apresentação, à medida em que reconhecíamos as músicas do guitarrista, com viés clássico do rock e fortes pitadas de Raul Seixas, e as de Luíza, com os dois pés na MPB dos anos 70. Os dois chegaram ao equilíbrio perfeito de suas influências quando cantaram juntos o último número da noite, abrindo vozes numa balada folk que ecoava as raízes folk rock dos ídolos de Gabiroto e a presença de Joni Mitchell no trabalho de Villa. A pedidos, voltaram para um último número, visitando “Escrito nas Estrelas” de Tetê Espíndola, com o guitarrista citando o clássico solo do recém-falecido Carlini em “Ovelha Negra”, do Tutti Frutti. Agora começou!
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Maior satisfação em receber nesta terça-feira o encontro de dois novos talentos da cena de São Paulo num show conjunto, quando os incansáveis GabirotoX e Luíza Villa misturam influências e repertórios pela primeira vez no mesmo palco, mostrando inclusive músicas compostas a dois. O espetáculo Só Mais Uma Vez também reúne instrumentistas que acompanham os respectivos trabalhos solo dos dois, como o tecladista Pedro Abujamra e o percussionista Jorge Bento do lado de Luíza e o baixista João Monteiro e o baterista Pietro Benedan do lado de GabirotoX, enquanto os dois dividem vocais e violões à frente do grupo. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.
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Confia que vem: assim foi o começo da temporada que a mineira Sara Não Tem Nome está fazendo nas segundas de agosto no Centro da Terra, quando finalmente pode reunir um de seus vários projetos paralelos pela primeira vez no palco. A estreia ao vivo de seu grupo Tarda acontece seis anos após o lançamento de seu único disco, lançado no infame 2020 pandêmico que nos confinou sem shows por quase dois anos seguidos, e com mudanças na formação – a entrada do baterista Wallace Schmidt no lugar de Julia Baumfeld, que acaba de ser mãe e não pode comparecer à estreia, sendo lembrada na estampa de uma camiseta vestida num dinossauro inflável num dos cantos do palco (este assinado pelo quinto integrante da banda, o cenógrafo Randolpho Lamonier). A espera por este momento ainda foi temperada por minutos de espera para a banda subir ao palco, instaurando uma tensão levada por toda a apresentação, em que o grupo não trocou palavras com o público, esticando-a em transições entre as músicas que levavam mais tempo que o normal porque seus integrantes trocam de instrumentos constantemente. Mas a liga criada pela mistura dos talentos de Sara (entre vocais, sintetizadores, baixo, guitarra e bateria), Paola Rodrigues (entre synths e vozes, muitas vezes loopadas), Victor Galvão (entre baixo e guitarra) e Wallace (da bateria para a guitarra), aguçou o clima de fim de mundo instigado pela execução da íntegra do disco bilíngue Futuro, indo do pós-punk ao noise e por experimentos eletrônicos, e deixando a sensação de desesperança e melancolia crescer intensamente junto com o volume do som. Uma ótima estreia para uma temporada promissora.
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Imenso prazer em receber a mineira Sara Não Tem Nome para ocupar as segundas-feiras de agosto no Centro da Terra com a temporada que, como seu pseudônimo, é batizada de Não Tem Nome. São quatro facetas diferentes desta multiartista e a primeira delas, neste dia 10, conta com a primeiríssima apresentação de seu grupo Tarda, formado por Sara, Julia Baumfeld, Paola Rodrigues, Randolpho Lamonier e Victor Galvão, que lançaram seu único disco, chamado Futuro, no infame 2020, o que os impediu de fazer quaisquer apresentações ao vivo, que finalmente se materializa nesta temporada. Depois, no dia 17, ela recebe Lorena Hollander, Marina Mole e Vladimir Safatle para uma noite que fala sobre magia, sombras e assombrações. No dia 24 de agosto ela mostra outro de seus grupos paralelos, este criado este ano, chamado Cachorro Pessoa, em que reúne-se com Carime Elmor, Clara Castro, Wallace Schmidt e a dupla Elisa Moreira e Victor José (do Antiprisma), para celebrar a amizade e fidelidade canina com canções feitas para estes animais. A temporada termina no dia 31, quando ela recebe Luiza Brina, Marcelo Callado e Beto do Teatro Oficina para experimentar sobre as músicas de seu disco mais recebe, chamado de A Situação. Os espetáculos começam pontualmente sempre às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.
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Charli XCX não deixou barato ao aparecer no festival Outside Lands, que aconteceu neste fim de semana em São Francisco, nos EUA, e além de ter feito um showzaço encerrando a programação do festival na sexta-feira, tirou o sábado para dar uma palhinha no meio do show dos Strokes, que fechavam o mesmo festival no dia seguinte à sua apresentação. “Tivemos uma batalha”, brincou o vocalista Julian Casablancas ao anunciar que tinham uma pequena convidada superstar e deu-lhe os parabéns por ter vendido mais que o disco mais recente de sua banda, lançado exatamente no mesmo dia de Music Fashion Film, o recém-lançado sucesso de Charli XCX. “A nova rainha de tudo!”, comemorou Julian, antes de puxar seu hit “Take it or Leave it” com a estrela brat nos vocais. Isso não acontece todo dia…
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Charli XCX repetiu o showzaço que fez no fim de semana passado no Lollapalooza de Chicago ao apresentar-se na outra ponta dos Estados Unidos, quando levou Music Fashion Film ao vivo para o festival californiano Outside Lands nesta sexta-feira. Subindo mais um degrau desde que fez seu disco de 2024 virou um fenômeno transmídia, ela tornou-se atração principal dos quatro festivais que foi escalada no início deste semestre e conseguiu equilibrar a estética da pista de dança (emendando as músicas umas nas outras) com a linha de shows que vinha fazendo até aqui (minimalista, quase sempre sozinha no palco) com a proporção de espetáculo que pede o principal artista de um festival, trazendo corpo de dançarinas (que brincam com a ideia de pista de dança e passarela de moda) e uma luz absurda, espartana e estroboscópica, mantendo a tonalidade monocromática do novo disco. E apesar de ser um show dedicado ao Music Fashion Film (e temperado constantemente com trechos da fala de David Cronenberg no final deste álbum), ela consegue passar bem por parte de sua carreira, mostrando que não é uma mera bola da vez. E um dos melhores momentos disso está na transição entre as duas músicas que fez para a trilha sonora da nova versão de O Morro dos Ventos Uivantes para o miolo Brat do show, em que ela abriu mão do verde limão para manter-se no chiaroscuro do novo disco.
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Olivia Rodrigo pegou seus fãs em Nova York de surpresa ao anunciar, na manhã desta quinta-feira, que faria um show na pequena casa Warsaw, no Brooklyn. Os ingressos só seriam vendidos pessoalmente, o que transformou a bilheteria da casa de shows num ímã para uma pequena multidão de fãs, que garantiu seus ingressos após uma fila que se dissipou em menos de uma hora. No show, para meros mil felizardos, Olivia entregou-se mais uma vez para os fãs com um repertório focado no recém-lançado You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love (quatro delas – “My Way”, “U + Me = <3”, “Maggots for Brains” e “Expectations” – tocadas pela primeira vez ao vivo), mas contemplando também músicas de seus discos anteriores – três do Guts e três do Sour.
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O grupo baiano Tangolo Mangos mostrou nesta quarta-feira ao lançar o clipe de “Dominó” no Mamãe que está disposto a dominar 2026. Donos de um dos melhores discos brasileiros do ano, eles reúnem cada vez mais gente em suas apresentações e seguem azeitando ainda mais sua química interna, que sempre incendeia o público. A noite começou com o baixista Denovaro atacando de DJ antes da primeira exibição pública do clipe, que funcionou como ponto de partida para o grupo começar seu show em outro ambiente da casa. Espalhados pelo palco como se estivessem num programa de TV (com direito inclusive a um imenso dominó cenográfico), o grupo perdeu a proximidade física entre eles mesmos que é característica de seus shows em palcos minúsculos, quando alternam solos com riffs com saltos com invasões no público. A nova configuração cênica pode ter afastado seus integrantes, mas não do público, que se jogou em todas as músicas, muitas vezes puxados por Denovaro, que estava endiabrado esta noite. O repertório era em sua maioria composto pelas músicas do disco novo, mas não só. Como num dado momento da noite, quando, ao felicitar o aniversário da diretora do clipe, Giovanna Castellari, engataram uma versão improvável para “Amado” de Vanessa da Mata, que emendaram com “Gosto de Sol”, do primeiro EP da banda, de 2019. Tangolo Mangos só melhora!
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