
Imensa satisfação proporcionar à Heloiza Abdalla a transformação de seu livro Ana Flor da Água da Terra em espetáculo musical no aniversário de dez anos de sua publicação. Ela transforma os poemas desta obra em um improviso livre contínuo que conta com as participações de Sandra-X (voz e efeitos), Breno Kruse (violão e guitarra), Romulo Alexis (trompete) e Chicão (piano), além de iluminação feita pelo poeta Diogo Cardoso. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda pelo site do Centro da Terra.
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Estive em Fortaleza neste fim de semana para cobrir o festival de comemoração do aniversário do Centro Cultural Dragão do Mar e segue um aperitivo do que rolou no evento abaixo: Continue

Acho tão bom que os anos 90 estão sendo revividos de forma epistolar, com cada um dos seus subgêneros particularmente revisitados em vez de serem misturados num requentado coletivo que misturaria grunge, trip hop, shoegazer, nu metal, mangue beat, gangsta rap e o Pato Fu (quem viveu aquela época lembra de um rótulo azedo do período, a infame “MISTUREBA”). Felizmente estamos voltando à última década do século passado como se consultássemos uma coleção em vez de ler um almanaque ou ouvir um imenso mashup com músicas que não têm nada a ver umas com as outras. Outro momento deste revival foi anunciado nesta terça-feira, quando o mago dos vinis DJ Shadow avisou que irá levar seu álbum de 1996, o único Endtroducing…, para a estrada a partir de setembro, passando por 18 cidades entre os EUA e o Canadá. É meio inevitável que ele anuncie em breve uma perna dessa turnê pela Europa e não custa sonhar que, eventualmente, ele venha parar aqui no Brasil, onde já tocou em 2006 (no Tim Festival) e 2012 (nos 10 anos da festa Chocolate). Quem já o assistiu tocando ao vivo tem uma ideia do que ele pode fazer com esse disco mágico…

O encerramento da temporada Abriu o Fuzz que Guilherme Held fez na última segunda-feira de abril no Centro da Terra, como nas segundas anteriores, foi completamente imprevisível, mas de uma forma muito particular. Ao receber Edgard Scandurra (que trouxe sua guitarra da Casio como arma secreta), a nova dupla preferiu trabalhar com trechos específicos de improvisos pautados por alguma regra do que simplesmente tornar a noite num extenso fluxo de consciência elétrica sem intervalo. A formalidade do maior guitar hero paulistano – ele mesmo um cátedro da história da música gravada na segunda metade do século passado – fez Held segurar os ímpetos e voar em céus pré-estabelecidos, mostrando que audição, disciplina e contenção são partes tão importantes na música improvisada quanto sair tocando como se não houvesse amanhã. Combinando algumas regrinhas nos intervalos (“blues…” ou “em si”, murmurava Ed, dando pistas dos rumos a seguir), os dois encerraram a noite improvisando sobre dois temas clássicos, um deles puxado pelo público, que exigiu o único bis da temporada, que encerrou com os dois circulando ao redor do andamento de “The Burn of the Midnight Lamp” de Jimi Hendrix e voltando ao palco para caminhar pelo deserto inóspito que Link Wray desenhou com a sequência de acordes de sua imortal “Rumble”. Um encerramento clássico para uma temporada de celebração a um instrumento clássico, que mais uma vez contou com o laser de Paulinho Fluxuz, mais geométrico que das outras noites.
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Na semana passada ela estava no Coachella dividindo vocais com a Addison Rae, na sexta agora ela tocou só com sua guitarra no The Echo em Los Angeles e chamou a Weyes Blood pra uma música inédita e no domingo ela apareceu num pequeno clube de microfone aberto da vizinhança hipster de Nova York para cantar seu novo single “Drop Dead” acompanhada apenas por uma guitarra. E assim, com um show no minúsculo Pete’s Candy Store em Williamsburg, Olivia Rodrigo vai aumentando a expectativa para seu terceiro álbum, You Seem Pretty Sad For A Girl So In Love. Vai longe…
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Oba lá vem ela! Hayley Willams acaba de anunciar que trará sua turnê The Hayley Williams Show para o Brasil no final do ano, quando se apresenta no Espaço Unimed no dia 12 de novembro, em São Paulo. Os ingressos começam a ser vendidos na semana que vem, mas ela já criou um site para os fãs se cadastrarem antes antes pra evitar ingressos falsificados – clique aqui para fazer a pré-inscrição.

Passei o fim de semana em Fortaleza, quando pude assistir ao festival de aniversário do centro cultural Dragão do Mar, um dos mais importantes do Brasil, que completa 27 anos que fez do grande evento um novo momento. O festival também aconteceu junto do 300º aniversário da capital cearense e do aniversário de 60 anos da secretária de cultura estadual, que gere o aparelho, e calhou também de ter como principal atração o show de lançamento do novo disco do Cidadão Instigado, que também fazia aniversário, com 30 anos de banda. Fernando Catatau trouxe ao palco uma formação novíssima de sua banda, incluindo os veteranos Dustan Gallas (baixo) e Clayton Martin (bateria), o baterista eletrônico Samuel Fraga (que vinha tocando nos shows solos de Fernando) e as novatas Anna Vis (sample, guitarra e vocais) e Rubi Assumpção (vocais e percussão) e tocou quase todas as músicas do recém-lançado álbum. O fato do show ter sido em Fortaleza trouxe uma carga emocional forte e o público que lotou a Praça Verde se jogou na apresentação, cantando tudo. A escolha de específicas músicas anteriores (como “Urubus”, ‘Contando Estrelas”, “Lá Fora Tem” e “Te Encontra Logo”, entre outras) ajudaram o público a entender ainda mais o salto do novo trabalho. O festival ainda contou com a primeira apresentação do recém-lançado novo disco de Buhr, Feixe de Fogo, que, como o Cidadão, priorizou as músicas novas (incluindo uma participação soberba de Moon Kenzo, que cantou “70 Cigarros” com Buhr e sua “Não é Carnaval”) e trouxe músicas dos dois discos anteriores (como “Pic Nic” e “Dragão”) para equilibrar a apresentação fulminante. O festival ainda teve o projeto Iracema Sounds, que trouxe novas vocalistas cearenses, como Ayla Lemos, Joana Lima, Zabeli, Di Ferreira e Mumutante (esta o destaque da apresentação). E entre os vários outros shows do festival, vale falar da apresentação da pernambucana Priscilla Senna, ex-vocalista da banda Musa do Calypso, que trouxe o hino da sofrência “Alvejante” para delírio do público que lotou o Dragão do Mar. Em breve falo mais.
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Logo após o lançamento do single alto astral que inaugura a nova fase de Olivia Rodrigo e de Weyes Blood vir a público dizer que está vindo com disco novo, as duas se reuniram no palco do The Echo para cantar uma música inédita em uma apresentação intimista que Olivia fez na casa de shows em Los Angeles, nos EUA. A apresentação aconteceu nesta sexta-feira, quando Olivia convidou poucos fãs e amigos para o show, em que todos tiveram que guardar seus celulares e que ela tocou músicas de seus dois discos, o novo single “Drop Dead” duas vezes e uma música ainda sem título, considerada pelas testemunhas sua música mais emocionalmente devastadora e que a própria Olivia disse que é boa para o karaokê se você estiver triste. E para esta música nova ela convidou Weyes Blood para fazer os vocais de apoio, mas não confirmou se ela estará no disco. E seguimos esperando…

Duas instâncias do novo indie rock paulistano passearam pelo Inferninho Trabalho Sujo nesta quinta-feira, no Picles. A noite começou com Isabella Sartorato subindo pela segunda vez no palco da festa e a evolução desde a primeira apresentação, em novembro do ano passado, quando fez seu primeiro show autoral da vida, pode ser traduzida pelo fato de que ela não só está lançando seu primeiro single (a grudenta “Os Meninos”, com a qual encerrou o show) como deixou de assinar com seu próprio nome, batizando a banda que a acompanha (formada, nesta ocasião, pelo baterista João Vítor Aredes, pelo baixista Fran Nogueira e pelo guitarrista João Di Pierro), com o nome que seus amigos se referem a ela, Isinha. E além da presença de palco que ela vai afiando aos poucos e de sua exímia condução musical do grupo através de seu instrumento (que ela domina), ela vai mostrando as pérolas pop que atravessam seu repertório e misturam indie rock, rock pesado com nu metal e música pop sem que isso soe indigesto como a descrição. A salada musical pode ser resumida pelas versões que ela escolheu para tocar no bis, quando deixou a guitarra de lado para cantar “Territorial Pissings” do Nirvana e “Meiga e Abusada” da Anitta.
Depois foi a vez da Celacanto voltar ao palco do Picles mais uma vez para comemorar o aniversário de seu disco de estreia, Não Tem Nada Pra Ver Aqui, e é muito bom ver como a banda formada por Miguel Lian (guitarra e vocal), Eduardo Barquinho (guitarra e acordeão), Matheus Costa (baixo) e Giovanni Lenti (bateria) está cada vez mais entrosada e como estão perdendo o pudor de tocar alto, o que abre uma nova dimensão para a amplitude musical de suas canções. Com o público cantando várias músicas junto, o quarteto ainda mostrou algumas músicas novas que estão trabalhando para um lançamento futuro, mas que ainda não está em seu horizonte prático. Showzão.
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O próximo Inferninho Trabalho Sujo vai acontecer no Picles e ainda demora um tempo pra acontecer, mas já deixa anota aí na agenda porque dia 23 de abril vamos reunir a banda de indie-prog Celacanto com o trabalho indie pop de Isabella Sartorato, que deve ter novidades até a semana do show. Os ingressos já estão à venda e se você já reservar o seu online e chegar antes das 21h30 não paga pra entrar! Depois dos shows, eu e Francesca incendiamos a pista do sobrado mais freestyle daquele canteiro de obras chamado Pinheiros. Os ingressos já estão à venda. Vamos!