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Os ingressos já estão à venda.

Ecos da juventude sônica no ar, quando Thurston Moore juntou-se com Steve Shelley de surpresa sexta passada para um improviso livre no festival Big Ears, que aconteceu em Nova York. I want to believe…

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Montreux 2026

O clássico festival de jazz de Montreux, na Suíça, chega à sua 60ª edição em 2026 e mais impressionante do que a absurda lista de artistas no elenco deste ano é a habilidade do festival em reunir duplas de artistas distintos em apresentações consecutivas em palcos específicos ampliando ainda mais as fronteiras musicais para os espectadores – e para os próprios artistas. Apesar da noite de abertura receber apenas a artista de soul da vez Raye – com convidados especiais ainda não revelados -, todas as outras noites reúnem dois artistas por dias nos dois palcos quase simultâneos do festival, uns no Auditório Stravinsky e outros no Montreux Jazz Lab. O que dizer de uma noite com Isley Brothers e The Roots? Ou Nick Cave & The Bad Seeds com Aldous Harding? Outras dobradinhas perfeitas incluem a portuguesa Maro abrindo para o Sting, Hemlocke Springs abrindo pra Pinkpantheress, a brasileira Liniker abrindo pra estadunidense de ascendência haitiana Naïka, o pop na cara de Faouzia e Zara Larrson, Joy Crookes antes de John Legend, uma noite de groovezeira italiana com Mind Enterprises e Cerrone Disco Symphony, Rival Sons abrindo pro Deep Purple, Sofia Camara abrindo pro Lewis Capaldi, a Time Machine de Billy Cobham dividindo a noite com Marcus Miller, Loyle Carner abrindo pro Wulfpeck, Van Morrison com James Taylor na mesma noite e outros shows com Moby, Gregory Porter, Angus e Julia Stone, Charles Lloyd, Danny L. Hearle, Tyla, Adriatique, Agnes Obel e a lista segue incrível. As apresentações acontecem entre os dias 6 e 18 de julho e os ingressos começam a ser vendidos nessa quarta pelo site oficial do festival.

Vamos chegando em maio e essas são as atrações musicais no Centro da Terra neste próximo mês. Quem toma conta das segundas-feiras é o trio fluminense Crizin da Z.O., que baixa um mês em São Paulo para fazer a temporada Acontecimento, em que exploram novas fronteiras trazendo diferentes convidados a cada nova apresentação, reunindo Kiko Dinucci (dia 4), Deaf Kids (dia 11), MNTH, Lcuas Pires e Mbé (dia 18) e Juçara Marçal (dia 25). Nas terças-feiras, a programação começa dia 5 com o coletivo Enchante, formado por Gylez (viola), Anna Vis (voz e ruídos), Mari Crestani (sax alto e contrabaixo), Sue (guitarra e eletrônicos), que convida a percussionista Valentina Facury para a apresentação chamada de Sombras N’Água. Na terça seguinte, dia 12, é a vez de Gibaa apresentar seu álbum-player no espetáculo batizado com o nome deste seu projeto-objeto: Fagogo, um tocador de áudio digital open source que é uma das únicas formas de ouvir este novo trabalho, que não será publicado nas plataformas de streaming. Nas duas últimas terças do mês, o pianista Chicão Montorfano apresenta dois formatos distintos no palco do teatro: no dia 19, ele se une a André Abujamra em uma noite chamada de Verséculos, em que celebra a fraternidade siamesa de vidas passadas entre ele e Abu; e no dia 25, ele vem com o trabalho batizado de CAT, sigla para Chicão Acústico Trio, em que, ao lado da vocalista e percussionista Marcela Helena e do percussionista e vocalista Nicolas Farias, ele reveza-se entre o piano e o violão com suas próprias canções. Os espetáculos começam pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda através do site do Centro da Terra.

Estreia em transe

Sem dirigir nenhuma palavra ao público até o final da apresentação e emendando canções instrumentais próprias com a de autores tão distintos e improváveis quanto o coletivo islandês ADHD, Milton Nascimento, o sueco Peter Sandberg e o trio dinamarquês Hvalfugi, Victor Kroner transformou o palco do Centro da Terra em uma paisagem de contemplação ambient que flertava tanto com o folk quanto com o jazz, o blues e a melancolia que atravessa a solidão nórdica e a saudade latina. Dividindo-se entre efeitos eletrônicos, a guitarra e até uma kalimba, ele abriu a noite acompanhado de uma banda formada por velhos colaboradores como o guitarrista Gabriel Quinto, a violoncelista Francisca Barreto e o baterista Gabriel Eubank, até receber os convidados Pedro Bienelmann no baixo e vocais (quando fizeram a música “Feather” do Ishmael Ensemble) e depois a cantora Nina Fernandes (com quem primeiro dividiram “Habana” do cubano Yaniel Matos, gravada por Francisca e depois “Hey Who Really Cares” de Linda Perhacs). Com a casa lotada para acompanhar sua estreia autoral, Kroner disfarçou bem a timidez ao preferir um show sem texto e hipnotizou o público com uma apresentação que está pronta para correr por outros palcos.

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Muita satisfação ao receber o primeiro show autoral de Victor Kroner no palco do Centro da Terra nesta terça-feira, ele que já trabalha há anos como guitarrista e produtor resolveu tirar as próprias composições da gaveta e reuniu um time de músicos de confiança para essa apresentação Entrepulso, título tirado dos intervalos entre um pulso e outro. Ele vem acompanhado de Gabriel Quinto (violão e guitarra), Francisca Barreto (violoncelo) e Gabriel Eubank (bateria), além de contar com visuais de Bruna Braga para esse primeiro ato de sua carreira autoral. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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Festival 80

Saiu a escalação da próxima edição do Darker Waves, festival oitentista (que dá um passinho pra frente ao chamar os Smashing Pumpkins e os Manic Street Preachers) que acontece em novembro deste ano na Califórnia, nos EUA, que até hoje não sei como não copiaram pra fazer uma versão brasileira por aqui (ou será que é esse festival que tá trazendo o Echo & The Bunnymen?). A dúvida para esse ano é saber se o headliner vai…

ZZ Top no Brasil!

Quem também marcou sua volta para o Brasil foi o trio ZZ Top, que fará shows em novembro em Porto Alegre (dia 18, na KTO Arena), em Curitiba (dia 20, no Igloo Super Hall) e em São Paulo (dia 21, no Suhai Music Hall). A turnê latino-americana do grupo também terá datas no México, Chile e Argentina.

M.I.A. no Brasil!

M.I.A. apresenta-se dia 1º de novembro na Áudio e os ingressos começam a vender pra geral nesta quinta-feira. E aí, quem tem disposição?

A catarse do final

Sophia Chablau encerrou lindamente sua temporada Guerra nesta segunda-feira no Centro da Terra, quando repetiu a mesma estrutura das três apresentações anteriores – primeiro com sua nova banda (formada por ela na guitarra, Marcelo Cabral no baixo e synthbass e Theo Ceccato na bateria), depois sozinha com seu instrumento e depois com os convidados da noite -, mas conseguiu expandir cada um desses módulos justamente devido ao padrão desenvolvido durante a temporada. Desta vez, ela inverteu o início e começou sozinha, chamando os músicos para a segunda parte da noite e a liga com os dois que escolheu para acompanhá-la é patente: cada vez mais os três se comportam como um único organismo, acelerando e encorpando as músicas que ela escolheu para a primeira parte (a maioria delas tocada ao vivo pela primeira vez neste mês de março). Finalmente ela chamou os convidados da noite, primeiro recebendo Vítor Araújo ao piano para a versão definitiva de “Qualquer Canção”, música do disco que o maestro pernambucano produziu para o segundo disco da banda da paulistana. Chamou a banda de novo para acompanhá-la com Vítor e juntos atravessaram a bela “Canção de Retorno” que fez com Felipe Vaqueiro e a ainda inédita “Eu Não Bebo Mais” da Enorme Perda de Tempo, antes que Sophia chamasse o outro convidado da noite, Zé Ibarra, com quem primeiro dividiu sua “Hexagrama 28” (que o carioca eternizou em seu disco do ano passado), e depois a inédita “Tomada de Belém” criada em uma residência de composição no ano passado que contou com a participação de Zé, Sophia, Dadá Joãozinho, Felipe Vaqueiro e Joaquim. O show – e a temporada – chegou ao ápice quando Sophia chamou de volta Vítor e juntos os cinco atravessaram primeiro a versão mais forte de “Quantos Serão no Final?” (em que Sophia entrou em catarse e praticamente destruiu seu instrumento) e uma catártica “Segredo”, encerrada depois que as cortinas se fecharam, cortando inclusive a possibilidade de bis. “A guerra só começou, caralhoooo!”, gritou a vocalista, extática, depois que o show acabou. Foda demais.

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