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Show

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“Confesso que estou um pouco nervoso porque o Sesc Pompéia é grande e por ser o meu primeiro show em São Paulo”, ri Diogo Strausz sobre sua apresentação nesta terça-feira, no Prata da Casa. “Então quem estiver lendo essa entrevista por favor não hesite em ir”, convida.

Strausz despontou na cena eletrônica carioca da virada da década passada e aos poucos foi forjando sua carreira como produtor, que culminou em seu primeiro disco de estreia, o ótimo Spectrum – Volume 1, lançado no início do ano. “Eram músicas que eu já imaginava enquanto produzia as faixas eletrônicas mas ainda não tinha coragem e recursos para meter bronca”, explica quando pergunto sobre o início do disco. “De qualquer maneira elas vinham surgindo ao longo dos dois anos anteriores à gravação do disco e em um dado momento me bateu aquela segurança ‘ih, dá pra fazer’. Mas a transição mesmo veio no disco do Castello Branco, quando percebi que gostava mais das músicas orgânicas que eu produzia do que das eletrônicas.”

Ele contempla o ponto de mudança da atual cena pop do Rio de Janeiro, que vive um ótimo momento com a expansão de artistas como Ava Rocha, Letuce, Do Amor, Tono e Alice Caymmi. “Espero que continue indo nessa direção, o Rio está se (re)tornando uma cidade muito musical”, continua. “Vejo cada vez mais músicos tocando nas ruas e colegas lançando ótimos discos: Stephane San Juan, Jonas Sá, Alberto Continentino, Marcelo Callado, Cícero, Grupo Cometa, Baleia e esses são só os que me vem primeiro a mente.”

Ao vivo, Spectrum reúne nomes conhecidos dessa mesma cena, como Pedro Garcia na bateria e Patrick Laplan no baixo, além de Thomás Jagoda nos teclados, da percussão de Tadeu Campany e os vocais que Ledjane Motta divide com a convidada Laura Lavieri, que participa do show em São Paulo. Diogo toca guitarra e dispara programações, regendo a banda com seu timbre de surf music músicas que passeiam por todo o espectro cogitado por sua produção, de canções líricas gravadas com Danilo Caymmi a produções de pista feitas com o ídolo Kassin, além de participações de nomes como o produtor Apollo, seu pai Leno (da dupla Leno e Lillian) e de Alice Caymmi, esta última produzida em seu disco solo pelo próprio Strausz, mas que não continuou com o músico ao ser contratada pela Universal. “Eu li no Mauro Ferreira outro dia dizendo que foi porque eu e a produção dela não entramos em um acordo financeiro”, explica a recente ruptura com a cantora. “Eu não sei da onde ele tirou isso, de mim é que não foi, mas adorei. Então estou usando essa como minha versão oficial também.”

“Estou empolgado demais com o show então quero refinar e aprimorar ele ao máximo ao longo desse ano, fazer poucos e bons”, continua. “De trabalho autoral é isso por agora. Me faz um bem danado revezar entre ele e os outros artistas e projetos que pintam, assim o ar permanece sempre fresquinho”, conclui. Como o show faz parte do Prata da Casa, ele é gratuito – e começa pontualmente às 21h, na choperia do Sesc Pompéia.

De volta a 1975

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Conversei com os caras do Radiola Urbana sobre a edição 1975 deste ano do projeto Rotações. A entrevista tá lá no blog do UOL.

Na medida certa

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O Radioca acertou na proporção e faz uma primeira edição impecável com shows com o melhor da música brasileira atual. Escrevi sobre o festival baiano pro meu blog no UOL. Abaixo, os vídeos que fiz no festival.

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Uma apresentação curta, quatro músicas apenas, mas que são suficientes pra banda de Doug Martsch dar conta do recado nesse show ao vivo na rádio KEXP.

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Dois momentos de uma das grandes artistas de 2015 ao vivo, tocando à tarde no domingo do festival Pitchfork, que acabaram de sair.

Rumo a Salvador

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Embarco neste sábado mais uma vez rumo à capital baiana para conferir de perto o festival que o compadre Luciano Matos comanda a partir do certeiro programa de rádio que toca há anos em Salvador ao lado dos feras Beto Barreto e Ronei Jorge. Voltado para a música independente brasileira, o Radioca virou um festival que vai reunir bambas como Siba, Cidadão Instigado, Mulheres Q Dizem Sim, Anelis Assumpção e Apanhador Só a nomes locais em ascensão, como Pitombeira, Oquadro e Ifá. Participo também de uma mesa sobre a cultura independente brasileira neste domingo ao lado de bambas como Bruno Nogueira, Marcelo Costa, Marcelo Monteiro (do Amplificador) e o trio do Radioca. A programação completa do festival pode ser conferida lá no site deles.

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Durante a passagem de sua atual turnê por Minneapolis, nos EUA, a banda nova-iorquina TV on the Radio resolveu homenagear um dos nomes mais conhecidos da cidade ao render uma versão arrebatadora para o clássico “Purple Rain”. Tocada sob uma providencial luz roxa, a versão teve vocais divididos entre Kyp Malone e Tunde Adebimpe e ainda contou com a participação da vocalista Nona Marie Invie, da banda RONiiA, que abriu para o show daquela noite.

Viva Ava

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Dona de um dos melhores discos desse ano, Ava Rocha volta ao palco da Serralheira nesta terça e quarta, repetindo um dos grandes momentos da música brasileira em 2015 quando ela deixou embasbacada uma plateia que reunia músicos, artistas e cabeças da atual cena paulistana. Acompanhada de uma banda afiadíssima (o sambista noise Marcos Campello, o guitarrista experimental Eduardo Manso, o baixista harmonizador Felipe Zenícola e a bateria precisa de Thomas Harres), Ava domina o palco sem o menor compromisso, dona de uma presença tão expansiva e intensa quanto a personalidade exposta no disco que leva seu nome completo, Ava Patrya Yndia Yracema.

“No palco eu procuro não reproduzir o disco mas aproveitar alguns elementos que compõem a poética sonora, isso tem sido transcriado pelos músicos que estão tocando comigo ao vivo”, me explica a cantora. “Esse é o show que eu tenho feito por agora, de lançamento do disco, experimentando o repertório do disco e o do show que contempla varias outras músicas e experimentações. Também tem um viés performático, então o palco é um espaço onde eu estou experimentando e desenvolvendo também um pensamento cênico.” Além das músicas do disco, ela ainda cantou músicas anteriores como “Oloruzui” e “Canção de Protesto”, o poema musicado “Spring” e versões para clássicos brasileiros como “Iracema” de Adoniran Barbosa e “Canoa Canoa” de Milton Nascimento, todas registradas nos vídeos que fiz, abaixo:

Pergunto a ela sobre como anda esta nova cena carioca que viu nascer seu novo disco e ela disse que é “uma zona cheia de muros, mas há vontade para derrubá-los e serão”, disse com a convicção de quem mistura experimentalismo free com canções que tocariam numa rádio AM do meio do século passado. “Nenhum ambiente cultural pode fluir pleno numa cidade que vive tantas injustiças, dentro desse sitema corroído”, continua, “há, no entanto, muito desejo e um fortalecimento do ambiente por conta da rede das pessoas que integram esse ambiente: artistas, músicos, compositores, produtores, gestores, críticos, público etc. Enfim há muita explosão criativa, muita experimentação, muita coisa linda acontecendo mas tem essa dificuldade, o espaço social totalmente deteriorado. O ambiente é por tanto de resistência e ardor.” O Rio tem características específicas, mas ela também está falando sobre o resto do Brasil.

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Mais uma música nova do próximo disco do Foals, desta vez “A Knife In The Ocean”, apresentada ao vivo no estúdio Maida Vale da BBC londrina.

A banda também mostrou a versão ao vivo pro primeiro single, “What Went Down”.

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Imagine você estar assistindo a um show do Portishead quando, de repente, Beth Gibbons chama ninguém menos que Thom Yorke para dividir o holofote e os vocais com ela na deslumbrante “The Rip”. Aconteceu sábado passado no festival Latitude, na cidade de Suffolk, na Inglaterra, e, felizmente, alguém filmou:

Demais.