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Eis a íntegra da apresentação do Metá Metá, a melhor banda do Brasil, dentro da programação do Sesc Ao Vivo, sexta passada. Não tem o apuro visual da direção da live que fizeram na Casa de Francisca, mas é Juçara e um microfone, Thiago e seu sax, Kiko e seu violão – não precisa de mais que isso pra que eles estremeçam o chão, sempre.

“Exu”
“Vale Do Jucá”
“São Jorge”
“Ossanyn”
“Atoto”
“Samuel”
“Trovoa”
“Sozinho”
“Let’s Play That”
“Na Multidão”
“Tristeza Não”
“Vias De Fato”
“Obá Iná”
“Obatalá”

fiona2020

Fiona Apple finalmente toca a obra-prima que lançou há um semestre ao vivo em público, dentro da programação do festival da revista New Yorker, que também teve a oportunidade de trazer um papo com ela. Foram só três músicas do impressionante Fetch the Bolt Cutters (“I Want You to Love Me”, “Shameika” e a faixa-título), queremos mais!

thebottomline

Nem bem nos atualizou com uma série de lançamentos ao vivo que está sendo lançada neste ano – além de finalmente agendar a data do segundo volume de sua caixa Archives -, Neil Young acaba de anunciar que seis de seus clássicos discos piratas serão lançados oficialmente pelo seu próprio selo, Shakey Pictures Records. A série Official Bootlegs começa a ser lançada no início de 2021 e ele abre os trabalhos com um registro de uma apresentação solo que fez no clube nova-iorquino The Bottom Line, no Village nova-iorquino, às duas da madrugada do dia 16 de maio de 1974. A apresentação, que será oficializada com o título The Bottom Line — Citizen Cane Jr. Blues, trouxe pela primeira vez ao vivo músicas que Neil Young lançaria dois meses depois, com a chegada de On the Beach às lojas. Além de músicas inéditas e versões para standards do folk como “Greensleeves” e “Roll Another Number”, traz versões tocantes para clássicos pessoais como “Helpless” e “Dance, Dance, Dance”. Como é um disco pirata, ele já pode ser ouvido online, embora sua versão oficial tenha uma qualidade fonográfica que faz jus às expectativas do autor.

Abaixo, a ordem das músicas desta apresentação – e Young ainda não revelou quais são os outros títulos desta sua nova série…

“Citizen Cane Jr. Blues”
“Long May You Run”
“Greensleeves”
“Ambulance Blues”
“Helpless”
“Revolution Blues”
“On The Beach”
“Roll Another Number”
“Motion Pictures”
“Pardon My Heart”
“Dance, Dance, Dance”

Os Beastie Boys liberaram a íntegra de seu último show, quando encerraram o festival norte-americano de Bonnaroo em 2009, apenas para este fim de semana, por isso aumente o volume. E ao contrário da maioria dos últimos shows, este não tem uma vírgula de melancolia – o grupo está com a energia no talo e o característico altíssimo astral, sem fazer ideia que um deles, MCA, não estaria mais entre nós em poucos anos, encerrando prematuramente a carreira do nosso trio favorito. O show repassa toda a carreira do grupo, que vai do hardcore ao soul jazz, passando por pedradas clássicas de rap (boa parte delas recriadas por Mix Master Mike, também afiadíssimo) e a participação inesperada do mano Nas. E quantas bandas conseguem fazer um bis tão forte quanto com “Intergalactic”, “Three MC’s and One DJ” e “Sabotage” e incluindo uma versão folk para um semihit punk deles mesmos? Que banda!

“The Biz vs. The Nuge”
“Time for Livin'”
“Super Disco Breakin'”
“Sure Shot”
“No Sleep Till Brooklyn”
“Shake Your Rump”
“Gratitude”
“Sabrosa”
“Egg Raid on Mojo”
“Body Movin'”
“Pass the Mic”
“Root Down”
“Too Many Rappers”
“Paul Revere”
“Ricky’s Theme”
“Something’s Got to Give”
“Tough Guy”
“Remote Control”
“So What’cha Want”

Bis:
“Intergalactic”
“Three MC’s and One DJ”
“Heart Attack Man” (com Country Mike)
“Heart Attack Man”
“Sabotage”

Angel-Olsen-Blogotheque

Que maravilha essa versão para “Waving, Smiling” que nossa musa Angel Olsen gravou quando passou pela capital francesa no ano passado para o canal La Blogothèque, música que ela só revelou esse ano quando mostrou as demos de seu ótimo All Mirrors no frágil e poderoso A Whole New Mess que lançou há algumas semanas.

Angel Olsen, Paris e um violão – que mais, né?

Esquece os shows

Fui entrevistado pela Camila, do site Brasil Econômico, sobre a possibilidade de volta de apresentações musicais ao vivo seis meses depois de declarada a pandemia e não acho nada legal a ideia de ter shows com público antes de termos domado o coronavírus – confere a íntegra da matéria aqui.

daniel-johnston

No dia 11 de setembro do ano passado perdemos o doce e alucinado Daniel Johnston, ícone do rock independente norte-americano e um dos compositores que, de uma forma improvável, bissexta e errática, fez a conexão entre o rock clássico dos anos 60 e o indie rock a partir dos anos 80. Sua família juntou fãs célebres para fazer uma homenagem ao seu legado no aniversário de um ano de morte no espetáculo online (claro) Honey I Sure Miss You – A Tribute To The Life, Art, And Music Of Daniel Johnston, que aconteceu nesta sexta. E entre popstars como Jeff Tweedy, Beck, Devendra Banhart, Phoebe Bridgers e Kevin Morby, quem brilhou mesmo foi o próprio Jonston, que roubou a festa póstuma quando, ao final da apresentação, foi revelado um vídeo do primeiro dia do ano de 1991, em que ele compõe “When I Met You”, que iria gravar três anos depois numa versão sem instrumentos, ao piano, fazendo anotações nos intervalos da composição, num momento único de criação de um gênio ímpar.

É de chorar, diz aí.

phoebebridges

“Fake Plastic Trees”, clássica balada do segundo disco do Radiohead, já havia sido revisitada há pouco tempo pela vocalista do Paramore, Hayley Williams, e agora é a cantora folk norte-americana Phoebe Bridgers quem traz uma versão de chorar da música gravada para o programa Piano Session, da rádio inglesa BBC. Ela já tinha revisitado “Everything is Free”, da Gillian Welch, em parceria com a nossa querida Courtney Barnett nesta quarentena e agora ela divide o palco com a novata inglesa Arlo Parks, que acompanha a balada ao piano.

Lindaço hein.

Nick-Cave-Idiot-Prayer

A bela apresentação que Nick Cave fez sozinho ao piano no Alexandra Palace, em Londres, em junho deste ano, para depois exibi-la pela internet no mês seguinte, vai virar disco ao vivo. Idiot Prayer chega às plataformas de streaming e aos formatos vinil e CD no dia 20 de novembro (no aniversário do Trabalho Sujo!) e no início do mês o filme será exibido em algumas salas de cinema pelo mundo (mais informações lá no site do Nick Cave). Haja coragem pra ver isso no cinema em 2020!

A capa do disco é esta acima e as músicas que estarão no álbum são as seguintes:

“Idiot Prayer”
“Sad Waters”
“Brompton Oratory”
“Palaces of Montezuma”
“Girl in Amber”
“Man in the Moon”
“Nobody’s Baby Now”
“(Are You) The One That I’ve Been Waiting For?”
“Waiting for You”
“The Mercy Seat”
“Euthanasia”
“Jubilee Street”
“Far From Me”
“He Wants You”
“Higgs Boson Blues”
“Stranger Than Kindness”
“Into My Arms”
“The Ship Song”
“Papa Won’t Leave You, Henry”
“Black Hair”
“Galleon Ship”

Billie-Eilish-tinydesk

A apresentação de Billie Eilish no Tiny Desk Concert (uma semana depois da participação do Tame Impala) traz só duas músicas – e ao escolher duas novas canções, “My Future” (infelizmente sem a parte mais dançante) e “Everything I Wanted” e concentrar seu show na parceria com o irmão Finneas (cada vez mais em cena), ela deixa aquele gostinho de quero mais…

Que maravilha…