Em uma análise em vídeo de quatro horas e meia duração, o youtuber Rosseter, do canal Twin Perfect, dissecou toda a extensão de Twin Peaks numa análise de tirar o fôlego. Antes mesmo da terceira temporada ter sido lançada, ele já havia traçado pontos em comum entre os mistérios das duas primeiras temporadas e do filme dirigido por David Lynch, Os Últimos Dias de Laura Palmer, apenas para perceber que, com a nova safra de episódios, ele tinha razão em sua análise: Twin Peaks é um comentário que David Lynch faz sobre a banalização da violência na televisão e como ela tem nos deixado menos sensíveis e mais rudes, como espectadores e cidadãos. O vídeo, em inglês, merece ser revisto mais de uma vez, tamanha a complexidade da análise e dos acertos levantados pelo youtuber:
De quebra, o podcast Twin Peaks The Return: A Season Three Podcast entrevistou-o sobre sua pesquisa, onde ele dá mais detalhes sobre a busca e como fez para chegar em alguns pontos mais importantes deste longo e valioso ensaio audiovisual.
Feliz natal!
O bardo australiano Nick Cave, sempre escudado pelos fiéis Bad Seeds, evoca os espíritos de Scott Walker e Leonard Cohen para manter seu filho intacto no tocante Ghosteen.
O novo disco consegue apertar ainda mais que seu predecessor Skeleton Tree, de 2016, contemporâneo da morte de seu filho adolescente, mas não inspirado por ele. Em Ghosteen, escrito após sua pior perda, ele encerra o ciclo iniciado com o pesado Push the Sky Away, de 2013, vendo esperança num futuro sem esperança, colorindo sem ironia e com arranjos assustadores e belíssimos um cenário que antes era só trevas, nos guiando para um novo lugar depois que o pior já aconteceu.
“Está acontecendo de novo!”
Começou com um tweet nostálgico de David Lynch, lembrando do lugar onde filmou sua clássica série, no meio do mês passado:
“Caros amigos do Twitter, eu amo as pessoas em King County. Amo as locações em King County. Arrumamos um lugar perfeito para filmar Twin Peaks e as pessoas perfeitas para trabalhar com a gente. Tanto Dow Constantine quanto Kate Becker são ótimos! No fim das contas, isso tornou filmar Twin Peaks ali um sonho.”
Mas daí que, no dia 29 de setembro, surge este tweet do Hollywood Horror Museum, que dizia:
“Alguém que nós conhecemos que ‘está por dentro’ deixou escapar algo bem interessante sobre o futuro de Twin Peaks. Se for verdade, estaremos rindo e excitados com 2020!”
E continuava:
“Não queremos meter ninguém em apuros (apenas por ser estúpido o suficiente para nos contar!). Então não podemos falar mais até que ELES falem, mas isso não é só um boato.”
E mais:
“Tudo que podemos dizer é que as pessoas que cuidam disso estão preparando algo grande pra 2020. Até que elas falem disso, teremos que ficar quietos.”
Não custa mencionar que filha de Lynch, Jennifer, faz parte do conselho deste museu do horror em Hollywood, Los Angeles. No dia seguinte, dia 30, o ator Michael Horse, o xerife Hawk, publica uma foto de seu personagem nos anos 90 vendo um pedido para manter silêncio em sua conta no Instagram.
E no dia seguinte, dia 1° de outubro, Kyle MacLachlan, o eterno Agente Cooper, twitta o seguinte:
“Amo este terno elegante, mas estou pensando em donuts nesta manhã.”
Neste domingo, dia 6 de outubro, completam exatos cinco anos que David Lynch e Mark Frost anunciaram a terceira temporada de sua série, algo que era considerado impossível e inconcebível e se revelou a grande obra de arte do século 21 até agora. Será que veremos a quarta temporada em 2020? Um filme? Uma versão em realidade virtual? Ou em ASMR? Ou é só um truque pra vender mais uma edição deluxe do Blu-ray?
ESTÁ ACONTECENDO DE NOVO!? SERÁ POSSÍVEL?
A voz de Grace Slick isolada no maior hit do Jefferson Airplane, “White Rabbit”, dá ao hino psicodélico contornos ainda mais dramáticos, saca só:
Uma das grandes revelações de 2019, a produtora e MC gaúcha Saskia mostra seu primeiro disco Pq ao vivo nesta quinta-feira, no Centro Cultural São Paulo, a partir das 21h – e é de graça (mais informações aqui).
Quem foi criança nos anos 80 vibrava com as aventuras do carro Supermáquina, veículo futurista dirigido pelo ator David Hasselhoff que alimentava sonhos de consumo infantis alimentados pela indústria automobilística. O canastrão, que anos depois foi um dos protagonistas de outra série nostálgica, Baywatch, agora realiza seu sonho e lança seu primeiro disco solo, um álbum new wave cheio de versões de hits do passado com participações especiais inusitadas. Open Your Eyes traz Hasselhoff cantando músicas como “Lips Like Sugar” (do Echo & The Bunnymen), “Heroes” (de David Bowie), “Sugar, Sugar” (dos Archies) e o standard “Sweet Caroline” com colaboradores tão díspares quanto o repertório, como a banda A Flock of Seagulls, Todd Rundgren, Steve Cropper e Ministry (!!). Ele antecipou uma das faixas – a versão para “Head On”, do Jesus & Mary Chain, gravada ao lado do guitarrista do grupo Cars, Elliot Easton, e o resultado ficou até legal: sem as guitarras dos irmãos Reid (substituída por uma parede de ruído sintético, uma guitarra meio surf music e um solo horroroso) e a faixa ressurge como uma pérola new wave.
O disco será lançado no dia 27 de setembrol.
A gravadora inglesa Warp, uma das principais referências musicais das últimas décadas, anuncia a comemoração de seu trigésimo aniversário lançado uma caixa com dez vinis cheia de raridades, com mixes, documentários, apresentações ao vivo e outras pérolas de um elenco que inclui nomes como Aphex Twin, Flying Lotus, Oneohtrix Point Never, LFO, Bibio, Mount Kimbie, Seefeel, entre outros. E o anúncio vem com uma das raridades mais esperadas pelos fãs: a versão na íntegra da Peel Sessions que o grupo Boards of Canada gravou em 1998 – que virou um EP em vinil lançado no ano seguinte, mas que teve de ser recolhido pois uma das faixas, “XYZ”, teve problemas com a utilização de direitos autorais alheios. A sessão ao vivo na BBC contou com quatro faixas ao vivo – “Aquarius”, “Happy Cycling”, “Olson” e a referida faixa problemática, que agora ressurge inclusive como teaser da caixa, direto no YouTube:
A caixa já está em pré-venda (e custa 150 dólares) e, além dos 10 vinis com raridades dos principais nomes do selo (veja abaixo), ainda traz peças impressas (oito cartazes feitos pela dupla ucraniana de fotógrafos experimentais Synchrodogs, quatro offsets, entre outros) e dez adesivos.
Aphex Twin
Peel Session 2
10 de abril de 1994
“Slo Bird Whistle”
“Radiator (Original Mix)”
“p-string”
“Pancake Lizard”
Bibio
WXAXRXP Session
21 de junho de 2019
“Haikuesque”
“Petals”
“All the Flowers”
“Lovers Carvings”
Boards Of Canada
Peel Session
21 de julho de 1998
“Aquarius (Version 3)”
“Happy Cycling”
“Olson (Version 3)”
“XYZ”
Flying Lotus
Presents INFINITY “Infinitum” – Maida Vale Session
19 de agosto de 2010
“MmmHmm”
“Golden Axe”
“Tea Leaf Dancers”
“Drips”
Kelly Moran
WXAXRXP Session
“In Parallel (acoustic)”
“Helix 2 (TransAcoustic)”
“Interlude 1”
“Love Birds (acoustic)”
“Radian (TransAcoustic)”
LFO
Peel Session
20 de outubro de 1990
“Take Control”
“To The Limit”
“Rob’s Nightmare”
“Lost World”
Mount Kimbie
WXAXRXP Session
21 de junho de 2019
“You Look Certain (I’m Not So Sure) (feat. Andrea Balency)”
“Delta”
“Marilyn (feat. Micachu)”
“Made To Stray”
Oneohtrix Point Never
KCRW Session
23 de outubro de 2018
“Love In The Time Of Lexapro”
“RayCats”
“Toys 2”
“Chrome Country”
Plaid
Peel Session 2
8 de maio de 1999
“Housework”
“Kiterider”
“Elide”
“Lazybeams”
Seefeel
Peel Session
27 de maio de 1994
“Rough For Radio”
“Starethrough”
“Vex”
“Phazemaze”
Bacurau não é só um filme. Engendrado por uma década pela dupla pernambucana Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, ele ocupa o espaço de duas horas em uma tela audiovisual para contar uma tensa saga de vingança e violência, mas isso é uma camuflagem. O que ele propõe ao espectador é muito mais importante que a história que está contando – como Kleber já havia feito em seus dois filmes anteriores, O Som ao Redor e Aquarius, só que desta vez com muito mais eficácia. Cada detalhe, cada frase, cada referência funciona como um gatilho para que o espectador faça uma série de questionamentos sobre o que realmente está assistindo. O contexto brasileiro é essencial para que se sinta todo seu efeito.
Olhando de fora (e o filme começa assim), Bacurau é ficção científica. Por mais que envolva-se com inúmeros outros gêneros pelo percurso, sua abertura mirando o espaço e mostrando a curvatura do planeta, conversa com a abertura de todos os Guerra nas Estrelas e o desfecho de 2001 (além de provocar o terraplanismo), enquanto uma canção de Caetano Veloso cantada por Gal Costa sublinha as intenções a se ver com um objeto não-identificado. A localização temporal (“daqui a alguns anos…”, como no início do curta Recife Frio, que Kleber lançou em 2009) e as aparições dos drones em forma de discos voadores de filmes dos anos 50 só reforçam a prateleira em que os diretores colocam seu filme, embora pelo resto da história pouco nos faz lembrar de que estamos olhando para o futuro (e quando o faz, faz gelar a alma).
Acompanhamos a volta de Teresa (Bárbara Colen) para sua cidade-natal, a minúscula vila que batiza o filme. Ela e outros personagens nos servem como guias para conhecer a população local: heterogênea, peculiar e intimamente ligada à cultura, como o filme nos lembra com frequência. É uma vila que, se muito, ultrapassa a centena de moradores e certamente não chega ao milhar – não dá nem para se referir como cidade, embora hospede um microcosmo universal. Mas, como explica o pai de Teresa, Plínio (Wilson Rabelo), logo no funeral que inicia o filme, são pessoas que vivem suas próprias histórias como querem e as levam para todos os lados do mundo – e que orgulham-se de sua honestidade. A apresentação de Bacurau e seus habitantes é lenta e arrastada, como a rotina numa cidade daquele tamanho, e mostra personagens que são alegorias e amálgamas de personalidades estranhas, curiosas e conhecidas de qualquer brasileiro, desenhando uma estranha desordem que permite que aquele lugar sobreviva.
Entre eles e o que chamamos de realidade há o prefeito do município, Tony Júnior (Thardelly Lima), um dos poucos vínculos da vila com o mundo exterior. A forma como a população (des)trata o prefeito é sintomática do principal paralelo que o filme quer estabelecer com o Brasil: a separação de classes. Bacurau não é só uma vila, um estado ou uma região inteira do Brasil – é toda uma parte da população vista pela outra como mão de obra e fonte de diversão (muitas vezes, ao mesmo tempo, como na cena em que o prefeito, cruel e indiferente, leva uma pessoa embora). Isolada do resto do mundo – o termo “Brasil do Sul” é pronunciado apenas uma vez, logo no início, e não sabemos se é uma realidade geopolítica ou à forma como se referem à região -, Bacurau depende de uma série de recursos de fora – da água trazida para a cidade por um caminhão-pipa a doações feitas por políticos com motivos eleitoreiros – que incluem até remédios tarja preta. É uma alegoria, mas é muito real – a cena do caminhão de livros é especialmente crua e cruel.
A rotina da cidade é atravessada por uma série de assassinatos que mudam o enredo do filme. A entrada de novos personagens – e novos idiomas – em sua história faz com que o ar rural e o aceno à ficção científica ceda a uma avalanche de referências a filmes de ação, filmes sobre cangaceiros, road movies, filmes de guerra, filmes de terror e até filmes de super-herói. Os diretores desfilam sua paleta de referências ao nos apresentar ao grupo antagonista da pequena Bacurau, nos levando finalmente ao confronto final – e à catarse do público.
É nesta parte que conhecemos Lunga, de Silvero Pereira. Personagem central na história, Lunga só surge de fato em seu terceiro ato e converge um anti-herói específico da história do Brasil, atualizado para o século atual. Lunga é Lampião e Zumbi, Madame Satã e o Bandido da Luz Vermelha, um Antonio Conselheiro da guerrilha, de unhas pintadas, anéis e maquiagem, que é referido pela primeira vez no filme pelo pronome feminino. Pronto para entrar na mitologia do cinema brasileiro, ele não é o único protetor da pequena Bacurau (é a união da própria vila – aliada ao já clássico “poderoso psicotrópico” – que a torna resistente, como a aldeia gaulesa dos quadrinhos de Asterix), mas sua presença paira por todo o filme como uma ameaça – e quando ela surge, torna-se gloriosa. Um personagem naturalmente clássico, exuberante e ameaçador como uma lenda do folclore brasileiro, nascido de uma interpretação que pede pelo menos um filme a mais só sobre sua importância. Pelo menos.
A tensão imprevisível que sobrevoa cada um dos minutos do filme à primeira vista torna-se ainda mais profunda à segunda vez que o filme é assistido, pois ela vai para além da própria história. Na primeira vez, entramos ingênuos em todo aquele universo, tateando personagens e cenários como se cada degrau pudesse abrir um alçapão. À segunda vez, tornamo-nos cúmplices de seus agentes – primeiro da cidadezinha, depois dos forasteiros e finalmente do povo da cidade.
A sensação incômoda que encerra o filme atinge muito mais profundamente o espectador que os criticados finais das duas produções anteriores de Kleber (que eu, pessoalmente, nem considero tão problemáticos assim). A náusea, o desnorteamento e a esperança que se alternam durante todo o filme concentram-se na mesma sensação no minuto em que o filme termina e o estranho sentimento que nos deixa boquiabertos ou extasiados após a sessão vem com a constatação de nossa letargia e falta de dinâmica política, que passa a ser instigada pela provocação intensa que atravessa suas horas. E perdura.
Assim, cada cena, cada personagem, cada fala, cresce exponencialmente na memória – e Kleber e Juliano deixaram pistas e pistas (algumas até inconscientes, como o número da distância na placa que localiza Bacurau no mapa) espalhadas pelo filme. Como comentei na abertura do Vida Fodona mais recente, pegue apenas o exemplo de “Bichos da Noite”, música de Sérgio Ricardo escolhida para o cortejo fúnebre que abre a história. A canção foi originalmente composta para uma peça de Joaquim Cardozo, poeta e dramaturgo pernambucano que começou tardiamente a vida artística, lançando seu primeiro livro de poemas aos 50 anos de idade, época em que passou a escrever suas peças. “Bichos da Noite” foi escrita para a primeira peça de Cardozo, O Coronel De Macambira, antes de Sérgio Ricardo ser chamado para compor a trilha sonora de dois clássicos brasileiros que ecoam em Bacurau, Deus e o Diabo na Terra do Sol e Terra em Transe, de Glauber Rocha. Cardozo, antes de se assumir poeta, era engenheiro civil e foi o responsável por transformar em cálculos matemáticos boa parte dos devaneios arquitetônicos de Oscar Niemeyer – incluindo aí parte de Brasília e especificamente o Palácio do Planalto. Numa única canção, que menciona nominalmente o título do filme, Kleber e Juliano plantam referências ao Cinema Novo, ao governo federal, à cultura pernambucana, à construção de Brasília, à paisagem nordestina.
Dezenas de outros exemplos surgem durante todo o filme: de uma escola chamada João Carpinteiro (traduza o nome para o inglês e temos uma das principais referências cinematográficas do filme) à singela foto de Sônia Braga e Lia de Itamaracá juntas ainda jovens, passando pela estranha substância ingerida pelos habitantes da vila, pelo destino do infame prefeito, pelo final dos invasores. Tudo tem pista, tudo tem subtexto, tudo vai para além da história. Isso tudo num filme que une sexo, nudez, drogas, palavrões, tiros, perseguição e uma exaltação à cultura e às ciências humanas (à culinária, à música, à dança, à museologia, à televisão, ao teatro, às letras), tornando-o potencialmente tão grande quanto Cidade de Deus e Tropa de Elite antes dele (e, de alguma forma, antevendo, como os dois, a década que veremos no futuro?).
Bacurau é um vírus e quem sintoniza-se em sua frequência sai do cinema infectado – pedindo mais. Como um vírus, sua principal função é a replicação – e aí o filme tem um caráter de meme, repetindo-se como uma ideia que, depois de plantada na cabeça do espectador, perdura por horas, dias. Em pouco tempo o filme estará online e nas bancas de camelô pelo Brasil todo e sua narrativa flerta com uma situação que todo brasileiro pode se identificar. Sua sobrevida vai para além do universo ficcional e encontra-se com o Brasil de 2019 quase como um desafio, como se o futuro e o filme – o principal acontecimento cultural de 2019 até agora – nos perguntasse: vai deixar assim, é?
O filósofo eslavo fala sobre ideologia em sua análise sobre o ótimo They Live, um dos melhores filmes de John Carpenter: “Você vê a ditadura na democracia, a ordem invisível que sustenta sua liberdade aparente”.
A cena acima é um trecho do filme O Guia Pervertido do Cinema, conduzido pelo filósofo e dirigido por Sophie Fiennes em 2006.
Nossa musa Lana Del Rey prepara o terreno para seu sexto álbum, Norman Fucking Rockwell, que se tornará público no penúltimo dia deste mês, e lança uma versão para “Season of the Witch”, clássico de Donovan nos anos 60, para manter seu nome quente durante este mês de agosto. Produzida pelo mesmo Jack Antonoff que a produziu em seu próximo disco, a faixa não estará no novo álbum e sim na trilha sonora do novo filme de Guillermo del Toro, baseado na trilogia de livros Scary Stories to Tell in the Dark, que estreia agora em agosto nos EUA.
O single reforça a aura de feitiçaria que ela vem assumindo desde seu disco mais recente, Lust for Life. Já Norman Fucking Rockwell teve sua capa e nome das músicas revelados no fim do mês passado, além de um trailer (abaixo). Todas as músicas que Lana mostrou antes do novo lançamento (“Venice Bitch”, “Mariners Apartment Complex”, “Hope Is a Dangerous Thing for a Woman Like Me to Have – But I Have it” e a versão para “Doin’ Time” do grupo Sublime) entraram no álbum.
Dividindo a capa com ela surge Duke Nicholson, neto de Jack Nicholson. Tira onda essa Lana…
“Norman Fucking Rockwell”
“Mariners Apartment Complex”
“Venice Bitch”
“Fuck it I Love You”
“Doin’ Time”
“Love Song”
“Cinnamon Girl”
“How to Disappear”
“California”
“The Next Best American Record”
“The Greatest”
“Bartender”
“Happiness is a Butterfly”
“hope is a dangerous thing for a woman like me to have – but i have it”















