
O quarto episódio da nova temporada de Westworld consegue fazer o impensável: em um único episódio apresenta uma série de novas revelações, que reorganizam toda a história principal e faz com que a série volte a fazer sentido como se fossem as duas primeiras temporadas. Impressionante.
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Comentando mais um episódio da quarta temporada de Westworld, desta vez comento o terceiro capítulo da saga, que não adiantou muito a história principal mas se aprofundou em relação a alguns temas já apresentados – o que é o novo parque? O que são as moscas? O que é a torre? -, além de retomar nosso encontro com Bernard Lowe, que cada vez mais assume o papel de protagonista, e aponta para o futuro da série – e da humanidade.
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Dodô ainda reluta para vir a São Paulo e rememora o comício de Lula na Cinelândia na semana passada enquanto lembro de debates que vi e participei que abordam a questão racial que está tão presente neste ano de eleição. Aproveitamos a deixa para falar sobre a falsa polarização que tanto martelam e sobre a disposição para voltar às ruas. De quebra, o vídeo do debate sobre funk que comentei.
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O segundo episódio da nova temporada de Westworld parece confirmar que a série reencontrou seu prumo mesmo sem trazer uma grande dinâmica para a história. Na verdade, reestabelece-se o ritmo lento e uma série de pistas indicando possíveis rumos para capítulos futuros que podem antecipar ou desviar a atenção do espectador em especulações que podem não dar em nada, ao mesmo tempo em que descortinam realidades que podem ou não serem artificiais e se passar em épocas bem diferentes das que parecem ser exibidas. Centro Westworld é a série de programas que criei em 2020 para comentar semanalmente a série da HBO.
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Se você puder assistir ao Taxidermia – o encontro eletrônico dos baianos Jadsaa com João Meirelles – num teatro, não deixe essa oportunidade escapar. Num contexto de temperatura e pressão controladas, o espetáculo proposto pelos dois (com luz da Maíra Morena, projeções do Gabriel Rolim e participação especialíssima de Pedro Bienemann) ganha várias camadas de entendimento que vão para além do simples encontro da voz com a eletrônica, derretendo cérebros e corações na primeira sessão da temporada Choque Térmico, que continua nas próximas segundas-feiras. sempre no Centro da Terra.
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Depois do hiato de um mês sem Aparelho, voltamos à ativa recapitulando os últimos dias, mas com cuidado para não falar em política – mas não há muito como contornar isso. O papo então começa indo por uma gileadzação dos festivais de rock, a consciência de classe da inteligência artificial, a nova fase do Maurício de Souza, a profecia autorrealizável de Top Gun, a esgrima do amor do sabre de luz e a invenção de uma máquina de pogo – vê se é possível uma coisa dessas. Estamos de volta, putada!
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Finalmente entramos em uma nova etapa de uma das melhores séries da atualidade e mesmo depois de uma fraca terceira temporada, Westworld volta com um episódio que parece costurar os desvios da safra anterior de capítulos ao cogitar uma nova realidade em que até a personagem Dolores é reinventada. E assim retomo o Centro Westworld, série de programas que criei em 2020 para comentar semanalmente a série da HBO.
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Lembro-me como se fosse hoje: há cinco anos eu chegava do show das Rakta no festival PikNik, em Brasília (que inclusive acontece neste fim de semana), e sintonizava, como toda madrugada de segunda, no oitavo episódio de Twin Peaks. Ninguém estava preparado para o que David Lynch mostrou naquele 25 de junho de 2017. Depois de puxar um fio da meada em que a versão do mal do Agente Cooper passa por outra transformação – e por uma música gigantesca do Nine Inch Nails ao vivo -, o cineasta joga a história do entretenimento para junto da vídeo-arte, quebrando de vez a fronteira entre a televisão e a pós-modernidade. Fiquei tão impactado que assisti ao mesmo episódio pela segunda vez e escrevi um texto no blog que tinha no UOL na época ainda na madrugada, texto que reproduzo abaixo. Continue

Retomando o Cine Ensaio depois das minhas férias, puxei o André Graciotti pra discutir um dos melhores filmes dos últimos tempos, Everything Everywhere All at Once (que acabou de estrear no Brasil com o título de Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo), dirigido por Dan Kwan e Daniel Scheinert. Partindo da vida monótona de uma mãe de família encurralada por diversos problemas cotidianos (impostos, família, trabalho), somos jogados a um multiverso de linguagens e gêneros que filosofa sobre a existência sem perder o pé da rotina, misturando paródias, existencialismo, filmes de ação, comédia de humor negro e os limites do bom gosto.
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Não levamos arte ao povo, não fiscalizamos o tororó alheio nem enriquecemos com dinheiro público, mas também estamos prestes a jogar a toalha. Só não jogamos ainda porque, como ensina o mochileiro das galáxias, nunca se sabe quando se vai precisar de uma. Molhada e enrolada, por exemplo, ela se torna um argumento e tanto para um debate com os fariseus que vilipendiam a pureza do sertão. Em vez disso, porém, preferimos flanar por sinapses que valorizam o que temos de mais holístico, culminando com o grito universal de louvor que virou sinônimo de milagre. Basta acreditar!
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