O clássico grupo de rap Public Enemy anuncia seu próximo disco, o primeiro pela Def Jam em 20 anos, e volta com sangue nos olhos – afinal, 2020. What You Gonna Do When The Grid Goes Down sai no final do mês e reúne Nas, os dois Beastie Boys remanescentes, George Clinton, Ice T, Questlove, Run-DMC, Cypress Hill e muito mais. Acima, a capa do próximo disco (que já está em pré-venda), e abaixo, os dois singles já lançados (“State of the Union (STFU)” e “Fight The Power (2020 Remix)”) e a ordem das faixas do disco, com seus convidados.
“When The Grid Goes Down” ft. George Clinton
“Grid” ft. Cypress Hill and George Clinton
“State of the Union (STFU)” ft. DJ Premier
“Merica Mirror” ft. Pop Diesel
“Public Enemy Number Won” ft. Mike D, Ad-Rock, Run-DMC
“Toxic”
“Yesterday Man” ft. Daddy-O
“Crossroads Burning” (Interlude) ft. James Bomb
“Fight The Power: Remix 2020” ft. Nas, Rapsody, Black Thought, Jahi, YG, Questlove
“Beat Them All”
“Smash The Crowd” ft.. Ice-T, PMD
“If You Can’t Join Em Beat Em”
“Go At It” ft. Jahi
“Don’t Look At The Sky” (Interlude) ft. Mark Jenkins
“Rest In Beats” ft. The Impossebulls
“R.I.P. Blackat”
“Closing: I Am Black” ft. Ms. Ariel
Estreará na próxima segunda-feira, dia 7, dentro da versão compacta do Festival de Veneza, um dos primeiros festivais de cinema a acontecer fora do formato online, o novo documentário da dupla Renato Terra e Ricardo Calil, que dirigiu o já clássico Uma Noite em 67, sobre o terceiro festival da Record. No documentário Narciso em Férias, produzido por Walter Salles, Caetano Veloso lembra da época em que foi preso pela ditadura militar brasileira em 1968, 14 dias após o AI-5 ter sido baixado no final daquele ano. Eis o trailer que acaba de estrear:
O título foi retirado do romance Este Lado do Paraíso, de F. Scott Fitzgerald, e já tinha sido utilizado no livro Verdade Tropical, que Caetano escreveu em 1997, e se refere aos 54 dias em que, além de preso, ficou sem se ver no espelho.
Estou comentando cada episódio da série Lovecraft Country, produzida por JJ Abrams e Jordan Peele e inspirada no universo de H.P. Lovecraft num programa semanal chamado Lovecraft Country Blues. Saca só:
Por que o cinema é tão obcecado com o fim do mundo? Distopias políticas, tragédias naturais, guerras aniquiladoras e destruições apocalípticas estão sempre na pauta de produções cinematográficas desde o início do cinema, mas no fim do século 20 este tema virou praticamente um gênero à parte. Mas o que acontece com o cinema quando vivemos em uma distopia? Quem ainda quer ver a civilização morrendo, o planeta explodindo ou a natureza definhando nos filmes quando a realidade mostra algo bem parecido? Eu e André Graciotti escolhemos este tema para conversar no Cine Ensaio desta semana.
Christopher Nolan peitou a quarentena e a pandemia e vai conseguir estrear seu novo filme nos cinemas ainda em 2020. Mesmo que isso queira dizer que o filme vai estrear onde der, buscando salas de cinema em cidades que já estão em situação mais tranquila em relação ao coronavírus ou que fingem que a pandemia não é tão séria quanto realmente é, como nos Estados Unidos e no Brasil. E o último trailer, com uma música besta do Travis Scott, parece mostrar que a ação verdadeira do novo filme acontece para além das explosões e perseguições que vimos até agora, colocando seus personagens num inusitado cenário de guerra.
Mas mesmo no Brasil Tenet não vai estrear tão cedo – e sua estreia acaba de ser adiada do dia 10 para o dia 24 do mês que vem.
Íamos falar de Juntatribo, mas Lovecraft Country, a nova série de horror da HBO, nos fisgou logo após seu primeiro episódio, por isso pulamos o festival indie campineiro para dedicar a edição desta semana do DM à investigação da obra e do personagem que inspiraram a série, o incel chamado H.P. Lovecraft, bem como a história de seu legado e sua mitologia, que foi parar inclusive nas mãos de Alan Moore. Também celebramos as cabeças por trás da série – nominalmente JJ Abrams, Jordan Peele e Misha Green – e descobrimos que o futuro da era de Aquário é o Grande Lebowski.
Em outra reedição caprichada da Rhino, o disco que consolidou a importância do Sepultura na cena mundial, Beneath the Remains, ganha uma nova versão em vinil com direito ao disco de 1989 remasterizado a partir das fitas originais, além de um segundo disco com faixas gravadas no Rio de Janeiro, algumas em versão instrumental, antes do grupo registrar as versões definitivas na Flórida, e músicas tiradas do show que o grupo mineiro fez no clube Zeppelinhalle, na cidade alemã de Kaufbeuren, no dia 22 de setembro do ano de lançamento do disco, com direito a versões para “Symptom Of the Universe” do Black Sabbath e “Holiday In Cambodia” dos Dead Kennedys:
São apenas 1500 cópias do disco, que já está à venda.
Um dos marcos iniciais do cinema, o cinema de terror sempre esteve renegado à segunda divisão da sétima arte, mesmo com clássicos imbatíveis, sucessos de crítica e de público. Eu e André Graciotti, no Cine Ensaio desta semana, debruçamo-nos sobre a história desta tradição para honrar seus principais marcos e criticar os desvios criados para não se celebrar este estilo como o que ele realmente é: um dos principais gêneros da história do cinema.
A artista norte-americana Lydia Cambron recriou a última cena do clássico 2001 – Uma Odisseia no Espaço de Stanley Kubrick alinhada à quarentena que estamos atravessando neste ano.
Ficou massa.
O trailer de Estou Pensando em Acabar com Tudo parece começar como uma comédia romântica, mas aos poucos a estranheza invade tudo. A partir da viagem de um casal que vai conhecer os pais do outro pela primeira vez, uma série de incidentes improváveis começam a acontecer: ele consegue ouvir seus pensamentos? Por que os pais são tão esquisitos? Quem está naquela foto? E esse cachorro que não para de se enxugar?
Tudo faz sentido quando entendemos que é o novo filme de Charlie Kauffman, autor das histórias de Quero Ser John Malkovitch, Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças e Adaptação, além de diretor dos belos e bizarros Synecdoche, New York e Anomalisa. Estou Pensando em Acabar com Tudo é seu terceiro filme, baseado no livro de mesmo nome de Iain Reid, Jessie Buckley (de Chernobyl) Jesse Plemons, Toni Collette e David Thewlis no elenco, e estreia pelo Netflix, dia 4 de setembro.









