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Show

Conheço Kika há mais de dez anos, quando ela me cutucou para apresentar seu primeiro disco, o delicioso Pra Viagem, quando eu ainda fazia a curadoria do Prata da Casa no Sesc Pompéia, em mil novecentos e guaraná de rolha, e desde então sigo em sua cola, acompanhando o que ela tem feito nesses últimos anos, seja em carreira solo, na dupla que criou com a eterna parceira Tika ou na homenagem que fez ao Passarim de Tom Jobim. No meio do ano ela me chamou pra conversar porque queria fazer um show celebrando os dez anos de aniversário daquele primeiro disco, mas no meio do papo percebi que ela queria voltar a tocar com a banda que montou naquela época e passear por músicas de seu repertório que puxavam para o acento do reggae, gênero que sempre a acompanhou. E assim ela me chamou para dirigir esse show que fazemos nessa última quinta-feira de setembro na mágica Sala Adoniran Barbosa do nosso querido Centro Cultural São Paulo. A banda é pesadíssima: Loco Sosa na bateria, Victor Rice no baixo, Guilherme Held na guitarra, Cuca Ferreira no sax e flauta e a própria Kika tocando guitarra e teclados, passando pelas músicas mais jamaicanas de seu repertório, com direito a versões maravilhosas no percurso – e é claro que a Tika também não ia ficar de fora e foi convidada para fazer uma participação especial. O CCSP fica na Rua Vergueiro 1000 (na estação Vergueiro do metrô), o show começa pontualmente às 19h e é de graça! Mais informações aqui.

Na última terça-feira de setembro, quem sobe ao palco do Centro da Terra é a cantora e instrumentista Marina Marchi, que apresenta composições próprias e versões para músicas alheias no espetáculo Entreaberta, que faz com o quarteto que leva seu nome, em que ela, além de cantar, toca violão e guitarra, acompanhada de Danilo Silva na guitarra, Caio Pamplona no contrabaixo e Vicente Pizzu na bateria. Seu repertório é influenciado por jazz e música brasileira e além de suas próprias composições, ela também toca músicas de Milton Nascimento, Joyce, Tom Jobim e Herbie Hancock, entre outros. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados aqui.

Ina é mais uma artista com quem estava conversando antes da pandemia se abater sobre nós sobre a possibilidade de fazer uma apresentação no Centro da Terra – ela estava finalizando seu primeiro disco solo e querendo experimentar possibilidades no palco. De lá pra cá, seu álbum ficou pronto – Chão deve ser lançado ainda este ano – e ela fechou o espetáculo em que mostra, pela primeira vez, seu disco no palco. Com direção musical de seu companheiro João Paulo Nascimento, que também toca violão no disco e no show, ela ainda conta com a rabeca de Bruno Menegatti, as percussões de Camilo Zorilla e o baixo de Bia França para invocar este disco antes mesmo de ele ter sido lançado nesta terça-feira. A apresentação começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados aqui.

Nesta terça-feira, Bruno Schiavo tira um atraso de dois anos levando seu primeiro disco solo, A Vida Só Começou, para os palcos depois do lançamento, que aconteceu no fatídico março de 2020. Mas quando o convidei para apresentar-se no Centro da Terra, ele preferiu desconstruir o disco original em vez de simplesmente reproduzi-lo – e assim nasceu o espetáculo Espumas, Ex-Peixinhos e Eu-Te-Amos, em que ele apresenta uma versão audiovisual do disco ao lado de três novos colaboradores, a violoncelista Chica Barreta, o beatmaker e multiinstrumentista Batataboy e o produtor Bernardo Pacheco, que o ajudam a reencontrar suas canções originais a partir de outro ponto de vista. Os ingressos podem ser comprados antecipadamente neste link e o espetáculo começa pontualmente às 20h.

O baiano Uiu Lopes é quem começa os trabalhos da temporada Tempo Presente, a primeira em que um selo, no caso, o Matraca Records, realiza por quatro segundas-feiras no Centro da Terra. Uiu está prestes a lançar seu primeiro disco solo e passeia por diferentes fases da sua carreira, convidando inclusive alguns artistas com quem colabora para participações surpresa (quem conhece, já sabe), entre eles o cantor e compositor César Lacerda. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados antecipadamente neste link. E na próxima segunda quem se apresenta é a banda Pelados.

Outra dívida pré-pandêmica: havia convidado a maestra e guitar heroine Lucinha Turnbull para apresentar-se no Centro da Terra há mais de dois anos, mas o coronavírus nos obrigou a adiar este encontro. Originalmente, o espetáculo teria outra formação e quando fui chamá-la para retomar os trabalhos, ela sugeriu a dobradinha que tem feito com o devoto Luiz Thunderbird num encontro de vozes e violões, com muita música e conversas sobre música. A apresentação Thunder & Turnbull acontece nesta terça-feira e começa pontualmente às 20h – e os ingressos podem ser comprados neste link.

O primeiro nome a subir no palco do Centro da Terra neste mês de setembro é outra dívida pendente desde 2020. Convidei o paranaense Giancarlo Rufatto para voltar a fazer shows no início daquele ano, quando ele ainda estava cogitando a possibilidade de voltar com uma banda, voltando a ensaiar coletivamente o que poderia ser o início de um novo disco. Aí aconteceu o que aconteceu e, recluso como todos naquele meio de semestre bizarro e ele começou a lançar suas Canções de Distanciamento Social, que o fizeram retomar os trabalhos artísticos de forma solitária. E é assim que ele finalmente chega ao palco do teatro, sozinho com sua guitarra, com apenas uma participação de um músico convidado em algumas músicas, mostrando seus Grandes Clichês, Grandes Hipérboles neste segunda-feira, a partir das 20h. Os ingressos para a apresentação podem ser adquiridos antecipadamente neste link.

Entrou setembro e a programação deste mês no Centro da Terra vai para todos os lados que você possa imaginar. Começamos segunda que vem, dia 5, com a volta do paranaense Giancarlo Ruffato aos palcos depois de dois anos e meio de pandemia, seguido da dupla Luiz Thunderbird e Lucinha Turnbull, na véspera do feriado, dia 6. Na outra segunda, dia 12, começo a primeira temporada feita em parceria com um selo, no caso o paulistano Matraca Records. Tempo Presente reúne quatro novos artistas que o selo lançou neste 2022, cada um em uma segunda-feira. A primeira, dia 12, fica a cargo do guitarrista baiano Uiu Lopes, que mostra músicas de seu primeiro disco solo, que ainda sairá este ano. O mesmo acontece com o grupo paulistano Pelados, que, no dia 19, mostra músicas de seu próximo disco, reinventando o indie rock brasileiro. Depois, dia 26, vem Pedro Bienemann, que mostra as canções de seu EP Vulgo, finalizando a temporada no dia 3 de outubro, com um show da banda Lau e Eu. Na segunda terça-feira do mês, dia 13, é a vez de Bruno Schiavo desconstruir seu disco A Vida Só Começou, lançado em 2020, apresentando um espetáculo audiovisual ao redor do conceito do disco. No dia 20, a paulistana Ina começa a mostrar seu primeiro disco solo, Chão, que será lançado em breve. E, finalmente, dia 27, na última terça-feira do mês, Marina Marchi mostra suas composições solo e versões para outros artistas à frente de seu quarteto. Os ingressos já estão à venda e podem ser comprados neste link.

Encerrando o mês de agosto no Centro da Terra, a banda paulistana Eliminadorzinho faz um balanço de sua carreira no espetáculo 666 Canções de Amor, nesta terça-feira, dia 30, quando visitam músicas de seus seis anos de carreira fonográfica, além de apresentarem músicas inéditas – sempre guiados por melodias doces e guitarras barulhentas. As portas do teatro abrem pontualmente às 20h e você pode antecipar seu ingresso através deste link.

Dois talentos da atual cena carioca se encontram no palco do Centro da Terra nesta terça-feira para uma apresentação inédita: Gabriel Ventura mostra as canções de seu primeiro disco solo, lançado após o fim de sua banda anterior, a Ventre, ao lado de Pedro Dias Carneiro, mais conhecido como Vovô Bebê, que é reincidente no teatro, quando apresentou-se pela primeira vez em 2019. Juntos e munidos apenas de seus violões e vozes, os dois formalizam o encontro que já existia há tempos, sempre com a brincadeira de batizar este encontro com as sílabas iniciais de seus nomes, criando assim o espetáculo Vô Vê. A apresentação começa pontualmente às 20h e você pode garantir seu ingresso neste link.