
“Nessa mesma casa de shows, Prince começou sua Revolution, agora é a nossa vez”, disse o guitarrista Tom Morello na sexta–feira passada, ao começar seu show dentro do festival Defend Minnesota ,que foi realizado no First Avenue, em Mineápolis, nos EUA, quando anunciou que iria cantar um velho hino de guerra, pedindo para o público cantar junto antes de cair no maior hit de sua antiga banda, o Rage Against the Machine. Que momento!
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E vocês viram que teve Tim Maia no Grammy? Não, o síndico não ganhou nenhum troféu na cerimônia que aconteceu domingo passados em Los Angeles, mas repara na música que toca quando é anunciado o vencedor do prêmio de melhor trilha sonora? É isso aí, “Descobridor dos Sete Mares”, top 1 em qualquer festa de ~brasilidades~ por aqui marcou sua presença na premiação da indústria fotográfica dos EUA. Demorou pra descobrirem o Síndico, né?
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Começamos o ano tranquilos no Centro da Terra tocados com o belo espetáculo familiar que os irmãos Ná e Marco Ozzetti puderam nos proporcionar nesta primeira segunda-feira de fevereiro. Antecipando Música na Poesia, disco que lançarão no final deste mês que partiu da intenção de Marco em musicar a poesia da baiana Simone Bacelar que foi abraçada pela irmã Ná. Foi ela que montou a banda formada pela sobrinha Thata Ozzetti, filha de outro irmão, Dante, que também estava na plateia, na percussão e pelo baixista Xantilee Jesus, que a própria Ná se referiu como família devido ao tempo que trabalham juntos – citando o contrabaixo de “Nós”, segunda música de seu primeiro disco solo, lançado em 1988. Juntos passearam por um repertório em que a voz de Ná e o violão de Marco ecovam a musicalidade brasileira de um século atrás, quando nossa música começou a se movimentar pelas ondas do rádio. A apresentação ainda contou com mais familiares no percurso, quando a cantora Mariana Furquim e a percussionista Luana Ozzetti, que tocou lindamente cuíca em uma música, as duas filhas de Marco, deixando o clima desta primeira apresentação do ano ainda mais confortável e aconchegante.
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Nesta primeira segunda de fevereiro damos início ao oitavo ano da curadoria de música no Centro da Terra e Ná Ozzetti foi a convidada para abrir essa nova série de apresentações, quando vem ao lado de seu irmão Marco Ozzetti celebrar a poesia de Simone Bacelar em canções que estarão no primeiro disco que lançarão juntos, ainda este ano, chamado de Música na Poesia. O espetáculo ainda conta com as participações de Thata Ozzetti na percussão e Xantilee no contrabaixo ,mantendo a mesma formação que registrou o futuro disco. A apresentação começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados pelo site do Centro da Terra.
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Quem gosta de Abba e de Pulp já deve ter percebido que o trabalho das duas bandas, apesar de não parecer, pertencem a um mesmo universo musical. Então imagine a possibilidade de ver o Pulp tocando Abba à frente de uma orquestra? Foi isso que a BBC pensou ao chamar a banda liderada por Jarvis Cocker para tocar em seu clássico estúdio Maida Vale, acompanhados pela orquestra da própria emissora inglesa. O melhor foi que Jarvis preferiu uma música pouco manjada do quarteto sueco para a apresentação, “The Day Before You Came”, de 1982. Olha isso…
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É impressionante como estar numa banda pode elevar o estado de espírito coletivo de seus integrantes a ponto de fazê-lo conectar-se com o de todos os presentes – e em todo show dos Boogarins eles chegam nesse ponto. A simbiose entre seus integrantes já transcende a fala e o gesto de tanto que eles dominaram a arte do improviso coletivo, usando ganchos pontuais de suas canções como marcações sonoras para atravessar diferentes pontos da noite em seus shows. Quando o mapa da noite é longevo Manual, segundo disco da banda que começou a festejar sua primeira década de existência no final do ano passado, essa conexão entre músicos e plateia talvez chegue em sua sintonia perfeita. Primeiro porque esse é o álbum que forjou o som da banda até hoje, em que seus atuais quatro integrantes participaram de todas as etapas e cujas canções refletem tanto o início de sua maturidade musical tanto como compositores quanto como instrumentistas. Essa força decana do disco conecta-se inclusive com a nova geração de fãs da banda goiana, contemporâneos de suas lives durante a pandemia, dos dois volumes da compilação Manchaca, da retomada aos palcos depois do período de trevas do início da década e da criação e lançamento de seu disco mais recente, Bacuri, tido como obra-prima para essa nova safra de adeptos do som da banda. Fpra, estes que em sua maioria lotaram o teatro Paulo Autran neste sábado em mais uma apresentação em homenagem ao disco de 2015, quando o grupo visitou o álbum como deve ser – seguindo-o na ordem e com direito a longos trechos improvisados, o que rendeu momentos catárticos para o público. Depois de agradecer a presença de todos e reforçar a importância de existir por causa da música, o grupo emendou um bis com duas músicas do disco mais recente (“Amor de Indie” e a faixa-título) e uma do disco Lá Vem a Morte de 2017 (a canção-assinatura “Foi Mal”) para coroar um show que ainda teve a já tradicional prancha do baixista Fefel, quando ele abandona sua peruca, e uma mudança significativa na parte técnica da banda, fazendo inclusive iluminação e telão funcionarem em harmonia perfeita. Se o show de abertura desta turnê no Cine Joia já tinha sido impressionante, este mais recente subiu ainda mais o patamar. Ninguém segura os Boogarins!
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Rosalía pôs um ponto final na falsa polêmica ao redor de seu posicionamento politico em relação ao genocídio palestino ao fazer uma aparição surpresa no Concert-Manifest x Palestina que aconteceu nesta quinta-feira, no Palau Sant Jordi, em Barcelona, capital da província em que nasceu, a Catalunha, na Espanha. Depois de apresentações de Zaho de Sagazan, Ana Tijoux, Aurora, Bad Gyal, Tinariwen, Amaia e Morad, ela surgiu com o silêncio e a escuridão da expectativa ao redor de uma surpresa deste porte e fez bonito ao cantar o flamenco “La Perla” para delírio do encantado público presente. Muito bem, dona Rosalía…
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No meio desse mês, o Wilco realizou seu tradicional festival Sky Blue Sky num resort em Cancún, no México, presenteando seus fãs com uma sequência de atrações curada pelo grupo que além de reunir nomes como Yo La Tengo, Dinosaur Jr., Dr. Dog, os Jayhawks, Michael Shannon e Jason Narducy tocando R.E.M., entre outros, ainda contou com quatro shows diferentes do Wilco e outros de bandas paralelas de seus integrantes (além de ter perdido o show solo do geese Cameron Winter, que não pode comparecer ao show). E é claro que um evento desses renderia momentos maravilhosos como essa versão de treze minutos que o Wilco fez para “Cortez the Killer” do Neil Young com a participação do mago da guitarra J Mascis, do Dinosaur Jr. Que momento!
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A primeira edição do Inferninho Trabalho Sujo no Picles em 2026 começou com um show assertivo de Leon Gurfein, que cada vez mais toma conta do percurso que está disposto a recorrer, seja com suas canções próprias, tocando guitarra e baixo ou músicas alheias. Acompanhado do guitarrista Marcos M7i9 (que depois seguiria no palco acompanhando Lauiz) e do beatmaker Charles Tixier, Leon derramou sua carga dramática em canções “Escândalo” imortalizada por Ângela Ro Ro, “Little Trouble Girl” do encontro de Kim Deal e Kim Gordon no Sonic Youth em uma versão em castelhano, a argentina “Viento Helado” da líder da banda Suárez Rosario Bléfari e até David Lynch, quando cantou “In Heaven (Lady in the Radiator Song)” do filme Eraserhead para encerrar sua apresentação, seu melhor show até aqui.
Depois foi a vez de Lauiz assumir o palco do Picles e pela primeira vez fazer um show tocando guitarra, apontando os rumos para seu próximo álbum, inevitavelmente mais rock. Mais uma vez tocando ao lado da cozinha do Celacanto (Giovanni Lenti na bateria e Matheus Costa no baixo) e do eterno compadre Marcos M7i9, que havia acabado de tocar com Leon Gurfein e se revezava entre os eletrônicos e a guitarra. Além de tocar músicas antigas (cantadas a plenos pulmões por seus fãs enlouquecidos), Lauiz preferiu mostrar algumas novas e exibir-se na guitarra, chegando até a usar um slide para deixar o som mais Estados Unidos, como foi a tônica da noite. Que encerrou com outra música do mesmo país, quando resolveu encarnar os White Stripes na clássica “Fell in Love With a Girl”. Depois coube a mim e a Fran a segurar uma pista de quinta até quatro e pouco da manhã, mas o que não é uma festa em janeiro, né?
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Não para, não para, não para! Nesta quinta-feira tem mais uma edição do @inferninhotrabalhosujo, a primeira de 2026 no querido Picles, que quando trago dois shows daqueles: estreando no palco da casa e da festa vem o drama pop performático de Leon Gurfein, seguido de uma apresentação experimental do programador dos Pelados Lauiz, que mostrará novas músicas! O Picles fica no número 1838 da Cardeal Arcoverde, no canteiro de obras chamado Pinheiros, e a festa começa às 20h – quem pegar o ingresso online não paga pra entrar se chegar antes das 21h30. Os shows começam às 22h! E depois, eu assumo a discotecagem da noite ao lado da querida Francesca Ribeiro. Vai ser daquele jeito, vamos lá!