Trabalho Sujo - Home

Show

sts-014-pipo

O compositor, músico e produtor paulista Pipo Pegoraro apresenta seu mais novo trabalho, o disco instrumental Antropocósmico, lançado no primeiro dia de 2020, em que flerta com o jazz funk, o rock progressivo e a MPB instrumental dos anos 70, na última edição de fevereiro da Sexta Trabalho Sujo, neste dia 28 de fevereiro, no Estúdio Bixiga, a partir das 21h (mais informações aqui). Vamos lá?

Mais uma pérola desenterrada pelo Mutlei: a íntegra do show do Teenage Fanclub no festival de Reading em 1992, aquele que, por algum motivo estranho e aleatório, passou na Bandeirantes naquele mesmo ano, causando comoção em quem acompanhava as notícias de música no conta-gotas da imprensa imprensa (lembre-se que não havia a internet como a conhecemos hoje naquele momnento). Showzão.

“So Far Gone”
“Mr. Tambourine Man”
“What You Do to Me”
“Star Sign”
“God Knows It’s True”
“Take the Skinheads Bowling”
“The Concept”
“Everything Flows”
“Satan”

manobrown-salvador

Em meio à folia do carnaval de Salvador, eis que surge Mano Brown no alto do trio elétrico do festival Afropunk, que teve também as participações do BaianaSystem e do Afrocidade, e puxa vários hits dos Racionais – e geral cantou junto.

Gigante. A foto do post saiu do Twitter do Brasileiríssimos.

nublu-wutang

Falei sobre as atrações do Nublu Festival deste ano (John Cale, Mos Def, Femi Kuti e as atrações nacionais de abertura) e sobre a vinda do Wu-Tang Clan no programa Metrópolis, marcando o início dos grandes shows internacionais de 2020.

andy_gill-legiao

Das quatro vezes que Andy Gill veio ao Brasil, apenas uma delas não fez show com o Gang of Four e sim com… o Legião Urbana! Num show tributo ao grupo criado pro Renato Russo, seus integrantes remanescentes Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá resolveram homenagear suas origens e seu fanatismo adolescente trazendo um dos ícones que moldaram o pensamento estético da banda em seus primeiros dias, justamente o recém-falecido guitarrista do Gang of Four. Gill foi um dos convidados do show MTV Ao Vivo – Tributo à Legião Urbana, que aconteceu em 2012, com o ator Wagner Moura fazendo as vezes do vocalista original.

Andy subiu para tocar duas músicas com o grupo, que durante estes números contou com o paralama Bi Ribeiro no baixo. A primeira delas, uma versão para “Damaged Goods” do Gang of Four com o próprio Dado nos vocais tinha um clima mais de karaokê com amigos para realizar um sonho juvenil, mesmo com o guitarrista inglês mostrando serviço. Na segunda música, resolveram embarcar na música do Legião que o grupo escolheu para mostrar a influência do grupo inglês na banda brasiliense, a balada gótica “Ainda é Cedo”. O vídeo abaixo tem uma qualidade melhor que o de cima – e traz o show na íntegra (e dá pra entender a treta de Dado com alguém na plateia).

Mas podiam ter tocado “A Dança” também, né?

gil-78

Publiquei outro dia o áudio com a íntegra do primeiro show que Chico Science e a Nação Zumbi fizeram no festival de jazz suíço em Montreux, em 1995, e esbarrei com todo o primeiro show que Gilberto Gil havia feito no festival, em 1978, um dos meus registros ao vivo favoritos de todos os tempos. O show foi a primeira noite brasileira do festival e ainda teve participações de nomes como Ave Sangria, A Cor do Som e Airto Moreira. Mas o que me deixou de queixo caído foi que não era só o áudio do show – que inclusive foi lançado oficialmente por Gil, naquele mesmo ano, mas sua versão em vídeo. Que noite! Gil talvez no auge de sua carreira escudado por uma banda formada por conterrâneos de primeríssima linha: Pepeu Gomes na guitarra, Jorge Gomes na bateria, Rubens Silva no baixo, Maurício Carvalho (o Mu, do A Cor do Som) e o percussionista Djalma Correa. Que delírio!

“Chuck Berry Fields Forevers”
“Chororô”
“São João, Xangô Menino”
“Respeita Januário”
“Ela”
“Bat Macumba”/”Exaltação à Mangueira”
“Procissão”/”Atrás do Trio Elétrico”/”Mamãe Eu Quero”

O único problema é que o vídeo não registra a jam session do final do show, quando o A Cor do Som subiu ao palco ao lado de Ivinho, guitarrista do Ave Sangria, e Patrick Moraz, tecladista do Yes, para conduzir a elétrica “Triolê” ao lado da bandaça de Gil. Pelo menos esse momento tá no disco!

kiko-violao

Transcendental sem tirar os pés da terra – assim Kiko Dinucci elevou o público a outra dimensão emocional no show que fez neste sábado, no Sesc Pompeia, quando África, rua e roda de samba surgiram como vultos vivos à espreita, esperando só o toque de seu violão e o canto de sua voz ao lançar efetivamente seu Rastilho ao vivo.

Seja sozinho no palco ou com a ilustre presença de verdadeiras entidades musicais – Juçara Marçal intocável, o mago Rodrigo Ogi e o deslumbrante coro formado por Dulce Monteiro, Maraísa, Gracinha Menezes e a própria Juçara -, ele chama para si uma ancestralidade que sobrevive nas esquinas, bares e terreiros e coloca-a onde ela deveria estar, no centro.

E do mesmo jeito que transforma seu instrumento num tambor de terreiro, ele erige um monumento à música popular, buscando seu DNA a partir de seu pulso. O batuque, as palmas, o pé na terra e o canto livre transformaram o teatro concebido por Lina Bo Bardi em uma catedral de uma música brasileira moderna, que abole resquícios barrocos em busca de uma brasilidade real e sobrevivente, aquela que se esgueira pelas frestas para contar sua história de boca a boca.

Kiko canta manso, sua voz erguida pela alavanca do toque ríspido em seu instrumento e abraçada no ar por um coro angelical. Um samba secular, sacro e mundano, forte e delicado, melancólico e sorridente, um antídoto para o tétrico 2020 que este país atravessa – que nos mostra o único horizonte possível.

Porque Rastilho é, como tudo que Kiko faz, um manifesto político. Mas também é um gesto poético, um grito de guerra e uma oração, um chamado às armas e um acalanto.

centro-da-terra-marco-2020

A programação de fevereiro do Centro da Terra invade o próximo mês quando Beto Villares encerra a sua temporada Amostras Emocionais no dia 2 de março, mostrando pela primeira vez seu novo disco, Aqui Deus Andou, ao vivo. No dia seguinte, na terça, dia 3, Felipe S., vocalista do Mombojó, começa a mostrar músicas inéditas no espetáculo Notícias Recentes (mais informações aqui), quando divide o palco com nomes como Habacuque Lima, Bruno Bruni, Barbarelli, entre outros. Na outra segunda, dia 9, é a vez do produtor e percussionista Guilherme Kastrup começar a temporada Feminino Fatorial (mais informações aqui), quando convida as artistas visuais Edith Derdik e Carol Shimeji, as percussionistas Beth Belli e Jackie Cunha e a dançarina Morena Nascimento para um espetáculo contínuo, que vai mudando a cada nova segunda-feira. A programação do mês se encerra com chave de ouro, quando mais uma vez recebemos a deusa Juçara Marçal para recriar seu Encarnado no palco do Centro da Terra, só que em versão acústica (mais informações aqui), convidando Kiko Dinucci, Rodrigo Campos e Thomas Rhorer para recriar este marco da música brasileira deste século ao vivo. Que mês!

livia-nery-centro-da-terra

Imensa satisfação receber a baiana Livia Nery nesta terça, 18 de fevereiro, no Centro da Terra, quando ela traz uma versão intimista e sintética de seu repertório para o palco do Sumaré, a partir das 20h. No espetáculo Beco do Sossego, ela relê as canções do disco que lançou no ano passado, Estranha Melodia, ao lado do tecladista e conterrâneo João Deogracias, e convida a paulistana Luiza Lian para acompanhá-la nesta noite (mais informações aqui). Conversei com ela sobre o que podemos esperar desta apresentação.

A volta da Sussa!

sussa-02-2020

SUSSA. Sol. Ar. Luz. Sim. Psicodelia. Gente legal. Ondas gravitacionais. Altos massa. Boas vibrações. Música ao vivo.

O que você vai fazer neste domingo? Vamos aproveitar o sol pra passar o dia ao ar livre, ouvindo música boa, bebericando ao cair da tarde e conversando com gente legal? Nosso regulador de boas vibrações reconecta-se com a eterna Casa do Mancha na primeira edição 2020 da boa e velha Sussa, versão vespertina das Noites Trabalho Sujo, que chega tardiamente ao verão deste ano para trazer o sol, com presenças ilustres além da discotecagem de Alexandre Matias, que convidou o próprio Mancha para dividir o som nesta tarde – e quem apresenta-se ao vivo são o fino da psicodelia paulistana desta década, o quarteto Applegate, prestes a lançar mais um novo single. Começamos às 16h20 e vamos até o começo da noite, fechando esse fim de semana ensolarado numa bowa.

Sussa – Tardes Trabalho Sujo
Discotecagem de Alexandre Matias e Mancha
Show: Applegate (17h30)
R$ 20,00 – 16h20
Casa Do Mancha
R. Felipe de Alcaçova – Pinheiros. São Paulo.
Telefone: (11) 3796-7981
A casa aceita cartões de débito.