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Paranoia

Que tal duas horas de Simian Mobile Disco pra esquentar ainda mais janeiro? É o primeiro Essential Mix da BBC de 2010 – coisa fina.

Simian Mobile Disco – Essential Mix 8/1-2010 (MP3)

Kraftwerk — “Franz Schubert”
Subway — “Xam”
Kikumoto Allstars — “Dco”
Levon Vincent — “Late Night Jam”
Simian Mobile Disco — “Cruel Intentions (feat. Beth Ditto) (Space Cave Mix)”
Unknown Artist — “Get The Curse”
Oliver Huntemann — “Shanghai Spinner (Joey Beltram Remix)”
Armando — “Don’t Take It (feat. Sharvette)”
Slam — “Room 2”
Denis Naidanow — “Wonderland (feat. Tyree)”
Oliver Huntemann — “Trummerfeld”
Simian Mobile Disco — “Are You In The Picture?”
On/Off — “Cirez D”
Dusty Kid — “Train # 1”
Raymond Scott — “Cindy Electronium Pt. 1”
Rogue Cat — “Magic Journey (Todd Terje Remix)”
Cassius — “Youth Speed Trouble Cigarettes (Radio Slave Mix)”
Dustin Zahn — “Stranger To Stability (Len Faki Mix)”
Blake Baxter & Abe Duque — “Let’s Take It Back (Joey Beltram Remix)”
SMD Delicatessen — “Aspic”
Raymond Scott — “Cindy Electronium Pt. 2”
Ramadanman — “Revenue (Untold Remix)”
Paul Woolford — “Pandemonium”
Psycatron — “Deeper Shades Of Black”
Alex Costa — “Evergreen”
Skream — “2 D”
Dexter — “Unknown Title”
Zomby — “Strange Fruit”
Deepgroove — “Spike”
Adam Beyer — “Something Good To Die For”
Caramel — “Cluster”
L-Vis 1990 — “The Bird”
MJ Cole — “Sincere (Mumdance Mix)”
Crookers Feat Miike Snow — “Remedy”

Como For

Não vi o Vicky Cristina Barcelona (é, eu sei, vou ver), mas há muito tempo não me divertia tanto com um Woody Allen quanto em Whatever Works. A história em si, embora louquíssima, não é o ponto central do filme: este é Larry David, encarnando um Woody Allen grosso e pouco se fodendo para o que acham dele. A química entre autor e personagem é perfeita e Woody aproveita que não está se representando para jogar um monte de merda no ventilador, com aquele mau humor característico do sujeito que nos deu George Costanza, só que elevado a uma potência crítica, que inclui uma autocrítica pesada que passa longe da autopiedade característica da atuação do diretor. Só o monólogo de abertura já é o suficiente para colocar este Whatever Works (como será que vão traduzir no Brasil? “O Que Rolar, Rolou”? A minha sugestão batiza o post) entre os melhores filmes de Woody Allen. E a frase que encerra tudo então? Gênio.

4:20

Guizado 2010

Guilherme também traz novidades: cruzei com ele depois do Instituto tocando Pink Floyd e ele disse que tá quase finalizando o segundo disco do Guizado, que deve ficar pronto lá por março. Esse ano promete!

Já reparou que os filmes clássicos do Kubrick sempre têm uma cena crucial no banheiro? O trauma pós-estupro no Laranja Mecânica, o suicídio em Nascido Para Matar, os encontros sobrenaturais de Jack em O Iluminado e por aí vai. O blog português O Homem Que Saiba Demasiado linkou o texto Stanley Kubrick: An Indoor-Plumbing Luddite, que trata desta questão:

Kubrick presented to us the following: The downfall of civilization was predicated by the advent of indoor plumbing. In other words, as soon as the excrement was permitted in the home, it’s stench began to permeate every aspect of society. There is no need to look that far for the cause to society’s ills – simply look towards your spacious bathroom.

Kubrick’s earliest attempt to convey this message under the studio system failed miserably. For decades, lost on the cutting room floor, was a scene in “Spartacus” where Tony Curtis was giving Spartacus a bath. This was a slave/master relationship that would later shift the balance of power and become a nice piece of “lost footage” for the special edition. I believe this early attempt by the studios to censor Kubrick was the first sign that he was onto something that the establishment wanted quieted right away.

Bem foda.

Sapinhôôô!

…é o Tony Stark! Ele pode ser excêntrico, fumar o cachimbo e morar no número 221-B da Baker Street, mas o personagem do novo filme de Guy Ritchie passa longe do Sherlock Holmes clássico. O filme é bem bom, mais por méritos do diretor e do roteiro (Jude Law também está bem bom, rejuvenescendo o pacato Watson sem tirar a identidade do personagem). E Downey Jr. também funciona, mas esse personagem não é o melhor detetive de todos os tempos antes da aparição do Batman. Aliás, quase não dá pra reconhecer o ar britânico no personagem, fora o sotaque. Cadê a austeridade? Cadê a fleuma? A sutileza? Nem tou reclamando da agilidade da história, do Sherlock correr mais em um filme do que em todos os livros do Conan Doyle juntos e nem da cena (desnecessária, mas bem resolvida) da luta livre. Mas esperava um pouquinho mais de wit e menos tiração de onda. Quem sabe, no segundo (afinal, é óbvio que o filme inaugura – mais – uma série).

4:20

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