O grupo inglês Blur esteve em plena turnê pela América do Sul essa semana: fez show no Chile semana passada e dois na Argentina e agora volta ao hemisfério norte pelo México e depois para os EUA – e nenhuma alma brasileira se dignou a trazer o show pra cá. Nos resta nos conformar com o vídeo com a íntegra do show em Santiago, cujo setlist vem a seguir.
“Go Out”
“There’s No Other Way”
“Lonesome Street”
“Bedhead”
“Ghost Ship”
“Coffee & TV”
“Out of Time”
“Beetlebum”
“Thought I Was a Spaceman”
“Trimm Trabb”
“For Tomorrow”
“Tender”
“Parklife”
“Ong Ong”
“Song 2”
“To the End”
“This Is a Low”
Bis
“Stereotypes”
“Girls & Boys”
“The Universal”
O Netflix mostrou o teaser da próxima safra de episódios do Demolidor na Comic Con de Nova York e o vídeo mostra o rumo da série da Marvel com o Netflix a partir dos novos personagens Justiceiro e Elektra, ambos mostrados de relance – postei o vídeo lá no meu blog no UOL.
O novo seriado Marvel/Netflix começa a mostrar seus outros personagens… E um dos teasers que coloquei no meu blog no UOL começa a revelar o Homem Púrpura, interpretado por David Tennant (que faz o papel do décimo Dr. Who, na série de mesmo nome).
Em sua estreia na direção, o ator de Hotel Ruanda e Vingadores vive o maior nome do jazz dos anos 50 aos 80. Separei algumas cenas online lá no meu blog no UOL.
Um dos melhores discos do ano passado (quarto colocado, na minha contagem), o Encarnado de Juçara Marçal vai ser lançado em vinil pela Goma Gringa, em versão que inclui uma sobrecapa que estica a arte original feita por Kiko Dinucci – já está em pré-venda. O selo também está lançando um dos grandes discos deste ano em vinil, o R.A.N., do Space Charanga, a versão Sun Ra da Charanga de Thiago França, parceiro de Juçara no Metá Metá.
Que noite! Dá pra sacar a vibe pelas fotos da Natália.
O inglês Matt Cuttler, também conhecido como Lone, foi chamado para dar um tapa em uma dos carros-chefes do novo disco do Disclosure – a hipnótica “Jaded” – e a levou para um passeio disco house pelos anos 90.
O baú do Velvet Underground não tem fundo: tem mais uma caixa com quatro CDs de gravações ao vivo do grupo prestes a ser lançada, desta vez concentrada nas apresentações que a banda de Lou Reed fez em 1969, no Matrix, em São Francisco, nos EUA. O Velvet passou uma temporada na Califórnia quando se apresentou por 18 noites em duas casas da cidade, o Family Dog e o Matrix. Este último era uma antiga pizzaria que Marty Balin, do Jefferson Airplane, transformou em casa de shows. E a caixa The Velvet Underground: The Complete Matrix Tapes reúne 42 faixas gravadas em quatro canais com material de principalmente duas noites, 26 e 27 de novembro daquele ano. Boa parte do material já foi lançada: primeiro no disco 1969 The Velvet Underground Live (lançado em 1974) e depois nas caixas das Quine Tapes e na edição de luxo do terceiro disco, lançada no ano passado. Das 42 faixas, nove são inéditas. A caixa será lançada no final de novembro e eis uma amostra do que podemos esperar:
Uma marca essencialmente paulistana, o autógrafo em preto e verde que se espalha por paredes, muros e rodovias na região da grande São Paulo finalmente é investigado no documentário Os 3 Atos de Carlos Adão, produzido pelo estúdio Inhamis e a agência Balaclava (não confundir com a gravadora de mesmo nome).
Conversei com os dois diretores do documentário, Diego Navarro e Francisco Franco, por email sobre essa figura conhecida e desconhecida ao mesmo tempo.
Como você entrou em contato pela primeira vez com o trabalho de Carlos Adão?
Diego – Eu conheci de início a lenda do Carlos Adão por amigos de SP. Me falaram sobre esse nome que aparecia misteriosamente em muros, pedras na estrada, muitas vezes acompanhado de alguma palavra agregada, coisas do tipo “Sexo” “É muito gostoso” “é Amor”. A partir daí comecei a reparar nos muros sempre que ia a São Paulo. Quando a Balaclava nos convidou para fazer esse documentário juntos achei meio coincidência e um sinal pra abraçar a ideia.
Francisco – Eu já tinha visto uma pintura quando era novo e ia com a família curtir as férias no litoral paulista. quando vi, fixei a marca e anos depois encontrei uma amiga de Volta Redonda que comentou de uns pixos dele. daí eu me recordei. Quando eu vi que ele estava pintando quadros eu achei uma grande sacada.
Como o interesse pelo personagem aumentou? Vocês o conheciam pessoalmente antes de fazer o filme?
Nós dois não o conhecíamos pessoalmente, somente por fotos, vídeos e intervenções. Depois do primeiro contato, percebemos as possibilidade de abordar vários assuntos da sua vida política, profissional e pessoal. Mas a medida que o conhecemos também percebemos vários outros campos que vão além do personagem que ele construiu. É uma figura em parte misteriosa, com uma história de vida que se confunde com a história de sua marca, e seu estilo de vida, totalmente focado nas intervenções que faz em diversas mídias, internet, música, pinturas, pixos e política.
Por que vocês resolveram fazer esse filme?
O pessoal da Balaclava curtia uma websérie que produzíamos, o Inhamis Oficina, e entraram em contato nos convidando para fazer o filme, o projeto fluiu e percebemos que estávamos na mesma sintonia: fazer um documentário que se tornasse um registro do candidato-economista-pixador e do contexto em que ele existe: um nome que se tornou lenda urbana na maior cidade da América do Sul.
Optamos por gravar com ele – e finalmente conhecê-lo – após todas as entrevistas com os artistas e amigos dele. Essas pessoas descreveram fatos e traços da personalidade dele que reforçaram nossa curiosidade em torno do mito. Escolhemos essa estratégia para ficar do lado das pessoas que só ouvem a respeito de Carlos Adão.
Esse filme é uma iniciativa independente da Balaclava e do Inhamis. Estamos trabalhando nesse projeto há um ano e meio. A produção é assinada pela Balaclava, a direção e montagem é do Inhamis.
A intenção do filme sempre foi falar com o próprio Carlos Adão?
A ideia inicial era acompanhar os rolês do Carlos Adão e extrair daí os fragmentos que contam sua história e mostram sua personalidade. Os entrevistados foram o fotógrafo Costa Lara, pixador Djan Ivson Cripta, o amigo Henan Broto, a amiga de internet Luzinda Vieira, Rafael Senatore, comprador de um quadro, Ricardo dos Santos, da pizzaria Bate Papo, no Guarujá, o grafiteiro e artivista Thiago Mundano, o tipógrafo Thiago Reginato, o tipógrafo e artista plástico Tony de Marco foram convidados para debater conosco os valores artísticos e técnicos da marca, suas impressões sobre o Carlos Adão e a dualidade pixador X político.
Como foi o encontro?
Percebemos que tínhamos um objeto de estudo com bastante personalidade e que seria um desafio não sermos contaminados durante o processo de gravação (ele é um comunicador nato). ficamos entusiasmados com a possibilidade de documentá-lo.
Como Carlos Adão é visto pela cena de grafitti e pixo do Brasil?
A maioria dos pixadores de São Paulo não gostam do Carlos Adão. Quando começou a pintar, ele não tinha noção das regras do rolê, então atropelava várias agendas de pixo. Ele foi abordado uma vez e isso foi registrado em vídeo pelos pixadores responsáveis pelo apavoro. Com o tempo, Carlos se tornou mais sagaz nas regras do pixo e se tornou menos rejeitado.
Outro ponto que o Carlos perde com o movimento é que muitos o consideram um candidato político que se aproveita do instrumento do pixo.
Carlos Adão é conhecido fora de São Paulo? E no exterior?
O Carlos é desconhecido no exterior. Fora de SP, ele é conhecido, mas não muito famoso, nos estados em que já pintou, Paraná, Santa Catarina, litoral do Rio de Janeiro. Dentro de São Paulo, Carlos pinta mais nos arredores – ele é de Taboão – e sempre transita nas rodovias que levam ao litoral e interior do estado.
Quando pretendem lançar o filme?
Estamos procurando um veículo para lançar o filme, não queremos engessá-lo com festivais. Acreditamos que todo brasileiro deve saber quem é Carlos Adão. A previsão de finalização é final de novembro. A partir daí vamos fazer um corre de distribuição. Já estão confirmadas exibições em SP, RJ, Curitiba, BH e Juiz de Fora.