Mais um designer pirando na mitologia alheia: o tarô acima é idéia do Alex Griendling, que dissecou os arquétipos do programa nesta série de cartas. Ficou bem jóia.
Quem será esse personagem do título do episódio de hoje?
Recapitulando até aqui…
Já disse hoje que o Arnaldo é um gênio?
Se não disse, não verbalizei, porque eu penso nisso o tempo todo. Eu sei, compadre, se juntassem todas as vezes que te chamaram de gênio e trocasse por um real dava um salário decente até o fim da vida. Mas é de coração, você sabe.
Olha o rastro de fumaça do vulcão da Islândia…
Via NYT.
Parece fodaço, mas tem algo em Exit Through the Gift Shop que me lembra o F for Fake do Orson Welles…
O próprio Guetta me lembra o Elmyr…
Ah, que filme foda. Nenhum cineasta revolucionou o cinema três vezes, né…
E não custa lembrar que o Banksy é o maior artista do mundo hoje…
Minha coluninha que saiu ontem no Caderno 2…
Os blues dos anos 10
O drama do LCD Soundsystem
Às vésperas de lançar seu terceiro disco em maio, o grupo nova-iorquino LCD Soundsystem fez um show surpresa no Webster Hall, em sua cidade-natal, na última segunda-feira. Em dado momento da apresentação, o líder e vocalista da banda, James Murphy, caiu de joelhos no palco e se dirigiu ao público com seriedade. “Se você receber uma cópia do disco e tiver vontade de compartilhá-la com mundo, por favor não faça isso”, disse. “Passamos dois anos fazendo este álbum e queremos lançá-lo quando acharmos que é a hora de lançá-lo. Não estou preocupado com o dinheiro – depois que o disco for lançado, você pode dá-lo de graça para quem você quiser, mas até lá, guarde-o consigo.”
O desabafo vem de um dos artistas que melhor souberam usar a internet para se estabelecer. Mais do que um simples astro lançado no MySpace, o LCD Soundsystem se lançou em singles que foram distribuídos primeiro via MP3 e depois foram remixados por DJs e produtores tanto do selo de Murphy (a DFA) quanto de fora – remixes que corriam a internet afora.
Oito anos depois de lançar sua primeira música (“Losing My Edge”), a banda cresceu o suficiente para se incomodar com aquilo que antes foi seu principal canal de divulgação.
Não é exclusividade deles. Grande parte da geração que se estabeleceu graças à internet agora se vê às voltas com os mesmos problemas dos artistas que já eram grandes quando a internet se popularizou. Em entrevista à revista Rolling Stone brasileira, o vocalista do Franz Ferdinand, Alex Kapranos, comentou que a cantora “Lily Allen foi destruída pela imprensa por dizer que as bandas mais novas sofrem mais com isso”.
Ouvindo This is Happening, o terceiro disco do LCD Soundsystem, percebe-se que a tensão inquieta dos anteriores segue presente, mas misturada com uma tristeza e desilusão que não havia antes. Talvez James Murphy esteja sentindo um novo tipo de blues, uma tensão digital típica dos novíssimos anos 10.
“Cortem a cabeça!”
Alice no iPad
A versão de Tim Burton para o clássico Alice no País das Maravilhas estreia na próxima quarta no Brasil, mas a menina entrou em outro ambiente fantástico na semana passada. Alice in the iPad é um aplicativo em que é possível ler o livro de Lewis Carroll com ilustrações em movimento, que invadem o texto e mudam conforme se mexe com o aparelho, deixando o leitor tão perdido quanto Alice. O aplicativo custa US$ 9.
Enquanto isso, os Estados Unidos destroem seu próprio legado…






