O grupo de rap de São José dos Campos Síntese convida o guitarrista da Nação Zumbi Lucio Maia para um encontro inédito nesta quinta, no Centro Cultural São Paulo, a partir das 21h (mais informações aqui).
Resgatando clássicos da era de ouro do rádio brasileiro de autores como Ary Barroso, Nelson Cavaquinho, Adelino Moreira e Ataulfo Alves, a banda Magnolia Orquestra, que conta com nomes como Bruno Morais, Tika, Pipo Pegoraro, Igor Caracas, Fábio Sá e integrantes da Nomade Orquestra, apresenta-se neste domingo, a partir das 18h, no CCSP (mais informações aqui).
O sexteto paulistano Hurtmold se encontra com o percussionista pioneiro na improvisação livre no país, Panda Gianfratti, com abertura da noite é de outro músico improvisador, o pianista Philip Somervell, no Centro Cultural São Paulo, a partir das 19h deste sábado (mais informações aqui).
O guitarrista paraense Saulo Duarte mostra seu primeiro disco solo, Avante Delírio, a partir desta quinta, às 21h (mais informações aqui).
Phoenix, Grizzly Bear, Rapture, Yeah Yeah Yeahs, MGMT, Beach House, Passion Pit, Peter Bjorn and John, Tokyo Police Club, Neon Indian, Washed Out, Tennis, Ra Ra Riot, Miami Horror: o elenco do festival norte-americano Just Like Heaven, que acontece em maio em Long Beach na Califórnia, é uma espécie de Monsters of Rock da geração indie iTunes e quer festejar como se fosse 2009. Em outras palavras, quer dizer que os anos 10 nem bem terminaram e seu revival já começou.
E no meio disso tudo tem a volta do Rapture, hein…
Flesch confirmou: o próximo Balaclava Fest, que acontece dia 27 de abril, no Áudio Club, terá como headliner o ícone do shoegazer Ride, além das participações do Terno Rei e da banda camaronense Vagabond (mais informações aqui). Quem contava com essa?
É com grande satisfação que recebemos no Centro da Terra um dos grandes cantores e compositores da música paulistana do século 21, o grande Rodrigo Campos, como primeiro dono das segundas-feiras de 2019. Em sua temporada Qualidades Primordiais, Rodrigo dividiu suas apresentações em quatro elementos, alquimicamente desdobrando suas temperatura e umidade para dissecar sua própria musicalidade. Em cada uma segunda-feira, ele reúne sensações diferentes de seus sambas a partir de seus convidados, “elas servem como um norteador para escolher as participações na temporada”, ele me explica “uma maneira mais de criar uma atmosfera do que fechar um conceito pra cada show. A ideia é ser um pouco aberto”. Na primeira segunda, dia 4, ele recebe os percussionistas Fumaça, Raphael Moreira e Victória dos Santos na noite Frio e Seco, regida pelo elemento terra. Na outra segunda, dia 11, ele recebe a nova colaboradora Maria Beraldo para a noite Quente e Seco, do elemento fogo. Na terceira segunda, a noite Frio e Úmido, do elemento água, ele conta com a participação de Kiko Dinucci e, finalmente, encerra seus trabalhos com a noite Quente e Úmido, do elemento ar, com Maurício Badê e Thiago França (mais informações aqui). Conversei com ele sobre sua temporada e ele conta o que pensou para seu mês de fevereiro no Centro da Terra.
O cantor e compositor maranhense Phill Veras apresenta-se neste domingo, a partir das 18h, na Sala Adoniran Barbosa, onde mostra seu disco mais recente, Alma – os ingressos já estão esgotados (mais informações aqui).
Duas bandas nova da cena de Belo Horizonte, Young Lights e Oceania, apresentam-se neste sábado, a partir das 19h (mais informações aqui).
Nos dois primeiros anos em que fiz a curadoria de música do Centro da Terra, o teatro no Sumaré surgiu e se consolidou como um ponto importante no mapa musical de São Paulo, reconhecido tanto pelos artistas como palco pronto para experimentações artísticas, estéticas e cênicas quanto pelo público como local de encontro intenso com uma faceta mais íntima do processo criativo.
Ocupando primeiro a segunda, em 2017, e depois a terça-feira, em 2018, como uma forma de reafirmar a importância da temporada e do acompanhamento contínuo de shows complementares, parto para o terceiro ano nesta curadoria buscando lapidar ainda mais o conceito de espetáculo, diferenciando-o de apresentações simplesmente musicais. O foco centrado no palco, sem distrações constantes como conversas alheias e celulares onipresentes, e a busca de um conceito para os shows tornam estes encontros ao vivo fins neles mesmos. Embora temporadas passadas tenham funcionado como rascunhos para projetos futuros, discos e novos shows de vários artistas, em 2019 pede para reforçar a importância do concerto como uma obra fechada e instantânea, que até pode ser registrada para a posteridade, mas que só pode ser vivida plenamente por quem esteve lá. Arte como testemunho, mais do que como consumo.
A temporada segue central: a sessão Segundamente mantém seu padrão de quatro datas para um artista criar uma nova obra contínua, mas a terça-feira começa a abrir espaços para espetáculos únicos, minitemporadas, shows pontuais e oportunidades que possam surgir. Também não iremos anunciar a programação com um semestre de antecedência, anunciando no mês anterior quais serão as atrações do mês seguinte. Tudo isso para instigar artistas a não se guiar apenas pelo mercado ou pelo pop, explorando novas possibilidades e buscando inspiração em lugares inusitados e acolhedores, que podem também causar estranheza e desconforto. Assim será o terceiro ano de música contínua no Centro da Terra, cuja programação começa a partir de fevereiro.









