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Paranoia

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A banda de Rivers Cuomo volta a dar as caras com um clipe ridiculamente herege – ou seria heregemente ridículo?

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O editor Jorge Luengo Ruiz mostra em um vídeo como a série Breaking Bad, de Vince Gilligan, é influenciada, tanto temática quanto visualmente, pela obra-prima de Quentin Tarantino, Pulp Fiction.

Não é plágio – é reverência.

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John Kricfalusi mais uma vez faz uma abertura de um episódio dos Simpsons, dessa vez um de Halloween, cheio de referências a Hanna Barbera, Disney e outros clássicos da animação – devidamente desvirtuados, como é de seu feitio.

A primeira abertura para os Simpsons que ele fez foi em 2011, veja só:

Mad Max 8-Bit

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Fury Road recebe o já clássico tratamento retrô digital do pessoal do Cineflx, saca só:

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O vocalista e guitarrista Ruban Neilson, líder do Unknown Mortal Orchestra, pegou uma música do projeto de seu irmão, Kody Neilson, que se apresenta como Silicon, e picotou-a inteiramente, adicionou vocais, percussão e graves, transformando-a em outra música. Compare com a original, que vem logo após o remix.

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Uma marca essencialmente paulistana, o autógrafo em preto e verde que se espalha por paredes, muros e rodovias na região da grande São Paulo finalmente é investigado no documentário Os 3 Atos de Carlos Adão, produzido pelo estúdio Inhamis e a agência Balaclava (não confundir com a gravadora de mesmo nome).

Conversei com os dois diretores do documentário, Diego Navarro e Francisco Franco, por email sobre essa figura conhecida e desconhecida ao mesmo tempo.

Como você entrou em contato pela primeira vez com o trabalho de Carlos Adão?
Diego – Eu conheci de início a lenda do Carlos Adão por amigos de SP. Me falaram sobre esse nome que aparecia misteriosamente em muros, pedras na estrada, muitas vezes acompanhado de alguma palavra agregada, coisas do tipo “Sexo” “É muito gostoso” “é Amor”. A partir daí comecei a reparar nos muros sempre que ia a São Paulo. Quando a Balaclava nos convidou para fazer esse documentário juntos achei meio coincidência e um sinal pra abraçar a ideia.
Francisco – Eu já tinha visto uma pintura quando era novo e ia com a família curtir as férias no litoral paulista. quando vi, fixei a marca e anos depois encontrei uma amiga de Volta Redonda que comentou de uns pixos dele. daí eu me recordei. Quando eu vi que ele estava pintando quadros eu achei uma grande sacada.

Como o interesse pelo personagem aumentou? Vocês o conheciam pessoalmente antes de fazer o filme?
Nós dois não o conhecíamos pessoalmente, somente por fotos, vídeos e intervenções. Depois do primeiro contato, percebemos as possibilidade de abordar vários assuntos da sua vida política, profissional e pessoal. Mas a medida que o conhecemos também percebemos vários outros campos que vão além do personagem que ele construiu. É uma figura em parte misteriosa, com uma história de vida que se confunde com a história de sua marca, e seu estilo de vida, totalmente focado nas intervenções que faz em diversas mídias, internet, música, pinturas, pixos e política.

Por que vocês resolveram fazer esse filme?
O pessoal da Balaclava curtia uma websérie que produzíamos, o Inhamis Oficina, e entraram em contato nos convidando para fazer o filme, o projeto fluiu e percebemos que estávamos na mesma sintonia: fazer um documentário que se tornasse um registro do candidato-economista-pixador e do contexto em que ele existe: um nome que se tornou lenda urbana na maior cidade da América do Sul.
Optamos por gravar com ele – e finalmente conhecê-lo – após todas as entrevistas com os artistas e amigos dele. Essas pessoas descreveram fatos e traços da personalidade dele que reforçaram nossa curiosidade em torno do mito. Escolhemos essa estratégia para ficar do lado das pessoas que só ouvem a respeito de Carlos Adão.
Esse filme é uma iniciativa independente da Balaclava e do Inhamis. Estamos trabalhando nesse projeto há um ano e meio. A produção é assinada pela Balaclava, a direção e montagem é do Inhamis.

A intenção do filme sempre foi falar com o próprio Carlos Adão?
A ideia inicial era acompanhar os rolês do Carlos Adão e extrair daí os fragmentos que contam sua história e mostram sua personalidade. Os entrevistados foram o fotógrafo Costa Lara, pixador Djan Ivson Cripta, o amigo Henan Broto, a amiga de internet Luzinda Vieira, Rafael Senatore, comprador de um quadro, Ricardo dos Santos, da pizzaria Bate Papo, no Guarujá, o grafiteiro e artivista Thiago Mundano, o tipógrafo Thiago Reginato, o tipógrafo e artista plástico Tony de Marco foram convidados para debater conosco os valores artísticos e técnicos da marca, suas impressões sobre o Carlos Adão e a dualidade pixador X político.

Como foi o encontro?
Percebemos que tínhamos um objeto de estudo com bastante personalidade e que seria um desafio não sermos contaminados durante o processo de gravação (ele é um comunicador nato). ficamos entusiasmados com a possibilidade de documentá-lo.

Como Carlos Adão é visto pela cena de grafitti e pixo do Brasil?
A maioria dos pixadores de São Paulo não gostam do Carlos Adão. Quando começou a pintar, ele não tinha noção das regras do rolê, então atropelava várias agendas de pixo. Ele foi abordado uma vez e isso foi registrado em vídeo pelos pixadores responsáveis pelo apavoro. Com o tempo, Carlos se tornou mais sagaz nas regras do pixo e se tornou menos rejeitado.
Outro ponto que o Carlos perde com o movimento é que muitos o consideram um candidato político que se aproveita do instrumento do pixo.

Carlos Adão é conhecido fora de São Paulo? E no exterior?
O Carlos é desconhecido no exterior. Fora de SP, ele é conhecido, mas não muito famoso, nos estados em que já pintou, Paraná, Santa Catarina, litoral do Rio de Janeiro. Dentro de São Paulo, Carlos pinta mais nos arredores – ele é de Taboão – e sempre transita nas rodovias que levam ao litoral e interior do estado.

Quando pretendem lançar o filme?
Estamos procurando um veículo para lançar o filme, não queremos engessá-lo com festivais. Acreditamos que todo brasileiro deve saber quem é Carlos Adão. A previsão de finalização é final de novembro. A partir daí vamos fazer um corre de distribuição. Já estão confirmadas exibições em SP, RJ, Curitiba, BH e Juiz de Fora.

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Jack White chamou Courtney Barnett para participar da série de singles Blue Series da sua gravadora Third Man (que já lançou compactos de nomes como Beck, First Aid Kit, Tom Jones, Laura Marling, entre outros) e juntos escolheram lançar a faixa que encerra o ótimo disco de estreia de nossa querida prodígio indie australiana, “Boxing Day Blues“. E ela armou uma senhora surpresa ao incluir no lado B deste single uma versão super pessoal para o hino “Shivers”, a música mais conhecida da primeira encarnação do Birthday Party, a primeira banda de Nick Cave, quando ela ainda se chamava Boys Next Door. Ela traça uma conexão direta com um improvável cânone indie australiano, já que tanto ela quanto o Birthday Party são lá de down under. Olha que versão foda….

“Shivers” foi composta por Rowland S. Howard, o guitarrista que apresentou a microfonia à banda australiana no final dos anos 70, e encerra o único disco do Boys Next Door, Door Door, lançado em 1979. A música fazia parte do repertório da banda anterior de Howard, Young Charlatans, e foi o único single lançado pelo Boys Next Door. Escrita por seu autor quando ele tinha 16 anos, a faixa é um comentário irônico sobre a insegurança na adolescência.

O problema é que “Shivers” começa com a frase “Eu tenho contemplado o suicídio” e, mesmo que ela brinque com isso no verso seguinte (“mas não combina comigo”), estigmatizou a canção de tal forma que ela foi censurada na Austrália. A forma pesada que Nick Cave interpretava a faixa certamente ajudou a aumentar tal controvérsia:

A música seguiu como um dos principais marcos da carreira de Howard, sendo uma das músicas mais pedidas pelos fãs em sua carreira solo até sua morte em 2009:

Recentemente, a faixa também foi gravada pelo Divine Fits, o ótimo supergrupo indie liderado pelo Daniel Britt, do Spoon:

Que música foda. Mais um ponto pra Courtney, uma das principais artistas deste 2015.

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Hail, Caesar! parece uma história absurda sobre a indústria do cinema, como os irmãos Coen já haviam feito em Barton Fink, mas alguns personagens citados no trailer – como o faz-tudo Eddie Mannix (vivido por Josh Brolin) e a colunista Hedda Hopper (vivida por Tilda Swinton) são pessoas de verdade e não personagens inventados, enquanto os vividos por Scarlett Johansson, Channing Tatum e George Clooney parecem ser inspirados em Esther Williams, Gene Kelly e uma mistura de Tony Curtis com Marlon Brando, citando de verdade, como filmes como Ben-Hur, Spartacus e Quo Vadis. Que história eles querem contar com isso?

O filme estreia nos Estados Unidos em fevereiro.

Simpsons lóki

Weird-Simposons

O ilustrador e animador francês Yohan Hervo comemorou os 25 anos dos Simpsons recriando sua emblemática abertura com uma psicodelia bem peculiar…

mulder-scully

E pelo jeito eles conseguiram trazer o clima de paranoia do seriado para estes anos pós-Edward Snowden direitinho… Pus o trailer lá no meu blog no UOL.