Trabalho Sujo - Home

Paranoia

Um planeta celular

telas-00

Não lembro quem foi que falou que nem o pior pesadelo de George Orwell cogitaria uma população inteira carregando localizadores que registram a maior parte dos seus movimentos no bolso que espontaneamente filma-se e fotografa-se por puro prazer narcisista. Mas o fato é que os smartphones se tornaram um acessório inseparável da vida no século 21, como esta galeria de fotos reunida pela Atlantic explicita. Nenhuma novidade aqui: é apenas o choque da onipresença de telas e câmeras portáteis em todos os cantos do mundo.

Continue

4:20

CH-Nov2011

4:20

ch-pardonne

paris-est-charlie

O El País traduziu pro português alguns cartuns da edição de hoje do jornal Charlie Hebdo – a primeira a sair após a chacina em sua redação na semana passada. Tá tudo aqui.

john-waters-kiddie-flamingos

Lembra daquela história que o John Waters iria refilmar todo seu Pink Flamingos usando crianças para ler o roteiro do clássico trash? A revista T do New York Times descolou um trecho dessa apresentação – que mesmo com a linguagem mais branda (sem palavrões nem referências sexuais explícitas) choca e encanta de um jeito bizarro. Como eles não liberam embedar, só rola assistir no site deles.

4:20

CH-aug2014

4:20

ch-911

trip-guilherme-fontes

Uma das capas da edição Trip desta virada de ano é o ator, produtor e diretor Guilherme Fontes, que entrevistei para a seção Páginas Negras que abre a revista. 2015 é o ano que marca os 20 anos do projeto que consagrou a fama de Guilherme, que deixou de ser visto como um galá de novela para ir parar nas páginas de polícia como pária do cinema nacional, ao desviar milhões de reais que deveriam ser gastos na produção de seu filme Chatô – O Rei do Brasil, baseado na biografia do magnata brasileiro das comunicações do meio do século passado Assis Chateubriand. Na entrevista, dada no dia seguinte à decisão judicial que exigia que Fontes devolvesse mais de 80 milhões de reais aos cofres públicos, o ator diz estar tranquilo e que é vítima de uma conspiração por ter querido crescer demais no showbusiness brasileiro. Mas ele disse também que o filme está pronto e deve ser lançado em 2015, quando ele começa a provar que não deve nada a ninguém. Um trecho da entrevista pode ser lido no site da revista:

Que grande lição você tirou dessa história toda, da filmagem do Chatô?
Jamais faria um filme sem o dinheiro todo na conta. Foi meu único problema. O dinheiro tem que estar 100% na conta. A lei permite usar mesmo que você não tenha 100%, isso está errado. Sair pra captar é legal e você envolve outros personagens no processo. Por outro lado, você coloca pessoas que não têm nada a ver com o processo pra decidir sobre o negócio. Tudo bem que você precisa de anunciantes, mas não pode condicionar à existência desses patrocinadores a obra cultural do país. As pessoas já estão começando a usar dinheiro próprio e esquecendo do incentivo.

O que podemos esperar do filme?
Estou encantado com o lançamento do Chatô. Acho que fizemos um grande trabalho. Como disse o Cacá Diegues, quando viu o material bruto: “É o último filme tropicalista do cinema brasileiro”. É uma grande homenagem ao cinema novo, ao modernismo, a tudo que admiro. Ao Fernando Morais pelo grande livro que escreveu. Não sei por que os figurões do cinema vieram me satanizar. Eu sou produtor pra brigar por mais espaços, mais empregos para a nossa classe. Fui até o fundo do poço por esse filme. Mas tinha mola lá embaixo. Valeu a pena.

O resto, só na edição impressa.

joe-sacco-on-satire

O ataque à redação do Charlie Hebdo também foi motivo para o jornalista e quadrinista Joe Sacco defender falar de limites quando o assunto é humor, neste comentário ácido feito para o Guardian. Se alguém se dispuser a traduzir, basta postar a tradução nos comentários que eu colo aqui.

4:20

CH-DEC2011