“They’re right certainty at this particular moment”
“It’s here”
“Deus também se esconde em uma dessas latinhas de spray”
“Fatal fatal”
“Vendo vultos”
“‘Cause we’re the masters of our own fate”
“Porque eu fugi, nem tento”
A grande apresentação musical do ano, uma overdose atordoante de música que ultrapassa fronteiras e gêneros, o show de Aphex Twin que vi em Londres ainda teve uma cereja de fel: ao sair daquela apresentação soube que a cidade estava atravessando uma série de atentados terroristas que havia paralisado o trânsito, o metrô e a sua vida noturna. Um show que não imaginaria assistir em 2017 acompanhado de um posfácio nada fácil de digerir – bem ao gosto deste autor.
A grande obra de 2017 foi a inesperada e inacreditável terceira temporada de Twin Peaks, negação da nostalgia da série antiga, talvez a grande obra (e epitáfio final?) de David Lynch e ainda mais revolucionária que a primeira vinda. Com seu final estarrecedor, a volta do agente Cooper à cidade que lhe deu fama foi a viagem mais pesada e psicodélica do ano. E quem embarcou junto com ele sabe que o estrago deste filme de dezoito horas vai ser sentido durante todo o século. Uma obra-prima.
Este vídeo-ensaio do canal Screenprism aproxima os protagonistas de dois grandes sucessos contemporâneos, Don Draper de Mad Men e Bojack Horseman da animação de mesmo nome.









