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Mais uma atração do Bicho de Quatro Cabeças de graça nesta quinta-feira, no CCSP. De um lado, Juçara Marçal, do Metá Metá, chama seus Sambas do Absurdo, projeto ao lado de Rodrigo Campos e Gui Amabis; do outro, Décio 7, do Bixiga 70, estreia o projeto Nabase, montado ao lado dos guitarristas Guilherme Held e Pipo Pegoraro, do baixista Fábio Sá, do percussionista Rômulo Nardes e dos diretores de clima Gustavo Lagarto e Junior Zorato. O show começa às 21h e há mais informações sobre o evento aqui.

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Quem conhece o trabalho do cantor Bruno Morais sabe que ele não tem pressa para lançar seus discos. O sucessor de seu A Vontade Superstar, de 2012, vem sendo burilado desde então – composto, arranjado, gravado -, tudo na santa paciência que sempre permeou seu trabalho – e agora começa a vir a público. Depois de duas apresentações fechadas para amigos, ele abre para o público o começo de seu novo álbum, que será lançado apenas no ano que vem, em uma série de pequenos shows em que chama convidados para acompanhá-lo ao mostrar as novas canções. A série A Beleza é um Calor começa neste domingo, quando o cantor recebe o músico e compositor Zé Manoel para dividir esta tarefa. “Estou há três anos trabalhando nesse disco e muito feliz por estar na reta final”, me explica Bruno. “Foi um processo que envolveu gente do mundo todo, mas é tudo mistério ainda. O show A Beleza é um Calor revela as canções, mas não revela a sonoridade do disco. É um devir. Esse show já foi apresentado em outros lugares, mas não com o Zé Manoel, ou seja, cada show é único e as entradas servem para financiar o disco. Quem comprar o ingresso, ganhará o CD”. O show também contará com as participações do guitarrista Marcelo Sanches, do baixista Fábio Sá e do técnico Caio Alarcon disparando efeitos e fazendo dub ao vivo e acontece neste domingo, no Pátio Cultural, no Sumaré (mais informações aqui). Bruno e Zé gravaram um vídeo chamando todos para o pequeno show.

Só há um Paul

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Pude assisti-lo novamente, aos 75 anos de idade, pela sétima vez na vida – contei como foi lá no meu blog no UOL.

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Projetos paralelos do Metá Metá e do Hurtmold encontram-se num show de domingo, em mais uma atividade do Bicho de Quatro Cabeças. O Anganga reúne Juçara Marçal e o músico Cadu Tenório reinterpretando antigos cânticos afro-mineiros em roupagem de improviso contemporâneo, enquanto o MdMduo reúne os dois irmãos guitarristas do Hurtmold – Fernando e Mário Cappi – em um projeto voltado para a canção que mistura rock, música regional brasileira e africana, além de improvisos e bases eletrônicas. Os shows são gratuitos e começam a partir das 18h – os ingressos podem ser retirados duas horas antes (mais informações aqui).

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Mais um show da programação Bicho de Quatro Cabeças, este começa às 19h e os ingressos podem ser retirados a partir de duas horas antes – mais informações aqui.

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A Espetacular Charanga do França comanda mais uma edição da festa gratuita para dançar a dois no CCSP – o Baile Novo acontece mensalmente sempre numa sexta-feira e todos estão convidados para bailar, a partir das 18h30. E como o Thiago é do Metá Metá, este Baile é parte da programação do Bicho de Quatro Cabeças, que ocorre durante todo o mês de outubro, reunindo as bandas Metá Metá, Instituto, Rakta e Hurtmold. Mais informações no evento do Facebook.

A fotógrafa recifense Hannah Carvalho, do selo PWR, esteve no mítico encontro Bicho de Quatro Cabeças, que reuniu Bixiga 70, Metá Metá, Rakta e Hurtmold num mesmo palco no início do mês, e registrou a apresentação. Separo aqui algumas fotos que ela fez – tem mais no site dela.

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Rita Oliva vem pouco a pouco assumindo a personalidade Papisa, que assumiu desde que se lançou em carreira solo, no final do ano passado, depois de sair das bandas Cabana Café e Parati. A nova persona a conecta com o sagrado feminino e eu a convidei para realizar um show único dentro da programação do Segundamente, no Centro da Terra, no final deste mês. Ela aproveitou o iminente início do verão para transformar seu espetáculo em um ritual feminino, com a presença das instrumentistas Laura Wrona (voz, percussão e efeitos), Luna França (teclado e voz), Sílvia Tape (teclado e voz) e Larissa Conforto (percussão). Falei com ela sobre esta nova fase, inaugurada como o espetáculo Tempo Espaço Ritual, que acontece no dia 30 de outubro de 2017, no Centro da Terra.

O que é Papisa?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/papisa-tempo-espaco-ritual-o-que-e-papisa

É uma personagem?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/papisa-tempo-espaco-ritual-e-uma-personagem

Fale sobre o conceito de Tempo Espaço Ritual.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/papisa-tempo-espaco-ritual-fale-sobre-o-conceito-de-tempo-espaco-ritual

Quem te acompanha nesse processo?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/papisa-tempo-espaco-ritual-quem-te-acompanha-nesse-processo

Qual é o papel do espetáculo na nova fase da sua carreira?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/papisa-tempo-espaco-ritual-qual-e-o-papel-do-espetaculo-na-nova-fase-da-sua-carreira

Fale sobre o significado da data para Tempo Espaço Ritual.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/papisa-tempo-espaco-ritual-fale-sobre-o-significado-da-data-para-tempo-espaco-ritual

Como você acha que este espetáculo influencia sua carreira daqui para frente?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/papisa-tempo-espaco-ritual-como-este-espetaculo-influencia-sua-carreira-daqui-para-frente

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As Rakta fecham sua participação no Bicho de Quatro Cabeças neste domingo, quando tocam ao lado do músico palestino Yousef Saif na Sala Adoniran Barbosa do Centro Cultural São Paulo. O show começa às 18h e os ingressos podem ser retirados duas antes do show – mais informações aqui.

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Mancha chega ao terceiro ano de seu festival com um avanço considerável: depois de dois anos cobrando ingresso para a entrada do público, em 2017 ele realiza seu Fora da Casinha gratuitamente, montando dois palcos no Largo da Batata neste sábado para apresentar mais uma safra de bandas independentes que passaram pela mítica Casa do Mancha, que completa uma década de atividade este ano, como Giovani Cidreira, Ema Stoned, Glue Trip, Tagore, Negro Leo, Bárbara Eugena e Tatá Aeroplano, entre outros. Como nas duas edições anteriores, o festival começa com a tradicional discotecagem Sussa – Tardes Trabalho Sujo deste que vos escreve (ao lado do Danilo), puxando para o tom do festival (bandas independentes brasileiras), e com o show do padrinho do festival, o mestre Maurício Pereira (os horários dos shows estão no final deste post – além de mais informações que você encontra aqui). Conversei com o Mancha sobre a edição do Fora da Casinha deste ano a seguir.

qual o principal desafio desta terceira edição do festival?
Acredito que nosso desafio desse ano é se manter eficaz na função de apontar novos nomes da música independente nacional desta vez pra um público mais heterogêneo. Até então o festival acontecia dentro de um local controlado e por mais que o público fosse amplo, existia um denominador comum a todos que se dispuseram a comprar um ingresso para ver um festival de música independente.
Agora com o festival gratuito na rua amplificamos a reverberação da nossa proposta chegando em um público que não necessariamente viria até nós. E conquistar esse público que não foi atrás de você é tão complexo quanto prazeroso. A música tem essa função de surpreender, estamos olhando pra isso com um brilho especial desta vez.

E em relação ao elenco, comente sobre os artistas que escolheu.
O Maurício Pereira é nosso padrinho, então dispensa comentários. Todos os outros artistas vem com trabalhos recentes que acabaram de sair ou estão prestes a sair. Alguns com uma caminhada mais longa que outros, mas todos passando por um momento fértil justamente para serem apresentados para esse público heterogêneo que a rua proporciona.
A programação desse ano privilegiou esse diálogo com a rua como um todo.

O festival encerra a programação de dez anos da Casinha. Fale sobre essa comemoração.
Completar uma década nessa empreitada com música já é uma vitória fabulosa. O mês de setembro foi todo dedicado a isso com shows que marcaram a história da casinha, artistas que tem uma relação super íntima e começaram junto aqui conosco. É um orgulho imenso ver todos esses frutos, bandas crescendo, publico interessado, novas bandas surgindo com vontade de tocar aqui.. tudo isso derivou de 10 anos persistência nossa e de muitas outras pessoas que caminharam juntas.
Terminar isso com o festival dessa forma, gratuito na rua, me pareceu a melhor forma de concluir um ciclo que acima de tudo está sendo enriquecedor pra todos que estão envolvidos.

Quais os próximos planos para a Casinha e para o festival no ano que vem?
Uma das coisas que 2017 me ensinou foi de controlar os planos, diminuir as expectativas e prestar mais atenção no processo. Enxergar tudo que foi feito e que já é motivo de muitas felicidades, sentir prazer nisso e no hoje, não enlouquecer com o amanhã e estar sujeito às supresas da vida. Essa lição me deixou mais leve.
Mas claro, pode ser que tudo mude num piscar de olhos. Tudo certo.

13h: Discotecagem Sussa | Trabalho Sujo
14h: Mauricio Pereira
14h40: Bárbara Eugênia + Tatá Aeroplano
15h35: Vitreaux
16h20: Giovani Cidreira
17h05: Aloizio e a Rede + Bratislava
17h50: Ema Stoned
18h30: Raça
19h10: Glue Trip
19h55: Tagore
20h40: Negro Leo