
Vamos à quarta edição do festival, que acontece mais uma vez na Casa Rockambole, no dia 3 de outubro. Desta vez teremos mais uma safra de novas bandas que estão em ascensão na cena independente brasileira desfilando pelos dois palcos da Casa Rockambole, em mais uma parceria entre A Porta Maldita e Inferninho Trabalho Sujo. Nesta edição teremos Unhas e Dentes, Possanti, Jambu, Boasorte, Technobalde, Pedro Lanches, Vinco e Caruma trazendo indie rock, pós-rock, techno, MPB, jazz, rock, shoegaze, math rock e emo para os dois palcos do festival. Os ingressos já estão à venda e quem comprar antes paga mais barato.

Mais sinais dos Talking Heads. Aproveitando a reunião de seus ex-integrantes no início desta semana para a celebração de um canal dedicado à banda lançado pela rádio via satélite Sirius XM, a gravadora Rhino acaba de anunciar mais uma caixa dedicada a um período da carreira do grupo liderado por David Byrne, que desta vez disseca o primeiro passo ousado do grupo, seu terceiro álbum Fear of Music. A caixa Fear of Music (Super Deluxe Edition) traz em três CDs (ou 6 LPs) o disco de 1979 com uma nova masterização, raridades e versões alternativas do álbum e a íntegra de dois shows em que o grupo tocava músicas do recém-lançado disco, no Berklee Performance Center no dia 24 de agosto do ano do lançamento e no Capitol Theatre, em Nova Jérsei, no dia 17 de novembro seguinte, além de um livro de 60 páginas com fotos inéditas e um texto escrito pelo crítico Will Hermes. O disco (já em pré-venda) será lançado no dia 13 de novembro e, para temperar o anúncio, a gravadora desenterrou um trecho do grupo tocando “Life During Wartime” na apresentação que fizeram no programa Old Grey Whistle Test.
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O quinteto francês Cabaret Contemporain especializou-se em fazer versões acústicas de clássicos da música eletrônica, mas nessa versão de “Polynomial C” do Aphex Twin eles se superaram…
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O grupo Ween começou a abrir seus arquivos e acaba de anunciar a caixa Boognish Provides, que reúne 14 shows que a clássica dupla indie fez entre outubro de 1994 e junho de 1995, quando fizeram uma longa turnê pelos EUA tocando as músicas de seu então recém-lançado álbum, o colossal Chocolate and Cheese. A caixa conta com 14 CDs com material deste período, que também ressurge numa versão com os melhores momentos num vinil duplo. Anunciada pela ótima gravadora Rhino para o próximo dia 16, a caixa traz shows em que, além dos fundadores Aaron “Gene Ween” Freeman and Michael “Dean Ween” Melchiondo, a banda ainda contava com o baixista Andrew Weiss e o baterista Claude Coleman. E para mostrar a seriedade do material, a primeira música da caixa a aparecer é uma versão de 24 minutos de “Vallejo”, gravada no 40 Watt Club, em Athens, na Geórgia estadunidense. Ouça abaixo: Continue

Ainda deu pra sair correndo e pegar o encontro de Negro Leo com Arrigo Barnabé dentro da Tecla Torta, nova série de shows de voz e piano da Casa de Francisca. Subvertendo todas as expectativas, a dupla preferiu deixar as canções reconhecíveis de lado e abraçar o improviso sônico desde o primeiro momento, quando Leo entrou no salão principal da casa desenrolando um tapete de plástico-filme para a entrada de Arrigo, ambos esticando e amassando o material para aumentar ainda mais o barulho de abertura – e assim, de cara, estavam envoltos pelo ruído. Depois Arrigo seguiu ao piano e Leo deixou o microfone de lado, preferindo comunicar-se por meio de LPs, que ia colocando na vitrola, sampleando pedaços de som, submetendo-os a loops que o maestro da Lira Paulistana acompanhava em seu instrumento ou vociferando trechos de textos: “Você pode gostar da ilusão, mas nunca do engano!” – só foi para a canção em um único momento, quando puxou sua “Noite Torta”. A apresentação terminou como começou, com os dois recolhendo os metros de plástico-filme que espalharam no palco e saindo ruidosamente como entraram. O público clamou por um bis que cedeu à canção e à voz, com Arrigo puxando sua música-símbolo “Clara Crocodilo” com vocais de cantoras que estavam na plateia, como Maria Beraldo, Iara Rennó, Anna Vis, Juliana Perdigão e Jadsa, que ainda emendaram com “Rela”, faixa-título do disco mais recente de Leo.
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O Oruã começou as comemorações de seu aniversário de dez anos em grande estilo nesta terça-feira, quando seu integrantes Lê Almeida, Bigú Medine, João Casaes e Ana Zumpano repassaram músicas de diferentes álbuns, sempre mantendo a linha entre o krautrock, o indie rock, a psicodelia e o noise em canções entoadas pela voz marcante de Lê, que, nesta apresentação, contou com as participações de outras vocalistas, como Grisa (que desta vez só tocou theremin), Laura Lavieri e da poeta Marcela Mara, que encerrou a noite que ainda teve os monitores de Danilo Sansão e balões sobre as cabeças da banda expandindo ainda mais a consciência desta primeira década do grupo do Rio de Janeiro. Muito bom.
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Encerrando a programação de música em setembro no Centro da Terra, o heróico quarteto indie do Rio de Janeiro Oruã celebra sua primeira década de carreira com uma série de atividades que começam com o espetáculo desta terça-feira chamado didaticamente de 10 Anos! Formado por Lê Almeida, Bigú Medine, João Casaes e Ana Zumpano, o grupo ainda recebe as participações especiais de Laura Lavieri, Ämarcel e Grisa, com direito a projeções de Danilo Sansão. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.
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Na atual turnê do Geese, Cameron Winter já definiu que a banda não toca mais música dos outros no intervalo de “2122” – ou tocam fragmentos de músicas mais conhecidas ou ele simplesmente tira o celular do bolso e coloca uma música escolhida pra ser ouvida pelo captador de sua guitarra. Foi o que ele fez no show desta segunda em Nashville, quando apertou o play em “Girl from the North Country” de Bob Dylan na clássica cidade da música country de seu país.
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O último capítulo da temporada Coexistência, que Sandra X fez às segundas de setembro no Centro da Terra, veio com a transcendência da música para a palavra, quando ela assumiu a ambiência sonora da noite ao lado de Jovem Palerosi para receber Heloísa Abdalla, Eveline Sin, Daniel Minchoni, Angela Quinto e Diogo Cardoso, que entraram no palco primeiro cada um por vez para depois virem todos juntos ao final da primeira parte desta apresentação, chamada de Nua e Crua. Na segunda parte, Fredyson Cunha – que passou a primeira parte inteira bordando no canto do palco e expunha obras à entrada do teatro – veio para o centro ao lado da dançarina Janette Santiago, misturando diferentes disciplinas – incluindo o bordado – numa mesma performance.
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Saí correndo do show do Kiko Dinucci pra pegar o finzinho do último dia do festival da Balaclava e consegui pegar a parte final do bom show do Beach Fossils e a apresentação da Sudan Archives, nome artístico da violinista americana Brittney Denise Parks, que transformou o segundo palco do Tokio Marine Hall (que, felizmente, estava com um som ótimo) numa pequena rave com um pezinho no erudito. Mas o festival foi coroado com uma apresentação fantástica dos nova-iorquinos DIIV, possivelmente a melhor banda de shoegaze atual, que, em mais uma apresentação no Brasil, honraram o título com um show hipnotizante e avassalador. O vocal soterrado do líder Zachary Cole Smith conduzia as canções sobre um volume cada vez mais pesado de microfonia, cortesia de seu instrumento e do segundo guitarrista, Andrew Bailey, que não para no palco, enquanto a cozinha formada pelo baixista Colin Caulfield e pelo baterista Ben Newman mantém o terreno firme para o grupo expandir fronteiras sônicas. A novidade deste novo show é que, prestes a lançar seu próximo disco, chamado de Zirp! e produzido pelo mesmo A.G. Cook que acompanha Charli XCX, o quarteto pode mostrar, pela primeira vez, não apenas as duas músicas que lançaram para antecipar o novo álbum, os singles “The Fountain” e “Kid”, como músicas que o público nunca ouviu, como “The Crash”, “Dare Me”, “My Star” e ‘Trillions”, mostrando interferências eletrônicas e ruídos digitais sobre o barulho macio tradicional do grupo, que também tocou uma versão ainda mais acelerada de “Playboy Bunny” da própria Charli, em mais uma amostra da influência do novo produtor no disco. Sempre tocando abaixo de uma estrela torta tirada da capa do novo disco (que desconstrói a bandeira dos EUA), o grupo ouviu o público cantando riffs e refrões inteiros, numa nítida devoção à banda, que fez por merecer. Bom demais.
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