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Em seu primeiro show na atual turnê pela América Latina nesta quinta-feira, Bruce Springsteen homenageou um dos maiores nomes da música chilena ao cantar seu “Manifesto”, em espanhol.

Jara foi o equivalente chileno a personalidades brasileiras como Geraldo Vandré ou Chico Buarque, que usavam a música para contestar a ditadura de seu país – mas ao contrário de nossos conterrâneos, ele não foi poupado pelo regime de Pinochet – foi um dos milhares de presos levados ao Estádio Chile no dia seguinte ao golpe militar do dia 11 de setembro de 2013. Lá, há quarenta anos, foi torturado, teve suas mãos quebradas e seus torturados lhe deram um violão para que cantasse – Jara desafiou seus carrascos cantando “Venceremos“, pouco antes de ser assassinado. Trinta anos depois de sua morte, o estádio passou a chamar-se Estádio Victor Jara. Springsteen, como bom working class hero, não poderia passar essa oportunidade e fez bonito. Resta saber quem ele homenageará em sua passagem pela Argentina (no fim de semana) e pelo Brasil (o show em São Paulo é quarta e o no Rio, durante o Rock in Rio, é no sábado que vem).

Abaixo, a letra de “Manifesto”:

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O disco novo leva apenas o nome da banda e a capa mais uma vez é assinada pelo MZK, que garantiu a indicação do disco de estréia do grupo paulistano ao Grammy Latino de melhor capa. Neste sábado, o Bixiga lança o novo disco no Circo Voador e antes disso lanço mais uma música deles aqui no Trabalho Sujo. Por enquanto, mais um teaser do disco novo:

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Assisti ao último dos dois shows do lançamento do novo disco do Emicida no meio desta semana (os vídeos já estão lá na TV Trabalho Sujo) e depois comento com mais sobre aquela noite. Antes disso, queria frisar a importância de seu novo O Glorioso Retorno De Quem Nunca Esteve Aqui, seu principal registro em disco. Em vez de expandir os horizontes do hip hop para outros gêneros musicais, Leandro Roque de Oliveira faz o caminho inverso, e convida outros gêneros – principalmente o samba – a entrar na arena em que hoje domina, a do hip hop nacional. O velho gênero, representado em diferentes escalas por pelo Quinteto em Branco e Preto, por Wilson das Neves, Tulipa Ruiz, Fabiana Cozza e Juçara Marçal, é o principal alvo do MC, disposto a provar sua importância e a registrar sua reverência num misto de empáfia e humildade que o tornam um dos principais nomes da música brasileira no século 21. Mas talvez o momento mais desconcertante do disco é quando ele dispensa convidados mais célebres e chama a própria mãe, Dona Jacira, para cantar em um momento único em que o drama épico do melhor do rap brasileiro ganha contornos familiares, íntimos e dolorosos, numa música que já tem seu espaço no cânone da canção brasileira. “Crisântemo” é da mesma estatura de “Deus Lhe Pague” de Chico Buarque, “Sinal Fechado” de Paulinho da Viola e “Tô Ouvindo Alguém me Chamar”, dos Racionais MCs. Emicida está no topo e ele parece saber para onde vai.

Abaixo, o vídeo que fiz da música na apresentação do Sesc Pinheiros.

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E foi assim, citando várias músicas próprias, que Emicida respondeu à polêmica sobre sua música “Trepadeira” no primeiro dos dois shows de lançamento de seu novo disco, nesta terça-feira, no Sesc Pinheiros:

O BlueBus transcreveu o poema/discurso:

Mulheres devem ser livres, pra escolha feliz, a sós ou não, como cantei em “Ela disse”
Mulheres devem ser livres, aqui ou onde for, bem cuidadas, mas eu já disse isso em “Vou Buscar Minha Fulô”
Mulheres devem ser livres, pra ser feia ou ser bela, ser tudo, mas eu falei sobre isso em “Eu gosto dela”
Mulheres devem ser livres, sem esculacho, livre mermo, se quiser, até pra ser macho
Mulheres devem ser livres, de rocha, mãe, forte, daquelas que eu cantei em “Rotina”
Mulheres devem ser livres – pra ser puta, ser santa, das que atraem, das que traem, mas também das que cantam
Mulheres devem ser livres, pra dizer quanto custa, mandar, seja na presidência ou na Rua Augusta
Mulheres devem ser livres, das que inspiram o cântico, tipo as mulher preta, que eu lembrei em “Crisântemo”
Mulheres devem ser livres, pra ser mina, mana, e ser respeitada, pois antes de tudo é humana
Mulheres devem ser livres, soltas no mundo, jamais pra virar brinquedo de vagabundo
Mulheres devem ser livres, pra ser alma gêmea, candura, ou pra descer do salto, igual a Dona Jura
Mulheres devem ser livres, pra escolher, viu, es-co-lher, jamais pra encolher
Mulheres devem ser livres, pra ser fraca ou guerreira, pra ser o que quiser, INCLUSIVE trepadeira”

O vídeo acima é do Bracin. Abaixo, o mesmo discurso, seguido da música referida, com Wilson das Neves:

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É só o áudio, mas dá a medida dos caras ao vivo nesse disco novo.

Agora o Vinicius descolou o vídeo do show inteiro (valeu!).

O show aconteceu nesta segunda-feira, em Londres, e algumas músicas do disco novo foram tocadas ao vivo pela primeira vez ali. Miles Kane apareceu para dividir a última faixa do show – “505” -, em que Alex Turner esqueceu a letra. O setlist do show segue abaixo e dá pra baixar o áudio aqui.

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Outro teaser do disco novo, que será lançado no próximo sábado no Rio de Janeiro, com show no Circo Voador, e no fim de semana que vem, no Sesc Pompéia.

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Como todo mundo, o vocalista do Faith No More teve seus anos de formação, tocando em banda cover de metal farofa chamada Gemini. Mas até ali seu talento já era perceptível, como dá pra ver nesse cover de Iron Maiden…

…tem um show inteiro dessa banda no YouTube, em que eles tocam Kiss, Quiet Riot, Vandenberg e Judas Priest (abaixo), mas só recomendo assistir por curiosidade mórbida.

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Yuck x New Order

yuck

E não que ficou boazinha essa versão?

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Nosso experimento pop dá um passo além. Depois de anos de dedicação à música reproduzida, a versão Trackers das Noites Trabalho Sujo começa a apostar em apresentações ao vivo – e, para isso, chamamos um dos especialistas nestes eventos performáticos com música na cidade de São Paulo, o senhor Mancha, responsável pelo estabelecimento iniciático Casa do Mancha, que também é conhecida singelamente – e hermeticamente – como “A Casinha”. Nesta primeira experiência, o senhor Mancha conseguiu convocar dois grupos de pesquisas musicais sérios e reconhecidos por seus trabalhos sônicos. O primeiro deles, liderado pelo doutor Pedro, atende pelo sobrenome do líder, e chama-se apenas Bonifrate, dedicado à pesquisas psicodélicas em baixas vibrações e alto astral – sua apresentação será no início da madrugada. Horas adentro será a vez de chamarmos os Soundscapes, que exercitam freqüências elétricas a partir do dinamismo da troca de acordes. Além dos dois conjuntos, Mancha e seu time – composto por Tom e Lu – também tocarão músicas pré-gravadas para ajudar a festa a entrar em alfa. Do outro lado, os pesquisadores Danilo Cabral, Luiz Pattoli e Alexandre Matias (a doutora Bárbara Scarambone não pode comparecer a esta sessão) elevam consciências a partir de memórias e ritmo, sempre induzindo ao delírio a partir do bom gosto. Estas experimentações acontecerão a partir das 23h45 do próximo sábado, dia 14 de setembro, na sede da Associação Brasileira de Empresários de Diversões também conhecida como Trackers (R. Dom José de Barros, 337), no centro da cidade de São Paulo, maior cidade da América Latina. Os voluntários a participar deste experimento devem enviar seus nomes para o email noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h do dia do evento. Sem o anúncio via email anteriormente não é possível entrar no recinto.

Repetindo:
TRABALHO SUJO + CASA DO MANCHA
Shows: Bonifrate (1h) e Soundscapes (3h)
DJs: Alexandre Matias, Luiz Pattoli e Danilo Cabral (Trabalho Sujo); Mancha, Tom e Lu (Casa do Mancha)
Sábado, 14 de setembro de 2013
R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
A partir das 23h45.
Entrada: R$ 25 (até a 1h) e R$ 35 (em diante) apenas com nome na lista através do email noitestrabalhosujo@gmail.com

franz-grimes

Que versão ótima essa que os escoceses fizeram pro hit da canadense na rádio francesa Oui FM.