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Na semana passada, Kiko Dinucci apresentou seu terceiro disco solo, chamado de Medusa e previsto para agosto desse ano, no palco do Centro da Terra e, nesta quarta-feira, no Bona, começou o processo de despedida do disco anterior, o ótimo Rastilho, lançado há seis (!) anos e que funcionou não apenas como trilha sonora do pior período da pandemia em 2020 (abrindo novas camadas de leitura para um disco que, como disse o próprio durante o show, soa originalmente como um faroeste à brasileira) como consolidou a reputação de Kiko como um dos principais nomes da música brasileira contemporânea. E nestes shows de despedida ele escolheu tocá-lo sozinho ao violão, sem o coro das pastoras que o acompanhava nas versões ao vivo anteriores, enfatizando a natureza percussiva do instrumento, que também bebe na música brasileira instrumental dos anos 70. E no embalo do show que fez sobre Medusa há uma semana, aproveitou para comentar quase todas as canções, explicando os títulos, os contextos e a história do álbum, incluindo algumas músicas alheias ao trabalho no repertório. Entre elas, duas que evocam entidades que ele pode conviver, como Jards Macalé (puxando “Coração Bifurcado”, parceria dos dois) e Elza Soares (de quem cantou a sua “Pra Fuder”, antes de contar um causo que aumenta ainda mais a lenda de Mulher do Fim do Mundo). E depois de terminar o show com a retumbante faixa-título, puxou um bis instantâneo em que cantou sua antiga “Roda de Sampa” (da época do Bando Afromacarrônico) e a épica “São Jorge”, encerrando a noite com sua versão para “Ronda”, de Paulo Vanzolini. Bom demais.

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Saiu a escalação do festival do CBGB’s, celebrando a cultura que nasceu a partir do mitológico boteco nova-iorquino que forjou o conceito de punk no meio dos anos 70 que mais tarde seria difundido para o mundo pelas bandas inglesas no fim daquela década. Tem um monte de banda legal, entre gerações de diferentes herdeiros, entre sobreviventes de outras eras, bandas que nunca pararam de tocar, heróis de eras posteriores, bandas novíssimas, o tributo do Sleater-Kinney aos Ramones e até a filha do David Grohl. Mas mais do que a presença de Morrissey (será que ele vai?), me incomoda muito mais o fato de seu nome estar acima do de Patti Smith, matriarca dessa cena, a primeira artista da geração dos CBGB’s a lançar disco e que inspirou todos os artistas que vieram depois (inclusive o ex-vocalista dos Smiths, que hoje em dia não deve nem mencioná-la). Vacilo.

Quando Guilherme Held e Kiko Dinucci subiram ao palco do Centro da Terra apenas com seus instrumentos, todos os presentes sabiam que íamos, como nas segundas anteriores de sua temporada Abriu o Fuzz (quando recebeu Fernando Catatau e Lúcio Maia para duelos da mesma natureza), mergulhar no universo da guitarra elétrica sob os auspícios de dois magos das seis cordas. O encontro, porém, foi muito além dos timbres, solos e riffs característicos no manejo daquele instrumentos, quando os dois usaram suas guitarras para explorar os limites e possibilidades da eletricidade sonora, usando a guitarra mais como um cajado sobrenatural do que condutor de melodias e indutor de harmonias e ritmos. Enquanto Kiko enfiava objetos entre as cordas – tocando-a até com um arco de viola – e trabalhava com texturas fantasmagóricas e bordoadas rítmicas, Held repetia loops de notas sequenciais que acelerava ou desacelerava de acordo com as vibrações sísmicas no palco. Na maior parte do show as guitarras não soavam como guitarras, refletindo a reverberação elétrica dos efeitos e texturas manipulados pelos dois, mas em alguns momentos soava como uma conversa alienígena, uma linguagem robótica testando as fronteiras de possibilidades entre a música, a física e a matemática. A ausência do laser de Paulinho Fluxuz, que não pode participar desta única apresentação da temporada, deixou a iluminação mais estática e pensativa, reforçando a transposição sonora da dupla. Tá doido!

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Este sábado também viu a cerimônia de premiação do American Music Honors concedido pelo Bruce Springsteen Center for American Music, que honrou nomes como Dionne Warwick, Dr. Dre, Patti Smith, a E Street Band do próprio Bruce, os Doors e a Band. E entre as diversas atrações da noite, que aconteceu na Monmouth University em Nova Jérsei, o anfitrião da noite, o próprio Springsteen tocou com o baterista dos Doors John Densmore o hit “Light My Fire”, que nunca havia tocado ao vivo, além de dividir os vocais com Patti em “Because the Night”, que toca sempre. Mas olha a Patti Smith tocando “The Crystal Shiip” com a banda do Bruce e o batera do Doors… Que momento!

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Se Sabrina Carpenter subiu o patamar ao chamar Madonna para dividir o palco com ela no segundo fim de semana do Coachella, Addison Rae não deixou por menos e trouxe Olivia Rodrigo para seu lado para cantar pela primeira vez ao vivo a música que ela acabou de lançar nesta sexta-feira, “Drop Dead”. Tirou onda… E essa foi apenas uma das novidades do segundo fim de semana do Coachella. Veja mais a seguir: Continue

O fim do Estúdio Aurora também encerra um ciclo para a Como Assim?, banda que montamos eu, Pablo, Carlão e Mateus durante a baixa pandemia em 2021, usando o estúdio, que estava parado por motivos de quarentena e isolamento social, como ponto de partida para um passatempo que aos poucos cresceu e tornou-se público, fazendo até shows primeiro no Aurora e depois além. Por isso não tinha como não encerrar essa fase fazendo mais uma apresentação no próprio Aurora, ao lado dos nossos velhos camaradas do Earl Greys. O show acontece no próximo domingo, dia 19, no próprio Aurora e não espere música autoral: enquanto os Earl Greys passeiam por décadas de pop britânico, nós sintonizamos a rádio na madrugada voltando da noite entre a Alpha FM e a Kiss FM. O Aurora fica na Rua João Moura, 503, sala 12, em Pinheiros, a noite começa a partir das 18h e os ingressos já estão à venda. Onde vamos ensaiar? Quando será o próximo show? Não temos a menor ideia, mas por enquanto venha comemorar o morto com a gente!

Na primeira noite do segundo fim de semana do Coachella, Sabrina Carpenter subiu o sarrafo e tirou onda ao chamar ninguém menos que Madonna para dividir o palco com ela, quando cantaram juntas “Vogue”, “Like a Prayer” e a inédita “Bring Your Love”, que pode estar no recém-anunciado novo disco da madre superiora, Confessions II, que será lançado em julho.

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E enquanto o festival de Coachella estava comendo no fim de semana passado, um centro cultural da pequena cidade californiana de Ojai recebeu o show da minúscula banda Very Nice Person, que prometia um “convidado muito especial” na noite. Lógico que facilita o fato da banda ser composta pelos irmãos Skyler e Davis Diamond, filhos do lendário Mike Diamond, mais conhecido pelo codinome beastie boy Mike D, que subiu ao palco com os jovens e mandou músicas de sua antiga banda. Não é a primeira vez que ele faz isso e apresentou-se solo algumas vezes depois que a banda encerrou as atividades, após a morte do saudoso Adam “MCA” Yauch, em 2012, mas desde o fim da pandemia ele não havia voltado aos palcos para rimar. Até agora…

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Essas imagens coloridas do Velvet Underground tocando de dia no Dallas Peace Moratorium no dia 15 de outubro de 1969 não são novas e foram descobertas em 2019. A novidade é que o canal de YouTube AnalogAnarchy99 pegou os três trechos de vídeo revelados então e os sincronizou com a gravação do show que o grupo fez na mesma cidade quatro dias depois. Ficou ótimo.

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O banco C6 e a produtora Dueto (que já fazem juntos o C6Fest) apresentam seu novo festival: C6 no Rock, que acontece nos dias 22 e 23 de agosto no Parque Ibirapuera, e cuja primeira edição é sobre rock nacional dos anos 80. O evento terá shows dedicados a discos clássicos do período e outros em homenagem a Cazuza e Rita Lee. Que acharam?