Completando dezessete anos de carreira neste ano, o compositor e cantor Wado decidiu capturar um balanço de sua carreira em um show gravado ao vivo que será lançado na próxima sexta-feira. Ao Vivo no Rex reúne catorze faixas e depoimentos de amigos e parceiros, como Zeca Baleiro, André Abujamra, Curumin, entre outros, além da participação de Otto em uma das músicas. Nascido em Santa Catarina e morador das Alagoas desde antes da virada do século, Wado é um dos principais nomes da nova música brasileira e aproveita o registro ao vivo como uma entressafra entre seu disco mais recente (Ivete, em que pesquisava as células de ritmo da axé music) e o próximo álbum (um disco de sambas, que ainda vai ser gravado). A capa e a ordem das músicas está embaixo, logo após o papo que tive com ele sobre este novo momento de sua carreira.
Como surgiu a ideia de gravar um disco ao vivo?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/wado-2018-como-surgiu-a-ideia-de-gravar-um-registro-ao-vivo
Como você idealizou o show? Por que escolheu o Rex?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/wado-2018-como-voce-idealizou-o-show-por-que-escolheu-o-rex
Como foi a escolha do repertório? E as participações especiais?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/wado-2018-como-foi-a-escolha-do-repertorio-e-as-participacoes-especiais
Qual balanço de sua carreira até aqui que você faz a partir deste disco?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/wado-2018-qual-balanco-de-sua-carreira-ate-aqui-que-voce-faz-a-partir-deste-disco
Como você vê a atual fase da música brasileira?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/wado-2018-como-voce-ve-a-atual-fase-da-musica-brasileira
Há algum novo trabalho em andamento?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/wado-2018-ha-algum-novo-trabalho-em-andamento
“Sexo”
“Um Passo à Frente”
“Sotaque”
“Estrada”
“Alabama”
“Filhos de Gandhi”
“Terra Santa”
“Com a Ponta dos Dedos”
“Rosa”
“Crua” (participação de Otto)
“Surdos de Escolas de Samba”
“Tarja Preta/Fafá”
“Cidade Grande”
“Fortalece Aí”
Duas das bandas mais pesadas de São Paulo estão prestes a fazer uma turnê pelo país, passando por sete estados e vinte cidades em uma Kombi – e o ponto de partida da No Hope Tour, que os Deaf Kids e o Test fazem juntos, é no Centro Cultural São Paulo, a partir das 21h – mais informações aqui. Vamos?
É com imensa satisfação que anuncio os donos das temporadas no Centro da Terra neste primeiro semestre de 2018: em março temos a querida Bárbara Eugenia às segundas e o grande MdM Duo dos irmãos Fernando e Mario Cappi, guitarristas do Hurtmold; em abril às segundas temos o sagaz Rico Dalasam e às terças e a forte Luedji Luna; em maio as segundas são do mestre Edgar Scandurra e as terças do voraz Guizado; em junho as segundas são da deusa Cida Moreira e as terças dos ótimos Garotas Suecas e julho tem o sensacional Vitor Araújo nas segundas e o CORTE de Alzira Espindola nas terças. O Pedro Antunes conta mais em seu blog no Estadão.
Conversei com a Rita Oliva sobre como vai ser a segunda edição do espetáculo Tempo Espaço Ritual, criado por sua persona Papisa, quando ela toca acompanhada pelas musas Larissa Conforto, Silvia Tape, Laura Wrona e Luna França em mais uma edição do ritual sagrado feminino que ela concebeu para o Centro da Terra em 2017 e agora repete-se nesta segunda (mais informações aqui). O espetáculo faz parte da criação e concepção do primeiro álbum de estreia da cantora e compositora.
O que aconteceu com a Papisa entre o primeiro e este novo ritual?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/papisa-tempo-espaco-ritual-2018-o-que-aconteceu-com-a-papisa-entre-o-primeiro-e-este-novo-ritual
Há muitas mudanças entre os dois eventos?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/papisa-tempo-espaco-ritual-2018-ha-muitas-mudancas-entre-os-dois-eventos
Como realizar o primeiro espetáculo no Centro da Terra guiou sua carreira?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/papisa-tempo-espaco-ritual-2018-qual-a-influencia-deste-espetaculo-na-sua-carreira
Como está o processo de criação e composição do novo álbum?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/papisa-tempo-espaco-ritual-2018-como-esta-o-processo-de-criacao-e-composicao-do-novo-album
Há previsões para a realização de novos rituais?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/papisa-tempo-espaco-ritual-2018-ha-previsoes-para-a-realizacao-de-novos-rituais
Sem conseguir ficar de pé, Phil Collins faz um ótimo show no estádio do Palmeiras neste sábado em São Paulo – que, de quebra, teve um Pretenders afiadíssimo. Escrevi sobre as apresentações lá pro UOL.
Neste sábado e domingo, o grande Otto apresenta-se no Centro Cultural São Paulo em novo formato: a versão power trio de sua banda, que conta com Junior Boca na guitarra, Meno Del Picchia no baixo e Hugo Carranca na bateria, passando por hits de diferentes fases de sua carreira. O show de sábado é às 19h, o de domingo é às 18h (mais informações aqui), programaço, vai fundo.
Um rumor que pairou sobre 2017 começa a se materializar esta semana quando o grupo Cordel do Fogo Encantado anuncia sua volta depois de oito anos fora dos palcos. A novidade começa com o lançamento dos três discos do grupo (Cordel do Fogo Encantado, de 2001, O Palhaço do Circo Sem Futuro, de 2002, e Transfiguração, de 2006) nas plataformas digitais e o anúncio de um álbum de inéditas Viagem ao Coração do Sol, produzido por ninguém menos que Fernando Catatau, que será lançado no início de abril, junto com o as datas de uma nova turnê do grupo. Eis a capa do novo álbum:
O quinteto Miami Tiger, em ascensão na cena rock paulista, lança seu novo EP nesta quinta-feira no Centro Cultural São Paulo a partir das 19h, com algumas participações especiais, como a Deb (do grupo Deb and the Mentals), Lucio Maia (Nação Zumbi) e Rodrigo (do Dead Fish) – mais informações aqui.
É com imensa satisfação que recebemos no CCSP um dos grandes compositores de São Paulo na atualidade, o sensacional Douglas Germano, que leva seus sambas para a Sala Adoniran Barbosa neste domingo, às 18h (mais informações aqui).
O pessoal do Selo Sesc me chamou para escrever para a sessão Baú da recém-lançada revista eletrônica Zumbido, em que convidados lembram de apresentações marcantes nas unidades da rede e eu lembrei não só de shows clássicos do Yo La Tengo, Stereolab e Tom Zé com Tortoise, Ornette Coleman, William “Bootsy” Collins, Flying Lotus, Mogwai, Jurassic 5, De La Soul, Sabotage, Bombino, Bob Mould, Television, Sebadoh e tantos outros, como de um bate-papo do Damo Suzuki com o Kode9 que fiz a mediação, do 2012 em que fui curador do saudoso Prata da Casa e outros tantos momentos épicos nos diferentes palcos da rede.
Tenho uma enorme dívida com o Sesc. Eu e pelo menos umas duas gerações próximas à minha. Porque foi graças à rede de centros culturais espalhada por São Paulo que pude assistir a alguns dos shows da minha vida — desde turnês internacionais de bandas estrangeiras minúsculas às primeiras vindas ao país de titãs da música não-comercial — e também a participar de momentos cruciais para a evolução da música brasileira.
Sou de Brasília, estudei na Unicamp e passei parte de quase todos os anos 90 em Campinas, bebericando da vida cultural de São Paulo em doses curtas. Quando me mudei para cá no início do século, já tinha noção da importância do Sesc para a cultura da cidade, mas uma sequência de shows no Sesc Pompeia, um dos melhores lugares de São Paulo, cristalizou a importância destes centros culturais na minha vida.
Não recordo com precisão as datas (aconteceram exatamente na virada do século), mas foram três shows duplos que tive a oportunidade de ver extasiado no teatro daquela unidade: dois Stereolab, dois Yo La Tengo e dois Tortoise com a participação de Tom Zé. Os shows cruzavam uma série de tendências que seguiriam unidades anos depois: organizados pela produtora mineira Motor Music, eles conectavam a cena independente brasileira à rede internacional underground e ajudavam a reunir pessoas desconhecidas com o mesmo tipo de pensamento no mesmo lugar. Parte do público destas noites seguiu ferrenho seus caminhos no meio independente brasileiro, criando bandas, selos, sites, zines, produtoras e gravadoras que ajudariam a aumentar a auto-estima do incipiente indie brasileiro ao mesmo tempo que mostravam que seus equivalentes estrangeiros não eram rockstars esnobes e que gostavam de colocar a mão na massa.
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