

Não bastasse Ridley Scott revisitar os próprios clássicos a ponto de forjar um prequel pra Alien e cogitar uma continuação para Blade Runner, agora ele começa a avançar sobre os clássicos alheios.
É o que diz o site SlashFilm, que confirmou a produção do diretor junto ao canal SyFy para transformar o livro 3001 – A Odisséia Final, de Arthur C. Clarke, em um seriado de TV. Sim, Ridley Scott invadirá a mitologia de Kubrick em busca de audiência para a televisão. O livro é o quarto volume que Arthur C. Clarke dedicou à odisséia que começou em 2001, continuou em 2010 e esticou-se até 2061. No quarto livro da série, vamos mil anos além do encontro da humanidade com o enigmático obelisco espacial e o reencontro com o astronauta Frank Poole, tido como morto desde então. A descrição do universo deste livro, via Wikipedia, dá margem para muita superprodução:
Algumas de suas características notáveis incluem o BrainCap, uma tecnologia de interface cérebro-computador; dinossauros-servos geneticamente construídos; um porto espacial e quatro gigantescos elevadores espaciais localizados uniformemente ao redor da linha do Equador. Os seres humanos também colonizaram as luas de Júpiter Ganímedes e Calisto. TMA-1, o monolito negro encontrado na Lua em 1999, foi trazido para a Terra em 2006 e instalado em frente ao prédio das Nações Unidas em Nova York.
Agora se isso é bom ou ruim…

2014 tem sido um ano incrível para Richard D. James, um dos artistas mais complexos e importante da atualidade. Não bastasse a simples notícia do lançamento de seu primeiro disco em 13 anos, o demolidor Syro, o ano também tem sido palco para extensas entrevistas em que o senhor Aphex Twin discute minuciosamente sua produção (vale ler o longos papos com ele e Philip Sherburne no Pitchfork, com Simon Vozick-Levinson na Rolling Stone e com Ruth Saxelby na Fader). Mas nada que se compare à extensa que teve com o amigo Dave Noyze, do blog Noyzelab, em que ele além de falar de equipamentos sonoros das mais diferentes espécies, desenterrou vários experimentos sonoros, uns cabeçudaços, outros esquizofrênicos – e até uns trechos compostos por seu filho de seis anos.
Vale dedicar-se ao longo papo na íntegra aqui. E é só a parte 1…

Os fãs de John Carpenter sabem que seu talento por trás das câmeras é reforçado por trilhas sonoras pesadas e sintéticas, de alma oitentista e coração eletrônico, compostas pelo próprio diretor. E essa sonoridade, meio retrô meio futurista, está em voga nessa segunda década do século, sendo apropriada por nomes tão diferentes quanto Kavinsky, Drokk e Chromatics. Pois a face compositora do mestre da ação e do horror finalmente irá ser tratada com toda a importância merecida quando for lançada, no início do ano que vem, a coletânea Lost Themes, que reúne músicas que ele compôs mas não usou em seus filmes, de onde saiu essa emocionante “Vortex”.




Agora você já sabe por que suas preces nunca foram atendidas…

Um cartum da Liana Finck, na New Yorker de umas semanas atrás.
