
Escrevi no meu blog do UOL porque os números de Lost fazem sentido especificamente hoje: http://matias.blogosfera.uol.com.br/2015/04/08/fanaticos-pela-serie-comemoram-hoje-e-dia-de-lost/.
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4, 8, 15, 16, 23, 42…
Enquanto Lost era a série mais importante de seu tempo, estes seis números confundiam os fãs e serviam como prova para quem não acompanhava a série que tudo aquilo era só um emaranhado de referências aleatórias feitas para instigar a atenção e fazer os aficionados discutirem sobre temas sem sentido.
A série acabou em 2010, algumas coisas foram explicadas, muitas delas não, entre elas, a sequência de números que apareciam em todo canto da série, de um bilhete da loteria premiado em 2004 a um número talhado numa escotilha enterrada nos anos 70.

Como a internet não para, alguém descobriu que a combinação dos números faz sentido especificamente hoje, dia 8 de abril de 2015. Mais especificamente às quatro e vinte e três da tarde, aos quarenta e dois segundos…
Sim: 4 (abril) / 8 / 15 / 16:23:42. Os números formam a data precisa de uma comemoração que irá ser feita apenas por fãs fervorosos da série de J.J. Abrams. Aqueles que, mesmo sem ter gostado do final, ainda celebram o seriado como um dos mais importantes de nossos dias.
E, de quebra, transforma o dia 8 de abril no dia anual de Lost. Como o quatro de maio (May the 4th/Force) é o de Guerra nas Estrelas.
E essa agora?


Parceiros de longa estrada, Nick Cave e Warren Ellis assinam juntos a trilha sonora do novo filme estrelado por Viggo Mortensen, o francês Loin des Hommes, dirigido por David Oelhoffen. O filme é inspirado no conto existencialista de Albert Camus O Hóspede, em que um policial tem que atravessar o deserto da Argélia para levar um condenado ao julgamento. É o segundo filme com Mortensen que tem a trilha da dupla – o primeiro foi outra jornada crua, o distópico A Estrada, de 2009, baseado no livro homônimo de Cormac McCarthy.

Começou com um anúncio através da página do Facebook do Twin Peaks Festival neste domingo:
We just received the this message from David Lynch's office:Dear Facebook Friends, David wanted me to pass along the…
Posted by Twin Peaks Festival on Domingo, 5 de abril de 2015
Depois as mesmas frases foram repetidas em uma série de tweets.

Em outras palavas, o Showtime não pagou o quanto o David Lynch havia pedido para escrever e dirigir a nova temporada da série, que deveria ir ao ar no ano que vem, quando o seriado completar 25 anos. Mas… como continuar Twin Peaks sem David Lynch?

Perdeu aquela matéria sobre a economia no telejornal de hoje? Tudo bem: Charlie Brooker, o criador de Black Mirror, resume todas elas no no vídeo a seguir.

Mais um ponto a favor do filme Ex-Machina,, a estreia do escritor e roteirista Alex Garland na direção, é a presença da dupla Geoff Barrow e Ben Salisbury na trilha sonora. Barrow, do Portishead, é velho comparsa do compositor Salisbury e juntos fizeram a ótima trilha sonora para o filme inexistente Drokk, ambientado no universo scifi britânico que John Wagner e Carlos Ezquerra inventaram para o Juiz Dredd. Agora eles voltam para os climões pesados e sombrios sob outra ótica: a da inteligência artificial. Dá pra ouvir a trilha inteira aí embaixo:

Esqueci de comentar o trailer do novo Mad Max, que zera a história original para erguer a Cúpula do Trovão no comboio incessante do segundo filme da série (o melhor).
Fora o excesso de filtros de laranja, o que dá pra sacar é que baixou um Robert Rodriguez no australiano George Miller, que parece mais interessado nos excessos provocados pela conjunção de velocidade e violência do que propriamente em contar uma história. Não que haja algum problema nisso… Agora é torcer pra ver se o Tom Hardy faz jus ao papel que é eternamente de Mel Gibson.

O encontro foi tão épico que além do selfie com David Lynch, o vocalista dos Flaming Lips também postou uma foto dele tirando o selfie com o cineasta lóki.


