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Hora de dar jogar o holofote no lado trilheiro do diretor John Carpenter.

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Logo que Syro, o primeiro disco de Aphex Twin em treze anos, foi lançado no ano passado que comentava-se que Richard D. James demorou tanto para lançá-lo pois havia tirado os últimos anos para organizar sua coleção de gravações próprias, lançadas ou não. E logo após o lançamento de seu primeiro disco de 2015 surge uma conta no Soundcloud (que foi mudando de id com o tempo, sempre acrescentando um zero a mais ao perfil anônimo) que começou a despejar músicas que poderiam ser as produções que James vem organizando desde a virada do século. Ou pelo menos as faixas que ele não tem a intenção de lançar comercialmente. Ou um enorme teste em relação à fidelidade dos fãs. A quantidade de faixas upadas ultrapassa as dezenas (e continuam subindo…) e é quase consenso no fórum oficial de discussão sobre a obra de Aphex Twin que é o próprio Richard quem está subindo os arquivos. Ainda não há uma compilação (oficial ou não) de tudo que foi subido, mas com certeza vamos ouvir (e ouvir falar) muito dele esse 2015…

cantareira-

E você, que mora em Sâo Paulo, já está se preparando para enfrentar a seca de 2015? Ou o plano B é mudar de cidade? Considere uma das opções pois a crise é fato, como dá pra ver por essa entrevista da ambientalista Marussia Whately, do projeto Água São Paulo e do Instituto Socioambiental (ISA). Destaco um trecho:

“O plano de contingência é a principal reivindicação da Aliança pela Água. Em final de outubro do ano passado, fizemos um processo rápido de escuta de mais ou menos 280 especialistas de diferentes áreas. E o plano de contingência apareceu como uma das principais reivindicações desses especialistas.

Naquela ocasião, a idéia predominante era que se adotasse um plano de contingência que permitisse que chegássemos a abril deste ano com um nível de reservação de água nas represas, que desse para aguentar o período da estiagem. Infelizmente, esse plano não foi elaborado e muito menos realizado.

O que aconteceu na prática foi uma negação da crise hídrica por parte do governo do Estado até dezembro de 2014 —uma negação que vai levar para outras instâncias de responsabilização.

O governador terminou o ano dizendo que não teríamos racionamento e que não haveria falta d’água. E começou 2015 dizendo que existe o racionamento e que pode ser que falte água.

Se fosse um novo governador, a gente até poderia aceitar, mas se trata do mesmo cara. Então tem uma questão aí: a forma como a crise foi conduzida nos fez perder muito tempo em termos de ações para chegar a um nível seguro em abril.

Realmente, existe um componente de clima na crise que não dá para negar. Já está confirmado que 2014 foi o ano mais quente da história. O que já seria um quadro de extrema gravidade, entretanto, tem sido agravado porque desde 2011 a Sabesp está super-explorando as represas. Ou seja, tirando delas mais água do que entra.

O governo do Estado deveria ter assumido a liderança em relação à crise da água em São Paulo. No caso do sistema Cantareira, essa liderança deveria ser dividida com o governo federal, por intermédio da Agência Nacional de Águas e do Ministério do Meio Ambiente, a quem compete organizar a Política Nacional de Recursos Hídricos. O problema é que muitos dos nossos instrumentos de gestão vem sendo desmantelados em escala federal, estadual e municipal.

Vale a pena ler tudo antes de entrar em pânico ou desmerecer a crise como “alarmismo”. O texto foi escrito antes do racionamento ser cogitado pelo governo do estado e a foto, da Mídia Ninja, que ilustra o post também ilustra o artigo original.