Spoilerzaço do episódio de hoje, só vê se quiser…
Terminado um episódio de Lost, eu e o Ronaldo quase sempre nos encontrávamos pra trocar impressões sobre o ocorrido. Pensando nessa quinta temporada, resolvemos formalizar o papo e pensamos em transformar a discussão em uma mesa redonda de dois sobre cada episódio do novo ano da série. E, viajando na idéia, pensamos em transformar isso numa faixa de comentários.
Então funciona assim: você baixa o episódio e o MP3 no mesmo computador e quando falarmos “valendo” no áudio, você aperta o play do vídeo – assim, você assiste Lost junto com a gente, olha que fantárdigo. Como a série voltou com um episódio duplo, gravamos esse o papo apenas em cima do primeiro episódio – e semana que vem liberamos os comentários sobre o segundo e o terceiro, que vai ao ar hoje. Mas não ouça se não tiver assistido o episódio, afinal comentamos coisas que rolam mesmo antes de elas acontecerem.
Se você não quiser fazer esse esquema da sincronia também não tem problema: dá pra ouvir o áudio sem ver o seriado, afinal não ficamos o tempo todo falando “essa cena rola isso” ou “olha só o que acontece agora”. No fundo, Lost é só um motivo pra ficarmos falando do que está acontecendo com a cultura pop hoje em dia e como a série reflete vários anseios e acertos deste mesmo pop. Tudo certo, então? Vai nessa:
Alexandre Matias e Ronaldo Evangelista – Comentando Lost: Because You Left (link alternativo)
“No One’s Better Sake” em Porto Alegre
Decidi, só vou amanhã: mas já me avisaram que o show de hoje começa à meia-noite e o de quinta às 22h, por isso, não se atrase. E olha só quem vai abrir o show dos caras aqui em São Paulo…
Se alguém filmar ou tirar foto, dá um alou depois aê – quando o LJ estiver no palco, estarei vendo o Lost, hehehe
E falando em quadrinhos, que tal esse bonequinho que saiu do Mesmo Delivery do Grampá? Fodaço.
Teaser do documentário Brasil Heavy Metal, que eu vi no Pattoli. Só não entendi o que o Paulo Ricardo e o Roger tão fazendo aí no meio, mas tudo bem.
Terminei de ler o quadrinho original – o que me lembra de falar dele, do próprio Mark Millar (de novo?) e dos melhores filmes de 2008.
Versão completa – com as duas partes ouvidas – da polêmica envolvendo o De Leve e o carinha que se sentiu ofendido a ponto de sair no braço com o cara. Vi na Ana.
“Essa lição você tem que aprender: você só ganha o que você merece”, diz a voz em português no início do tão aguardado terceiro disco do Portishead, anunciando uma desoladora paisagem sonora: ribombo de percussão, cordas sintéticas, ruídos de guitarra – tudo cessa quando entra a voz de Beth Gibbons, dramática e chorosa. A atmosfera pós-punk, o ritmo tenso, a temperatura fria e a voz épica confirmam que estamos tanto em 2008 quanto no meio de um disco do Portishead. Mas onde estão as canções? Por mais que as texturas e camadas de som superpostas pela base instrumental da banda seja afiadíssima, a melodia se desfaz entre grunhidos elétricos, teclados “colocados”, ecos e efeitos barulhentos. Fora a belíssima “The Rip” (que lá pela metade perde toda sua beleza rumo a um arranjo minimalista e industrial sem vontade), todo o resto do disco subiria algumas posições caso fosse uma digressão instrumental, uma sinfonia de ambiências que teria parentesco tanto na música eletrônica erudita quanto no hip hop sem MC ou no pop com aspirações à seriedade. Mas sem a voz da banda para defender dramas e tragédias como se chorar fosse sinônimo de cantar e canções estruturadas tradicionalmente (estrofe, refrão, estrofe, etc.), o novo do Portishead soa como um tiro no escuro: plasticamente é lindo, mas tanto quem atira quanto quem ouviu o disparo não conseguem saber se algo foi atingido.
32) Portishead – Third
Portishead – “The Rip“






