Que alento assistir à apresentação de Paulinho da Viola ao vivo no meio desta quarentena às vésperas de uma eleição tão improvável. Um segundo turno de eleições para prefeito em algumas das principais cidades do Brasil que mostra novos nomes de uma esquerda nada reacionária, positiva e pra frente, funciona como um horizonte possível neste tétrico 2020 e a aparição sensível e delicada de Paulinho na noite deste sábado, agiu como um portal para um Brasil que vem sendo vilipendiado desde que tiraram Dilma à força da presidência. Com um tato específico seu, ele nos conduziu a um repertório invejável que mostra não apenas toda sua majestade, como o quanto a cultura brasileira é mais forte que o lado mais abjeto do país numa apresentação memorável, que segue disponível online (embora a Globoplay ainda não tenha descoberto a tecnologia que permite incorporar seus vídeos em outros sites). Olha esse rosário de hits:
“Onde a Dor Não Tem Razão”
“Peregrino”
“Ruas Que Sonhei”
“Vela no Breu”
“Coração Imprudente”
“Amor à Natureza”
“Ela Sabe Quem Eu Sou”
“Retiro”
“Para um Amor no Recife”
“Dança da Solidão”
“Roendo as Unhas”
“Coisas do Mundo, Minha Nega”
“Ainda Mais”
“Pecado Capital”
“Argumento”
“Eu Canto Samba”
“Talismã”
“Coração Leviano”
“Foi Um Rio Que Passou Em Minha Vida”
“Timoneiro”
“Sinal Fechado”
Letrux mostra sua versão ao piano em uma apresentação ao vivo que aconteceu neste fim de semana, dentro da programação da Virada Cultural de São Paulo, em uma versão sediada em Rio Grande da Serra, na região do ABC paulistano. Sozinha tocando o instrumento ou acompanhada do companheiro Thiago Vivas ou do compadre Arthur Bragante, Letícia Novaes tocou versões para Radiohead, Paralamas do Sucesso, PJ Harvey, Charlotte Gainsbourg e Caetano Veloso enquanto as entrelaça com poemas de Ana Cristina César, Hilda Hilst e Silvia Plath numa apresentação que aconteceu neste fim de semana e começa no minuto 5:54:00 do vídeo abaixo:
“Caravana” (Geraldo Azevedo)
“Puro Teatro” (La Lupe)
“Timing” (Kevin Johansen)
“Fake Plastic Trees” (Radiohead)
“Interlúdio”
“The Dancer” (PJ Harvey)
“Uns Dias” (Paralamas do Sucesso)
“Everything I Cannot See” (Charlotte Gainsbourg)
“Alguém Cantando” (Caetano Veloso)
“Take My Breath Away” (Berlin)
“Lama” (Núbia Lafayette)
Projeto dos sonhos de Anelis Assumpção, o Museu Itamar Assumpção finalmente saiu do papel. O projeto virtual, primeiro museu dedicado a um artista negro no Brasil, celebra a importância de seu pai e o coloca na devida perspectiva afrobrasileira, para além dos circuitos intelectuais, que o classificam como “excêntrico”, “vanguarda” ou “difícil”. Não por acaso o museu, conhecido pelo genial acrônimo MU.ITA, foi inaugurado nesta sexta-feira, dia da consciência negra, reunindo inúmeros registros sobre a vida e obra do mestre Beleléu em versão virtual e também é o primeiro museu brasileiro com tradução para iorubá. O lançamento foi marcado por um show apaixonado que Anelis assumindo fez no Teatro Sérgio Cardoso – com todos os protocolos de segurança e sem púbico, claro – cantando as canções de seu pai acompanhada por sua banda, com direção magistral de Ava Rocha. Sente o drama:
“Nosso Pai”, com Denise Assunção
“Mulher Segundo Meu Pai”
“Receita Rápida”
“Meus tempos de criança”
“Filho de Santa Maria”
“Batuque”
“Nega Música”
“Persigo São Paulo”
“Ir pra Berlim
“Que tal o impossível?”
“Milágrimas”
“Beleléu Via Embratel”
“Devia ser proibido”
Que maravilha
Os Arctic Monkeys antecipam o disco ao vivo que lançarão em dezembro mostrando a versão que fizeram para o hit “505” na apresentação que fizeram no dia 7 de junho de 2018 no Royal Albert Hall, em Londres.
“All rise…”
Com a quarentena, a emissora pública norte-americana NPR passou a buscar clássicos em seu arquivo, como esse show do nosso trio favorito Yo La Tengo em 2013, tocando três músicas no estúdio do Tiny Desk Concert.
“Is That Enough”
“Tears Are In Your Eyes”
“Ohm”
Mas que a bateria da Georgia faz falta, ah faz…
“Exu matou um pássaro ontem com uma pedra que só jogou hoje”: é assim Emicida anuncia, AmarElo – É Tudo Pra Ontem, seu especial de fim de ano, que será exibido dia 8 de dezembro no Netflix, no primeiro trailer que fez do documentário sobre seu disco mais recente e a histórica apresentação que fez no fim do ano passado no Teatro Municipal de São Paulo.
Respeito é pra quem tem.
A musa australiana Kylie Minogue revisita o clássico “September” do Earth Wind & Fire em uma versão ao piano gravada pra BBC.
A escolha da versão foi literal, para reforçar a temático do discaço que ela acabou de lançar, Disco.
Se prepara.
Já que a pandemia mudou todas agendas, o New Order resolveu abrir 2021 lançando mais um disco ao vivo: o registro do único show que o grupo de Manchester deu em 2018, quando tocou no clássico palco do Alexandra Palace (o mesmo em que Nick Cave gravou sozinho seu Idiot Prayer). O grupo aproveitou o aniversário de dois anos do show, que aconteceu no dia 9 de novembro, para anunciar o novo disco, que virá em “múltiplos formatos” e não tem título definido ainda, mas deve ser lançado em abril do ano que vem. Para antecipar o lançamento, eles soltaram a versão do show para “Sub-culture”:
E o repertório do show original foi esse (incluindo esse bis Joy Division):
“Singularity”
“Regret”
“Love Vigilantes”
“Ultraviolence”
“Disorder” (Joy Division cover)
“Crystal”
“Academic”
“Your Silent Face”
“Tutti Frutti”
“Sub-Culture”
“Bizarre Love Triangle”
“Vanishing Point”
“Waiting for the Sirens” Call”
“Plastic”
“The Perfect Kiss”
“True Faith”
“Blue Monday”
“Temptation”
Bis:
“Atmosphere”
“Decades”
“Love Will Tear Us Apart”
A versão virtual do festival espanhol Bilbao BBk Live aconteceu em junho desse ano, mas esse set do DJ catalão John Talabot é eterno…
Um abuso, dizaê. Que mestre.
O jovem mestre Kiko Dinucci leva seu ótimo disco Rastilho à versão online do festival curitibano, num ótimo registro ao vivo feito por Luan Cardoso.









