
A outra banda de Thom Yorke puxou uma versão pra música que teria sido a base para um dos hits de 2013, no show que o Atoms for Peace fez no México nesta quarta-feira.
Ficou bom.

É tanto show em tanto Rock in Rio que às vezes encontros memoráveis como este passam despercebidos. Felizmente, há o registro:

O disco novo do Franz Ferdinand pode não ser tão bem amarrado quanto seu antecessor, mas há grandes momentos do cancioneiro riff-refrão-riff-refrão-riff tradicional do time liderado por Alex Kapranos. Esta seqüência de “Love Illumination”, “Bullet” e “Fresh Strawberries”, em versões acústicas, reforça esta qualidade, ainda intacta.

Acompanho a evolução da curitibana Fernanda Baglioli em seus sets via Goldiamond e Sweet Grooves há um tempo e quando ela foi passar uma temporada em Nova York no mês passado, me disse que iria assistir a alguns shows e apresentações legais. Pedi pra ela escrever e descrever o que viu na grande cidade e eis seu relato abaixo:

O pai do Hüsker Dü está entre nós e toca hoje e amanhã na choperia do Sesc Poméia. O Fernando Dotta, do Single Parents, o entrevistou antes de ele chegar ao Brasil e ele falou sobre método de composição, sua autobiografia e bandas novas (ele curte Toro y Moi!). Dá uma sacada:
A transcrição traduzida da entrevista segue abaixo:

…aparece o Josh Homme.
O Queen of the Stone Age é padrinho dessa excelente fase da banda inglesa – natural que aparecesse para saudá-los em algum momento, como aconteceu no show da quarta passada, no Wiltern, em Los Angeles.
A foto é do tumblr Spiders and Vinegaroons.

Juntos, no David Letterman. Pelo nível de doideira era de se esperar que fosse uma parada inaudível…
Mas não ficou ruim, hein.

Uma viagem… E como não seria? Afinal Fernando Catatau, Régis Damasceno, Dustan Gallás, Clayton Martin e Rian Batista pareciam ser os candidatos óbvios à tão árdua tarefa – tocar todo o principal disco do Pink Floyd pós-Syd Barrett ao vivo. Este trabalho já havia começado a existir quando o Instituto homenageou Gilmour, Waters, Mason e Wright num show há três anos – contando com os cidadãos Régis Damasceno e Fernando Catatau nas guitarras. E é famoso o apreço da banda cearense pelo grupo inglês, por isso não foi difícil para os Radiolas Urbanas pensarem no show que aconteceu sexta passada no Sesc Santana dentro do projeto 73 Rotações, idealizado pelo site de Ramiro e Filipe.
Mas uma coisa é falar da inevitabilidade (ou obviedade) da escolha, outra coisa é vê-la funcionando. Quem esteve presente no palco do pequeno teatro foi transportado para a dimensão emocional abordada por Roger Waters ao cogitar um disco conceitual sobre o sentido da vida. Tempo e dinheiro, vida e morte, loucura e sanidade – os temas abordados por Dark Side of the Moon eram amplificados pela atuação da banda – além do peso da melodia, dos riffs, dos versos e vocais, havia o fato da maioria do público presente ter assistido a ascensão do Cidadão Instigado na última década, que de banda retirante liderada por um barbudo com jeito de maluco tornou-se um dos principais nomes do pop brasileiro do século 21. Não parecia apenas inevitável (ou óbvio) que o Cidadão pudesse tocar seu disco mais influente e central do Pink Floyd, parecia natural. Uma herança que cruzou o Atlântico e o Equador para renascer nova na zona norte da cidade de São Paulo, tocada por um grupo do Ceará. Uma interseção de valores improváveis que mostrava aos novatos ao disco do prisma (se é que havia alguém ali) as principais referências musicais e conceituais reverenciadas pelo Cidadão Instigado. E o grupo foi feliz tanto ao escolher a cantora Nayra Costa para segurar os vocais de apoio do disco (que fez arrepiar ao assumir a épica “The Great Gig in the Sky”) quanto ao dividir os vocais principais entre as diferentes vozes do grupo. Em vários momentos a importância emocional do Dark Side of the Moon se misturava àquela relativa ao Cidadão Instigado e era possível perceber a união entre público e banda em torno de um sentimento puro – aquele que nos leva a gostar de música.
Foi pura emoção. Um disco cerebral tornado passional ao vivo, que ainda contou com “Have a Cigar”, do disco seguinte, Wish You Were Here, no bis. Esperamos outras aparições deste espetáculo – ou pelo menos outras versões (adoraria ver o grupo tocando o The Wall, “Shine On You Crazy Diamond” ou o subestimado Animals, entre outros).
Fiz uns vídeos e eles estão logo abaixo. A foto que ilustra o post é de Vinícius Nunes e eu peguei no site do Radiola.

O especial que o grupo liderado por Kurt Cobain gravou para a MTV em dezembro de 1993, na íntegra, no YouTube – assista enquanto é tempo (se não der, sugiro que dê um pulo no blog do Bracin, onde ele separou um tanto de outros vídeos do Nirvana):
O setlist segue abaixo:

Babee linkou essa pérola que o Dangerous Mind sublinhou: meia hora de Neil Young ao vivo em Londres, num março no meio dos anos 70. De chorar, veja abaixo, com o setlist: