Neste sexta-feira 13 de março, a atração da Sexta Trabalho Sujo é a dupla paulista folk psicodélica Antiprisma, formada por Elisa Moreira (guitarra e vocais) e Victor José (guitarra, viola caipira e vocais), que dá início aos seus shows em 2020 em uma apresentação no Estúdio Bixiga, quando mostra seu disco mais recente, Hemisférios (mais informações aqui). Predominantemente acústico desde o início, o grupo vem passando por uma metamorfose nos palcos e experimenta novos arranjos com uma abordagem elétrica para canções dos trabalhos anteriores, numa formação de quarteto, com a presença de Ana Zumpano (Cinnamon Tapes, Lava Divers) e Rafa Bulleto (Neptunea, Bike) na bateria e no baixo, respectivamente.
Conversei com o Femi Kuti, uma das atrações do Nublu Jazz Festival deste ano, que toca neste fim de semana em São Paulo. O papo com o filho mais conhecido de Fela Kuti está na revista Trip – confere lá.
Que honra poder receber durante quatro terças-feiras uma versão nova para um clássico moderno da música brasileira vinda de sua própria autora. A querida e implacável Juçara Marçal volta ao palco do Centro da Terra para mais uma temporada, quando relê seu Encarnado com os mesmos músicos com quem o gravou mas de uma forma completamente nova: sem eletricidade. Encarnado Acústico ocupa as terças de março no Centro da Terra a partir deste dia 10 (mais informações aqui).
“Foi ideia do Thomas (Rohrer). que estava programando um festival na Leviatã, um espaço cultural no centro da cidade, focado nos sons mais experimentais, improvisos livres, performances, e sugeriu de a gente fazer essa versão sem amplificação, até porque o espaço não comportaria o show de outra forma”, a própria Juçara me explica, lembrando desta única apresentação no fim do ano passado. Além de Thomas, tocando viola, Kiko Dinucci e Rodrigo Campos também participam dos shows.
“Fizemos apenas algumas músicas e o resultado foi surpreendente”, lembra a cantora. “Os arranjos mudam sensivelmente porque o Kiko está usando uma viola dinâmica e ele acaba tendo que pensar nas frases que faz de um jeito diferente. No todo, o som acaba mudando também. O fato do Rodrigo usar violão de aço e não guitarra também muda bastante o som.” O formato obviamente também impacta em seu canto: “Não ter que me preocupar com dois microfones e pedais dá uma bela diferença, fico mais livre e a voz também, inevitavelmente.”
Serão quatro shows idênticos, ao contrário das temporadas de segundas-feira, que cogitam diferentes possibilidades a cada apresentação. “Em princípio, sim”, ela continua. “Vamos vendo o que funciona, tanto do ponto de vista do repertório, como nossa posição no palco”. Quando pergunto se há músicas de outros trabalhos que podem surgir no repertório, Ju é categórica: “Em princípio, não.”
Ela reforça a importância do teatro neste novo show. “A conexão palco-plateia é diferente, a atenção é outra, a dispersão diminui”, enumera. “As pessoas têm uma possibilidade maior de embarcar na história que de certa forma contamos num show.”
Nada de disco novo? “O próximo disco não tem muito a ver com o Encarnado não. #aguardeeconfie”, ela ri fazendo a hashtag.
Imensa satisfação receber na sessão Segundamente de março o percussionista e produtor carioca Guilherme Kastrup, que apresenta a temporada Feminino Fatorial, nestas segundas de março a partir do dia 9, no Centro da Terra, às 20h (mais informações aqui). Durante sua estada, ele compõe uma obra contínua e progressiva ao lado das artistas Edith Derdyk (artista visual), Carol Shimeji (videomapping), Beth Belli (percussão), Jackie Cunha (percussão) e Morena Nascimento (dança) no espaço de quatro segundas-feiras e eu conversei com ele sobre a expectativa destes encontros.
O cantor e compositor paulistano Chico Bernardes é a primeira atração da sessão Trabalho Sujo Apresenta de 2020, retomando as atividades agora sempre num domingo por mês, às 18h. Chico apresenta-se no dia 22 de março, e mostra músicas de seu primeiro disco, lançado no início de 2019, além de receber a presença da cantora e compositora mineira Luiza Brina, que participará do show (os ingressos podem ser comprados aqui).
Trabalho Sujo Apresenta: Chico Bernardes convida Luiza Brina
Unibes Cultural
Domingo, 22 de março de 2020
Rua Oscar Freire 2500 (ao lado do metrô Sumaré)
R$ 30
A banda paulista Stratus Luna, conhecida por caminhar na fronteira do rock progressivo com o jazz fusion, abre o mês de março da Sexta Trabalho Sujo no Estúdio Bixiga, dia 6, fazendo sua primeira apresentação de 2020. Formado por Gabriel Golfetti (baixo e teclado), Giovanni Santhiago Lenti (bateria) e os irmãos Gustavo Santhiago (teclados e flauta) e Ricardo Santhiago (guitarra e lap steel), o quarteto começou o ano envolvido na criação de seu segundo álbum, depois do disco de estreia, batizado apenas com o nome da banda, que foi recebido pela crítica internacional. Por isso, além de faixas do primeiro álbum, eles também prometem algumas surpresas… (mais informações aqui)

Foto: Lorena Calábria
Cadão voltou de Nova York e Thomas voltou de Londres – ambos por curta temporada – e assim o mítico grupo pós-punk paulistano Fellini se reúne mais uma vez nesta sexta-feira, no Sesc Pompéia (mais informações aqui) – e olha só a cara da banda em 2020 no primeiro ensaio do novo show na foto acima… Aproveitando a proximidade do show, a gravadora Nada Nada abriu mais três músicas inéditas que irá lançar na coletânea A Melhor Coisa Que Eu Fiz – inclusive a ótima faixa-título:
Além das novas músicas, a gravadora também fez um vídeo para mostrar como é a versão deluxe do novo lançamento, que estará à venda no dia do show:
Que satisfação receber o cantor e compositor pernambucano Felipe S., vocalista do grupo Mombojó, que está terminando de fazer seu segundo disco solo e começa a mostrá-lo nesta terça, dia 2 de março, no Centro da Terra. Ele apresenta o que chama de um “teste cego” ao apresentar o Notícias Recentes, mostrando, em sua maioria, canções que nunca foram apresentadas ao vivo. Para isso, ele recebe a presença de alguns convidados, artistas com quem vem trabalhando, como a cantora Barbarelli, o slammer Lucas Afonso e o tecladista Bruno Bruni. Felipe é acompanhado pela banda formada por Arthur Dossa (guitarra), Habacuque Lima (baixo), Rafael Cunha (bateria), Iran Ribas (baixo) e Julio Epifany (bateria) e eu bati um papo com ele sobre o que esperar desta apresentação.
Letícia se entrega ao tocar “The Dancer” sozinha ao piano, numa apresentação no ano passado aqui em São Paulo.
Dica do Giancarlo.
Aos poucos a Sexta Trabalho Sujo está firmando público e fazendo o pessoal chegar mais cedo no Estúdio Bixiga pra tomar doses semanais de boa música – e assim seguimos em março. Na primeira sexta do mês, dia 6, recebemos o grupo prog fusion Stratus Luna, começando a preparar seu segundo disco (mais informações aqui). Na sexta 13, é a vez da dupla de folk psicodélico Antiprisma, que apresenta-se no formato banda mostrando músicas do ótimo disco Hemisféiros, que lançaram em 2019 (mais informações aqui). Dia 20 temos um encontro de saxes da pesada, quando o brutal trio de jazz rock Atønito, liderado por Cuca Ferreira, do Bixiga 70, recebe o mestre Thiago França, que começa a trabalhar em seu formato solo (mais informações aqui). E, finalmente, no dia 27, Jonnata Doll e os Garotos Solventes chega puro e sem gelo para derreter seu rock cru no palco, mostrando seu disco Alienígena, um dos melhores do ano passado (mais informações aqui). Um mês de extremos, só show foda.








