Primeiro single do novo disco de Nick Cave com os Bad Seeds, “Jesus Alone”, com o velho Nick ao piano, cercado por cordas, drones e percussão mínima, dá o tom sombrio e pesado de seu álbum-filme: o documentário One More Time with Feeling será lançado na quinta, um dia antes da chegada do disco Skeleton Key, que estava sendo gravado quando seu filho adolescente morreu ao cair de um abismo, no ano passado.
Tenso.
O Netflix anuncia a segunda temporada de Stranger Things e começa a provocar expectativas ao listar o que deverão ser os títulos dos episódios. Postei o teaser lá no meu blog no UOL.
Esquadrão Suicida, o novo filme da DC não é propriamente ruim – mas está longe de ser bom. Escrevi sobre ele lá no meu blog no UOL.
“A maioria de nós não quer mudar, de verdade. Quer dizer, por que deveríamos? O que nós queremos é fazer algumas modificações no modelo original”, diz Nick Cave no trailer de seu próximo projeto, o disco-filme Skeleton Tree/One More Time With Feeling, este último dirigido pelo neo-zelandês Andrew Dominik (autor de O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford e O Homem da Máfia). É o primeiro projeto em que o autor se refere à morte de seu filho de 15 anos, que despencou de um desfiladeiro no meio de uma viagem de LSD em julho do ano passado. Ele continua:
“Mas o que acontece quando um algo ocorre e é tão catastrófico, que você simplesmente muda? Você muda de uma pessoa conhecida para uma pessoa desconhecida. E quando você olha para você no espelho, você reconhece a pessoa que você era, mas a pessoa dentro daquela pele é outra pessoa.”
Tenso.
O disco será lançado no dia 9 de outubro e o filme será exibido no dia anterior (mais detalhes no site de Cave), em diversos cinemas (ainda não há referência à exibição no Brasil, basta checar no site oficial).
O primeiro trailer de American Gods prova que a série vai acontecer e que mantém a fidelidade ao tom do livro original – comentei mais sobre isso no meu blog no UOL.
…e uma teoria sobre como a série seria uma metáfora para… o câncer! Veja lá no meu blog no UOL.
A superposição do “Concertino for 4 Percussion & Wind Ensemble”, de David R. Gillingham, tocada pela Banda Sinfônica do Estado de São Paulo aos protestos pró-impeachment de quase um ano atrás e à música “Ó” de Rômulo Fróes – tudo registrado no mesmo 16 de agosto do ano passado – dá a esse curta Barulho Feio, de Miguel Antunes Ramos, apresentado em primeira mão no Trabalho Sujo, um tom meio fantasmagórico e descrente sobre o Brasil em 2016. O próprio Miguel descreve o que quis fazer:
“No começo havia uma vontade de filmar essa coisa maluca que foram as passeatas pró-impeachment, que nos parece uma coisa até hoje pouco compreendida pela esquerda, tendo sido muito facilmente ridicularizada e ignorada, como se não fosse o surgimento de algo terrível e no entanto duradouro, que agora assumiu de vez o poder.
Depois percebemos que em um mesmo dia haveria o concerto na Sala São Paulo e o show do Rômulo Fróes no Teatro de Arena, e nos pareceu que a associação entre as três coisas poderia revelar alguma coisa sobre o momento confuso que vivemos.
Filmamos tudo de forma direta, uma câmera e um tripé, e o resultado é esse que pode ser visto em Barulho Feio.”
Tô pra falar isso há um tempo, mas nunca é tarde comentar a nova música da MC Carol, com produção do Leo Justi. Com “Delação Premiada”, a funkeira assume um inusitado lado gangsta e puxa ainda mais o coro da nova música de protesto no Brasil, saca só:
Olha a letra aí embaixo:
Troca de plantão a bala come a vera
Ontem teve arrego, rolou baile na favela
7 da manhã, muito tiro de meiota
Mataram uma criança indo pra escolaNa televisão a verdade não importa
É negro favelado, então tava de pistola
Na televisão a verdade não importa
É negro favelado, então tava de pistola“Uma câmera de segurança flagrou um adolescente sendo baleado a queima roupa por policiais”
Cadê o Amarildo? Ninguém vai esquecer
Vocês não solucionaram a morte do DG
Afastamento da polícia é o único resultado
Não existe justiça se o assassino tá fardadoNa televisão a verdade não importa
É negro favelado, então tava de pistola
Na televisão a verdade não importa
É negro favelado, então tava de pistola3 dias de tortura numa sala cheia de rato
É assim que eles tratam o bandido favelado
Bandido rico e poderoso tem cela separada
Tratamento VIP e delação premiada“Por que que tinha luva no local antes da perícia chegar?
Por que que tinha sangue no muro?
Ele foi torturado até a morte, DG do bonde da madrugada pela PM da pacificação até a morte”Na televisão a verdade não importa
É negro favelado, então tava de pistola
Na televisão a verdade não importa
É negro favelado, então tava de pistola
O negócio é sério… Palmas pra ela.
Qual foi o nervo psicológico coletivo que essa série acertou? Obviamente há o ar nostálgico, mas não é só isso. Será que também há uma nostalgia em cima de uma paranoia do passado? Será que é o ar de esperança que a série parece abrir em uma época tão sombria? Será que faltam novos protagonistas pré-adolescentes? Ou é a saudade de uma época pré-digital?
Esse poster apareceu durante a Comic Con de San Diego.
A nova série do Netflix canaliza os anos 80 através de filmes do Spielberg, de Stephen King e John Carpenter – e é tudo isso que estão falando. Escrevi sobre ela lá no meu blog no UOL.









