O editor de filmes canadense somersetVII usou uma frase de Stanley Kubrick que fala sobre cinema como música (“Um filme é – ou deveria ser – mais música do ficção. Deveria ser uma progressão de climas e sentimentos. O tema, o que está por trás da emoção, o significado, tudo isso vem depois”) e alinhou movimentos de câmera, conceitos, temas e olhares em uma grande homenagem ao cinema do mestre.
Hail, Caesar! parece uma história absurda sobre a indústria do cinema, como os irmãos Coen já haviam feito em Barton Fink, mas alguns personagens citados no trailer – como o faz-tudo Eddie Mannix (vivido por Josh Brolin) e a colunista Hedda Hopper (vivida por Tilda Swinton) são pessoas de verdade e não personagens inventados, enquanto os vividos por Scarlett Johansson, Channing Tatum e George Clooney parecem ser inspirados em Esther Williams, Gene Kelly e uma mistura de Tony Curtis com Marlon Brando, citando de verdade, como filmes como Ben-Hur, Spartacus e Quo Vadis. Que história eles querem contar com isso?
O filme estreia nos Estados Unidos em fevereiro.
Uma das maiores cantoras do Brasil desafia público e a si mesma com o show Mulher do Fim do Mundo. Escrevi sobre o show pro meu blog do UOL e fiz uns vídeos (no começo tá ruim porque tava difícil filmar, depois ficou mais tranquilo), aí embaixo.
Jack White chamou Courtney Barnett para participar da série de singles Blue Series da sua gravadora Third Man (que já lançou compactos de nomes como Beck, First Aid Kit, Tom Jones, Laura Marling, entre outros) e juntos escolheram lançar a faixa que encerra o ótimo disco de estreia de nossa querida prodígio indie australiana, “Boxing Day Blues“. E ela armou uma senhora surpresa ao incluir no lado B deste single uma versão super pessoal para o hino “Shivers”, a música mais conhecida da primeira encarnação do Birthday Party, a primeira banda de Nick Cave, quando ela ainda se chamava Boys Next Door. Ela traça uma conexão direta com um improvável cânone indie australiano, já que tanto ela quanto o Birthday Party são lá de down under. Olha que versão foda….
“Shivers” foi composta por Rowland S. Howard, o guitarrista que apresentou a microfonia à banda australiana no final dos anos 70, e encerra o único disco do Boys Next Door, Door Door, lançado em 1979. A música fazia parte do repertório da banda anterior de Howard, Young Charlatans, e foi o único single lançado pelo Boys Next Door. Escrita por seu autor quando ele tinha 16 anos, a faixa é um comentário irônico sobre a insegurança na adolescência.
O problema é que “Shivers” começa com a frase “Eu tenho contemplado o suicídio” e, mesmo que ela brinque com isso no verso seguinte (“mas não combina comigo”), estigmatizou a canção de tal forma que ela foi censurada na Austrália. A forma pesada que Nick Cave interpretava a faixa certamente ajudou a aumentar tal controvérsia:
A música seguiu como um dos principais marcos da carreira de Howard, sendo uma das músicas mais pedidas pelos fãs em sua carreira solo até sua morte em 2009:
Recentemente, a faixa também foi gravada pelo Divine Fits, o ótimo supergrupo indie liderado pelo Daniel Britt, do Spoon:
Que música foda. Mais um ponto pra Courtney, uma das principais artistas deste 2015.
O primeiro Vida Fodona de outubro, só agora! Que vexame!
Ride – “Vapour Trail (Robert Smith Remix)”
Paul McCartney + Michael Jackson – “Say Say Say (2015 Remix)”
!!! – “Ooo”
Karina Buhr – “Pic Nic”
Elza Soares – “Pra Fuder”
Supercordas – “Espectralismo ou Barbárie”
Boogarins – “6000 Dias”
Deerhunter – “Breaker”
Ryan Adams – “Style”
Bárbara Eugenia + Rafael Castro – “Te Atazanar”
Rodrigo Ogi + Mao – “Estação da Luz”
Instituto – “Ossário”
Fabio Góes – “Nerves”
Skylar Spence – “Fall Harder”
Broken Bells – “It’s That Talk Again”
DJ Poulpi – “No One Knows When The Sky Falls”
Lana Del Rey – “Don’t Let Me Be Misunderstood”
Prontos para mais um experimento psíquico-carnal no coração da melhor cidade da América do Sul? Em mais um exercício sobre impacto consensual de frequências sonoras selecionadas de forma específica para melhorar o temperamento de adultos bem resolvidos, abrimos nossa incubadora de boas vibrações para a aglomeração dos melhores sentimentos e sensações inebriantes em um ambiente hermeticamente isolado de tensões negativas externas. O centro de pesquisas Noites Trabalho Sujo desta vez é representado pelos doutores peritos em alto astral Alexandre Matias e Luiz Pattoli, que convidaram diferentes peritos na efervescênca de energia orgônica em diferentes apresentações que acontecerão a partir dos últimos minutos do dia 10 de outubro de 2015. São eles: a séria pesquisadora santista Flavia Durante para testar o impacto de sonoridades latino americanas e timbres femininos em pessoas despidas de preconceitos, a dupla de diletantes Karen Ercolin e Larissa Godoi que encontram-se pela primeira vez em uma redoma de corpos em movimento para testar diferentes fórmulas da fusão entre ritmos sintéticos e guitarras elétricas, o popular linguista Wilson Farina que conduzirá mais uma vez testes com candidatos para transformar um ambiente calmo à meia luz em uma profusão de sorrisos e requebros e a aula magna do doutor Rodrigo Gorky, que pertence ao instituto de aprofundamento hedonista Bonde do Rolê e ao acelerador de partículas sonoras Fatnotronic, em que mostrará como é possível aproximar suas duas áreas de estudo em uma celebração onde ninguém é de ninguém. O encontro acontece mais uma vez no enorme prédio-antena da Trackertower, próximo ao Largo do Payssandu, e há a exigência de confirmação de nomes para garantir a presença – esta pode ser feita através do endereço de correio eletrônico noitestrabalhosujo@gmail.com até às 18 horas do dia do experimento. Tenham juízo!
Noites Trabalho Sujo @ Trackers
Sábado, 10 de outubro de 2015
No som: DJ Gorky, Flavia Durante, Luiz Pattoli, Alexandre Matias, Karen Ercolin, Larissa Godoi, Wilson Farina e… mais alguém?
A partir das 23h45
Trackertower: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 30 só com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com (os 100 primeiros pagam R$ 20 pra entrar)
Mais um sagaz mashup do jovem Raphael Bertazi, que desta vez coloca “Heart of Glass” do Blondie sobre “Todos Estão Surdos”, de RC.