
Os Strokes aos poucos estão assumindo sua postura de banda clássica, mesmo insistindo no autotune nas músicas novas e fizeram bonito no primeiro dia do festival de Bonnaroo deste ano, em Manchester, nos EUA, que, apesar de terem escolhido uma música bem paumole pra começar a noite (“Killing Lies”, que não tocavam desde 2022), logo recuperaram o jogo emendando “Hard to Explain”, “You Only Live Once” e “The Adults Are Talking” em seguida, sem poupar hits – e foi a primeira vez que o grupo tocou na íntegra uma de suas novas canções, a balada “Falling Out of Love” – emendando em seguida com “Reptilia” e “Last Nite”.
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Que beleza de Inferninho Trabalho Sujo nesta sexta-feira no Redoma. A noite começou com o ótimo show da carioca Carol Maia, estreando na festa. Tocando ao lado de seu companheiro e baixista José Miguel Brasil, ela mostrou músicas de seus disco recentes e outras que ainda farão parte do seu próximo disco, que está produzindo. Habitando uma fronteira conhecida do cancioneiro carioca – em que a MPB quase blueseira encontra-se com o rock com aspirações poéticas -, ela traz um novo fôlego para esta tradição, injetando doses de indie rock e de rock alternativo nessa mistura, mas sem nunca pesar a mão, sempre dando ênfase à sensibilidade de suas canções. E a parceria musical com José Miguel é preciosa: enquanto ela dá o rumo das canções por acordes-base que toca em sua guitarra, ele abre novo plano ao transformar seu baixo num instrumento melódico, mais do que de apoio rítmico, dupla musical que os acompanha quando dividem os vocais. Acompanhada do insuperável baterista paulistano Quico Dramma (da dupla Kim & Dramma, que com poucos ensaios parecia ser integrante fixo da banda), Carol fechou a noite com a ótima “Feroz”, música que tem tudo para se transformar em seu primeiro hit.
Depois foi a vez de Ana Spalter estrear na festa e trazer ares mais pop à sua formação. Com o show baseado no disco Coisas Vêm e Vão, que lançou no ano passado, ela aos poucos começa a mostrar músicas do próximo trabalho que mantém a verve MPB do disco de estreia, mas aos poucos começa a mostrar elementos de música pop. Sua ótima banda entende o recado e segue o rumo – e mesmo formada por músicos exímios (Johnny Accetta na guitarra e vocal e Pedro Petrucci no baixo e os convidados Jampa na batera e Bruno “Neca” Fechine dos Tangolo Mangos nas percussões e vocais), prefere deixar o virtuosismo técnico em segundo plano para reforçar as canções de Ana. Fazendo aniversário no dia do show, ela deu um presente ao público ao convidar Carol para dividir o palco em um belo dueto de guitarra e teclados na eterna “Samba em Prelúdio”, de Baden Powell e Vinícius de Moraes.
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Já vai se programando porque em junho teremos mais um Inferninho Trabalho Sujo no Redoma reunindo duas cantoras em ascensão que mostram seus trabalhos recém-lançados com suas respectivas noites. No dia 12, a carioca Carol Maia estreia na festa trazendo no repertório seu recém-lançado It’s Nice to See a Lake In Your Eyes, em parceria com o baterista norte-americano Jeremy Gustin, e dos EPs Mundo de Espuma (2021) Urutu Fitas: Carol Maia (também deste ano), acompanhada de sua banda, formada por José Miguel Brasil e Thomás Medeiros, e mostrando suas canções que ficam entre o jazz, a música brasileira e o rock alternativo. Depois dela é a vez de Ana Spalter mostrar seu disco Coisas Vêm e Vão, lançado no ano passado, em que explora a canção paulistana contemporânea, e vem acompanhada de Johnny Accetta, Léo de Braga, Pedro Petrucci e Bruno “Neca” Fecchine. Como de praxe, eu mesmo discoteco antes, entre e depois dos shows. A casa abre às 21h, o primeiro show começa às 22h e os ingressos já estão à venda.

Ao apresentar-se em mais um show de sua turnê pelos EUA, Bob Dylan presenteou o público que foi vê-lo em Eugene na terça passada com uma volta ao hino “I Shall Be Released”, que ele não tocava ao vivo desde 2008. Pelo jeito essa turnê vai trazer vários clássicos desenterrados…
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O grupo My Chemical Romance anunciou em maio que estaria revisitando seu disco de 2010 (Danger Days: The True Lives of the Fabulous Killjoys) para comemorar os quinze anos do disco. A reedição de luxo sai no dia 10 de julho e além de trazer as 15 músicas originais em versões remasterizadas, também recolhe oito outras músicas gravadas naquele período. E entre sobras de gravação e versões ao vivo, o grupo formalizou o relançamento de sua versão para “Common People” do Pulp ao apresentá-la no estúdio da rádio inglesa BBC. Uma versão ok, que não compromete mas não avança, mas tem o trunfo de talvez trazer um novo público para a banda inglesa liderada por Jarvis Cocker.
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Finalmente consegui assistir ao show do novo disco de Yma, Sentimental Palace, um dos melhores discos indies brasileiros do ano passado, na apresentação que fez nesta quinta-feira na Casa Natura Musical. Deu pra ver como ela subiu um degrau considerável em relação aos shows que fazia anteriormente, mesmo mantendo a mesma banda-base e com a expertise de anos de estrada regulada para este novo trabalho. Da direção de arte no palco – desde o castelo de papelão que traz na cabeça à primeira música ao figurino de todos os integrantes da banda – à direção musical, com direito a dois saxofonistas (com a entrada de Melifona na banda, que ainda esmerilhou no vocal na música do bis) e à presença do produtor do disco e companheiro Nando Rischbieter no palco, revezando-se entre vocais, teclado e violão. O resto da banda – Uiu Lopes no baixo (que também arrasa quando faz o dueto vocal em “Summer Lover”), Leon Perez (teclados), André Luiz (guitarra), Marco Trintinalha (bateria) e Vinícius Rodrigues (o saxofonista original) – tem uma cumplicidade de palco inabalável e acompanham Yma por seus devaneios dramáticos, ajudando-a a pintar o gótico lynchiano multicolorido que caracteriza seu universo musical. A mudança do novo trabalho é de escala: se em Par de Olhos ela pisava no mesmo chão do público, no novo álbum ela o eleva para o palácio sentimental do título, que tem um quê de conto de fadas e outro de hotel decadente. E o show acompanha essa nova escala, em que ela não só tocou quase toda íntegra do disco (só “Dentro de Mim” e “Passageira S.” ficaram de fora), um punhado considerável com as melhores do disco de estreia e canções intermediárias como o single “No Aquário” e “Meredith Monk”, que compôs para o disco que gravou com Jadsa. E essa escala se refletiu quando convidou o público para subir no palco para fazer a já clássica dancinha em fila em “Pequenos Rios”, que ficou para o final da noite. Muito bem.
#yma #casanaturamusical #trabalhosujo2026shows 137

Nick Cave começou a nova turnê que está fazendo com seus Bad Seeds nesta quarta-feira pela capital da Irlanda, Dublin, e para dar um agrado aos seus fãs locais, voltou a tocar, pela primeira vez em quase trinta anos a versão que faziam para “A Rainy Night on Soho”, dos heróis locais dos Pogues, repetindo o gesto (e a canção) que Dylan fez na mesma cidade em novembro do ano passado. Não foi a única raridade que trouxe de volta aos palcos nesta apresentação, tocando “Train Long-Suffering” pela primeira vez desde 1989 (!), “Nobody’s Baby Now” (que foi tocada pela última vez em 2017), “Hiding All Away” (fora dos palcos desde 2013) e “Stranger than Kindness” (que não tocava desde 2015). O resto da noite veio cheio de clássicos – de “Tupelo” a “Henry Lee”, passando por “Red Right Hand”, “The Mercy Seat”, “Papa Won’t Leave You Henry”, “Into my Arms” e outras joias.
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O próximo disco dos Strokes, Reality Awaits, sofreu com a espera do título e teve seu lançamento, que originalmente seria no dia 26 deste mês, adiado para o dia 24 de julho. Para diminuir o impacto da má notícia, o grupo aproveitou para anunciar o show de lançamento em sua cidade-natal, que não havia sido incluso na programação da turnê que divulgaram logo após anunciar o novo álbum. E olha que sonho indie hipster da primeira década deste século: o grupo apresenta-se em Nova York no dia 24 de outubro deste ano no Flushing Meadows Corona Park com a abertura das bandas Fcukers, TV on the Radio e Beach House. Não custa lembrar que o grupo vem para o Brasil no fim do ano como uma das principais atrações da versão paulistana do festival Primavera.

O Wu-Tang Clan foi a atração musical do intervalo da final desta quarta-feira da NBA, quando o Knicks puxou uma virada histórica a partir da metade do jogo, quando, depois de estar perdendo por 29 pontos de diferença, mudou o placar e ganhou a partida por um ponto! E muita gente tá botando na conta do grupo de rap a pilha pro time de Nova York ter encontrado energia pra virar a mesa. Não duvide…
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Olha que notícia boa: uma das bandas argentinas mais importantes em atividade, o quinteto El Mato a un Policia Motorizado volta ao Brasil para duas apresentações no país, uma em Porto Alegre (dia 10 de outubro no Opinião) e outra em São Paulo (dia 11 no Cine Joia). Os ingressos já estão à venda! Quem vai?