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Na quinta, dia 21, o Picles vai fritar com uma edição eletrônica do @inferninhotrabalhosujo, quando reunimos duas duplas que se apresentam pela primeira vez na festa. A noite começa com o duo Pão de Ló, experimento de fritação synth formado por dois lokis da Tubo de Ensaio, Lorenzo Zelada e Lorena Wolthers, que mergulham nos sons sintéticos pra todo mundo viajar bonito. Depois é a vez de outro experimento elétrico, mas formato por beats, efeitos e guitarra, quando o guitar hero Lello Bezerra une forças com o produtor Charles Tixier, que fazem todos dançar com seu recém-formado Canaflash FX, em que grooves latinos sintéticos misturam-se com riffs em loop e não deixam ninguém parado! E depois dos dois é a vez de eu e a Fran seguirmos com a pista de dança até altas madrugadas. Lembrando que quem pegar o ingresso online e chegar antes das 21h30 não paga pra entrar! Vamos?

Desde que A Tábua de Esmeraldas foi redescoberto nos anos 90 há um clamor por uma versão ao vivo do disco, algo que seu autor, o imbatível Jorge Ben Jor, sempre achou desnecessário. Seu Acústico MTV, lançado há quase um quarto de século, chegou a bater na trave, como outros projetos que pediam que ele voltasse ao violão ou pelo menos ao repertório daquele disco e parece que o mais perto que conseguiram chegar foi anunciado nesta quinta-feira, quando foi revelado o projeto Alquimia Popular Brasileira, que vai trazer o mestre em um show inédito no estádio do Palmeiras no dia 17 de outubro. Não se sabe se será um show único ou se outras datas poderão ser anunciadas. Só dá pra saber que os ingressos começam a ser vendidos entre os dias 25 e 27 de maio. E por mais que tenha “alquimia” no título e que a campanha toque músicas do clássico disco de 1974, na imagem do cartaz Jorge aparece como sempre com sua guitarra elétrica. Em todo caso, imperdível.

Eis a escalação do festival mexicano Corona Capital, que divide algumas atrações com o nosso Primavera. E pelo elenco que poderia funcionar no Brasil, poucos nomes dos grandes instigam: Mumford & Sons, James Blake, Kooks, Twenty One Pilots e Lola Young não chegam a emocionar muita gente, o Xx vai tocar neste fim de semana agora no Brasil, Underworld e Offspring interessam apenas a uma legião de quarentões e Fcukers vai ter aberto o show do Harry Styles aqui. Mas tirando esses grandes, alguns nomes que aparecem menor no elenco deles poderiam dar uma bela temperada no nosso Primavera, como Johnny Marr, Tricky, o math rock hypado do Angine de Potrine, Santigold, a sinistra Sofia Isela, os sempre bons Black Crowes, Manic Street Preachers, We Are Scientists, Peaches, Chvrches, Violet “filha do Dave” Grohl e Ninajirachi (que já confirmou a vinda pra cá) dariam um colorido extra ao festival brasileiro no fim do ano. Se pegar metade desses nomes e incluir um nome maior (parece que tá rolando uma briga pelo Depeche Mode), a versão paulistana do festival catalão pode dar aquela encorpada que estamos esperando…

Imagina você estar numa festa fechada no interior da Inglaterra, assistindo a um show privado do Primal Scream e de repente ninguém menos que o Rick Astley sobe ao palco para dividir “Rocks” com eles…

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Verséculos não é apenas o nome do reencontro de André Abujamra e Chicão – que já haviam trabalhado juntos no espetáculo Omindá, do primeiro e sempre se esbarraram pelos bastidores da vida -, mas batiza uma “banda” encarnada pela dupla, que fez sua primeira apresentação nesta terça-feira, no Centro da Terra. Com Chicão ao piano e André entre a guitarra, o atabaque e uma “flauta chinesa da China”, os dois passearam por um repertório majoritariamente composto por músicas de Abujamra – incluindo dois “lados B”, um do Karnak (“Ninguepomaquyde”), que abriu o show, e outro do Mulheres Negras (“Guembô”), exigência de Chicão, fã do grupo desde antes de imaginar que poderia tocar com o então futuro parceiro, nos anos 90. O resto da noite foi tomado por versões delicadas de músicas do Karnak (“Universo Umbigo”, “Estamos Adorando Tóquio”, “Juvenar” e “O Mundo”, que encerrou a apresentação), outras da carreira solo de André (como “O Mar”, a linda “Espelho do Tempo” e “Imaginação”, que ele sempre aproveita para tirar onda com o público) e uma versão em russo fajuto para “Tiro ao Álvaro”, de Adoniran Barbosa. Chicão não trouxe suas próprias composições, mas tirou dois ases da manga: um recital ao piano de uma certa Clarice Leite (que, revelou ao final da música, era a mãe dos irmãos mutantes Arnaldo Baptista e Sérgio Dias) e uma versão brasileira de “River Man”, de Nick Drake, que ousadamente tornou-se “Ri Vermei” e mudou o tom da música, indo da introspecção fatalista para a contemplação universal. Uma noite e tanto – que vivam os Verséculos!

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Maior satisfação receber nesta terça-feira o encontro de duas almas iluminadas pela música no palco do Centro da Terra, quando André Abujamra e Chicão fundem suas trajetórias no espetáculo Verséculos, em que remontam uma lenda pessoal antiga que, em vidas passados, os dois foram gêmeos siameses, que se reencontram como reflexos idênticos para uma missão ousada – eternizar o amor pelo som, sempre completando trechos musicais que cada um deles inicia no que chamam de Música da Eternidade. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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Camadas e camadas

Entre me levantar da poltrona em que vejo a apresentação até cumprimentar os artistas em seguida (algo que leva entre cinco e dez segundos), ouvi três vezes comentários que usavam a palavra “camadas” – sempre no plural – logo após a terceira noite da temporada Acontecimento que o trio Crizin da Z.O. vem fazendo no Centro da Terra, em que receberam o produtor de Guarulhos MNTH e o conterrâneo carioca Lcuas Pires. Só a configuração de palco já foi radicalmente diferente das noites anteriores, em que seus respectivos convidados (Kiko Dinucci e Deafkids) trouxeram guitarras e incitavam a percussão. Esta última até esteve presente na noite, embora tocada com apenas um atabaque e disparadores mecânicos de beats. Em sua terceira segunda-feira, a temporada Acontecimento mergulhou na eletrônica, distorcendo timbres, letras, sequências e até transmissões de rádio para criar justamente as tais camadas mencionadas em voz alta por vários dos presentes após a noite, criando uma trama ambient de noise que abriu uma outra dimensão na textura sonora do grupo. Hipnose de fim de mundo.

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Responsáveis pelo legado de Prince já começaram a lembrar os dez anos de sua morte com o lançamento do single “With This Tear” e agora acabam de anunciar um festival para festejar a importância do mestre da soul music ao revelar o evento “Celebration of Life” que acontecerá entre os dias 3 e 7 de junho no próprio Paisley Park em que Prince conduzia seu trabalho e em áreas de sua cidade-natal, Minneapolis, nos EUA. Entre os nomes confirmados estão as duas bandas que o acompanharam em diferentes momentos de sua carreira – a Revolution e a New Power Generation -, além de outros favoritos do gênio como a musa Chaka Khan, o implacável Morris Day, entre outros, além de participações de Bootsy Collins, Jimmy Jam e Terry Lewis, que também estarão presentes em mesas de discussões que acontecerão durante o evento. Além dos shows e dos debates, ainda haverá um brunch dominical com festa gospel ao ar livre, uma audição com material inédito que será lançado futuramente, uma mesa que contará os planos de lançamentos do artista nos próximos dez anos, visitas ao estúdio, exibições de filmes e shows do homem e discotecagens. Os ingressos já estão à venda.

Uma boa e uma má notícia para os fãs brasileiros da francesa Oklou, uma das atrações do C6Fest desse ano. A boa notícia é que ela se encontrará com os fãs para dar autógrafos no próximo sábado num evento cujo local ainda será anunciado e que acontece no dia anterior ao show que fará domingo no festival. A má notícia é que as inscrições para o evento foram tantas que os organizadores já fechou o site em que era possível se cadastrar para o encontro, infelizmente.

Eis os horários das atrações do C6Fest deste ano, que começa na próxima quinta. Quinta e sexta não tem discussão porque os shows de jazz no Auditório Ibirapuera não acontecem simultaneamente a nenhum outro show, ao contrário do que acontece no fim de semana. E pelo que eles divulgaram, alguns shows vão acontecer ao mesmo tempo que outros, mas acho que menos trágico do que poderia acontecer. Especialmente porque este ano haverá um quarto palco além da arena, da tenda e da área dedicada à pista de dança ao incluir dois shows – Mabe Fratti no sábado e Cameron Winter no domingo – no mesmo Auditório em que aconteciam os shows de jazz, o que não aconteceu nas edições anteriores do festival. E estes shows – que terão capacidade menor devido ao tamanho do Auditório – acontecerão no fim do dia e brigarão apenas com as atrações de pista e não com os principais shows do evento. Ainda lamento começar um festival que termina tão tarde às 14h, o que restringirá o público das primeiras atrações, O mais complicado vai ser pra quem quiser ver Robert Plant e Cameron Winter, que vai ter que largar o show do vocalista do Led antes do final pra assistir ao show do jovem mestre do Geese, e quem quiser assistir a Oklou, Beirut e Lykke Li, que terá que sacrificar trechos alguns desses shows. Uma notícia boa é que a passarela de transição entre a arena e a tenda (que estava aberta na primeira edição do evento e ficou fechada nas duas seguintes) voltou a funcionar, diminuindo pelo menos quinze minutos de caminhada entre estes dois palcos. Além disso, o norte-americano Dijon não comparecerá ao festival e seu show foi substituído por uma apresentação de Mano Brown com participação de Rincon Sapiência. Ponto pro festival, que perde uma atração gringa importante, mas substitui com um show talvez melhor que o original, mesmo que o show de Brown não seja inédito.

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