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Paranoia

Imagina você chegar em casa e ouvir um recado na secretária eletrônica do Bart Simpson, quer dizer, de Nancy Cartwright, dubladora de Bart (embora ela só se identifique depois de se apresentar como o moleque amarelo)? Ouve aí em cima – e o povo dos Simpsons não curtiu, não, óbvio

Sério, a cada dia o mundo me impressiona mais.

O sample enganchado do começo e uma introdução à Dave Fridmann não nos preparam para as palmas que marcam o ritmo muito menos para os vocais esganiçados de Michael Angelakos. E pelo meio de “Sleepyhead”, percebe-se que o Passion Pit se encaixa perfeitamente na nova categoria criada pelo MGMT no ano passado – em que a psicodelia da pista de dança é traduzida para o século 21 sem perder seus ares essencialmente hippies. Mas o elemento bicho-grilo no caso não é o ripongo dos anos 60, mas o indie-kid fã de Scritti Pollitti e Prefab Sprout que, em algum momento dos anos 90, descobriu que, com uma guitarra e um sample, podia ser tão psicodélico quanto os Beatles ou o Pink Floyd de Syd Barrett. Primeiro single de uma banda ainda sem disco, “Sleepyhead” sofre do mesmo distúrbio bipolar que acomete a década – e é tão pueril e melancólica quanto assobiável e divertida. Uma jóia.


30) Passion Pit – “Sleepyhead

Por aqui. Não precisa agradecer.

4:20

Da bomb

Uou.

Amanhã eu continuo. Namasté e boa noite.

Nota: 7 pra esse episódio.

Fred, perspicaz.

Testado em animais

Daqui.

O saite da Abril publicou uma boa entrevista com a menina que, posando como coelhinha no estande da Playboy na Campus Party, foi vítima da mão boba de um nerd metido a espertão. Trechos:

Alguém realmente apertou seu bumbum quando você tirava foto?
Eu já tinha tirado foto com esse cara (identificado no Twitter como LewisIceman) várias vezes. Aí ele deu uma apertada bem forte. Fiquei indignada, porque o tratei com carinho, com respeito. Falei: “Você tá louco? Tem noção do que fez?”. E como eu estava vestida de coelhinha, representando a Playboy, não podia perder a pose. Fiquei chateada. Sei que estou exposta a esse tipo de coisa, mas ele estava errado.

Isso já havia acontecido alguma outra vez?
Em dois anos e meio como coelhinha, essa foi a segunda vez. Da outra vez foi em uma festa da revista. O cara que fez isso foi colocado para fora do lugar.

Você chegou a ver as pessoas te defendendo no Flickr e no Twitter?
Vi sim, gostei. Eles defenderam todas as mulheres, não só a mim.

Você pretende tomar alguma atitude legal contra o cara que apertou seu bumbum?
Prefiro esquecer, processá-lo não vai me ajudar em nada. Mas se ele processar as pessoas (que o acusaram), como ameaçou lá no Flickr e no Twitter, aí eu mudo de ideia.

E aos poucos um ou outro figura começam a redesenhar a imagem que o nerd de computador tem no imaginário coletivo…

Cês viram que o punk morreu de vez, né?

É, essa guitarra tá citando “California Übber Alles”… Vi na Bia.