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De Volta para o Futuro em vinil

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E prepare-se para ouvir falar pacas de De Volta para o Futuro nos próximos dias – pois dia 21 de outubro deste ano é o dia em que teoricamente Marty McFly chega, pela primeira vez, ao futuro, na primeira continuação do filme. E entre as novidades está essa incrível caixa de vinis, com as trilhas sonoras dos três filmes pela primeira vez empacotadas num box organizado por uma loja de camisetas online, a Mondo Tees. A caixa reúne os três discos com as trilhas escritas por Alan Silvestri e foram reunidas como o plutônio que o Doutor Brown roubou para conseguir viajar no tempo.

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Na caixa, os discos têm essas capas:

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Dá pra comprar também os discos em versão individual – aí eles têm capas diferentes, mas igualmente estilosas.

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As artes são do ilustrador inglês Matt Taylor e dá pra fazer a pré-venda a partir do dia 21 no site da Mondo Tees.

Tulipa Ruiz no disco novo de Fabio Góes

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Essa é a capa de Zonzo, o disco novo de Fabio Góes, que será lançado nesta sexta-feira e que eu já havia comentado por aqui. Mais uma inédita, essa exclusiva para o Trabalho Sujo, traz os irmãos Tulipa e Gustavo Ruiz na faixa “Apenas Simplesmente”, que mantém o alto nível comparado com as duas que ele já havia mostrado antes.

Diomedes, por Lucimar Mutarelli

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Comentei outro dia por aqui sobre a recente aversão de Lourenço Mutarelli ao mundo dos quadrinhos, o mesmo que o viu nascer e crescer sua reputação às vésperas do prêmio HQ Mix deste ano, que trazia o personagem mais célebre do autor, o detetive particular Diomedes, como símbolo do prêmio em 2015. Lourenço, como anunciado, não foi e mandou sua esposa, a já canônica Lucimar Mutarelli, que leu uma homenagem ao marido:

Se dependesse de mim o Diomedes não existiria
Quando o Lourenço me mostrou o personagem e contou que seria um detetive que não resolveria nenhum caso, eu não gostei
Queria de volta o Thiago de Transubstanciação, Cosme e Damião, o Cãozinho sem pernas e o Champion
Queria o delírio do Matheus, da Confluência da Forquilha
Queria mais histórias do Desgraçados, aquele olhar da Elizabeth e da Paloma
Queria o submundo, o subtexto, o underground, as entrelinhas
As histórias coloridas e biográficas do Mundo Pet. Autorais, pessoais, verdadeiras
Lourenço em pele e osso
Descarnado
Não, eu não queria ler mais uma história de detetive
Lourenço não me ouviu. Foi lá e fez. Como um hobby, a noite, depois de passar o dia ilustrando livros de RPG para garantir o aluguel, ajudar com as coisas de casa e cuidar do Francisco, Lourenço seguia noite adentro escrevendo e desenhando obstinado a história do Diomedes
Quem gostou foi o Seu Lourenço, o pai do desenhista, os dois compartilhavam casos, piadas e segredos
Em 2001 Seu Lourenço morreu sem ver o fim da trilogia. Mesmo fraco, cansado e triste, Lourenço foi lá e concluiu, rezando homenagem
Lourenço teve muitos compadres e padrinhos no meio do caminho
Teve o Marcatti e a Tata, Glauco Mattoso, o Carlos, da Dealer, o Gilberto Firmino, o Douglas e o Mauro da Devir, o Jal e o Gual, a Dani. No Paraná, a incansável Mitie e o Xico. No Rio, Roberto Ribeiro, a Ruth, o Patati, Alan Alex e o Emanuelle. A Ester e o Osni. O primeiro computador veio do Adão, quem deu os primeiros toques foi o Tony e o Heinar da Cyber comics, a Gibiteca Henfil, o Klink e a Silvana. O Sidney Gussman, Professor Waldomiro, o Gaú, o Gonzalez e o Zimbres
Os jornalistas especializados que viravam amigos, Rogério de Campos, Jotabê Medeiros, o Gabriel Bastos Junior
Os amigos Léo, Claudio, André e Anderson viraram personagens, as histórias da família e das namoradas eram metamorfoseadas. Foi comparado com Kafka, Dostoievski e Augusto dos Anjos
Pra mim, é o Machado de Assis dos Quadrinhos. De um realismo fantástico, absurdo e mágico foi se aproximando do Realismo, literalmente, A Caixa de Areia
Teve também muitos ídolos, referências, inspirações, Tardi, Hergé, Will Eisner, Lorenzo Mattoti, Munhoz e Sampaio, Mazzuchelli, o Príncipe Valente, os materiais que conheceu no estúdio do Mauricio de Sousa.
Lourenço vive dizendo que não gosta mais de quadrinhos mas em casa, sozinho, ele entra em transe quando começa a rabiscar no moleskine e sangra desenhando e escrevendo
Expurga seus medos e demônios e nós, fieis seguidores, seguimos, esperando a próxima história, seja em quadrinhos, na literatura, no cinema ou no teatro mas que seja sempre você ♥
Falo por mim e em nome dos seus fãs: Eu te amo, Lourenço Mutarelli

lucimar mutarelli
10 de setembro de 2015

O velho Mutarelli foi lá e postou no Facebook, com essa imagem escrota do Diomedes acima. Típico.

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Lourenço está com livro novo na praça, o intrincado O Grifo de Abdera, que acaba de sair pela Companhia das Letras. É um quebra-cabeças de identidades que brinca, inclusive, com a do próprio Mutarelli, que teria sido forjada por dois autores, um escritor e outro desenhista, e que encontra uma estranha ligação com um ex-professor de educação física que mora na Pompéia… No site da editora dá pra ler um trecho (aqui, em PDF).

Unknown Mortal Orchestra x Silicon

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O vocalista e guitarrista Ruban Neilson, líder do Unknown Mortal Orchestra, pegou uma música do projeto de seu irmão, Kody Neilson, que se apresenta como Silicon, e picotou-a inteiramente, adicionou vocais, percussão e graves, transformando-a em outra música. Compare com a original, que vem logo após o remix.

Como foi o Porto Musical 2015

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Participei do conselho da edição de 2015 do Porto Musical, em Recife, que aconteceu em fevereiro e falei sobre a importância do evento – misto de conferência e festival – para a cena local, para o showbusiness nacional e para o contexto global.

Nem lembro se publiquei aqui os shows que assisti quando estive por lá, apresentações memoráveis do DJ Dolores, Marcelo Jeneci, O Terno, The Baggios, Cumbia All Stars e Anelis Assumpção. Filmei algumas músicas, saca só:

Outra do Diplo com a MØ

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Depois de levar um dos hits da temporada com sua “Lean On“, gravada sob o pseudônimo Major Lazer, Diplo chamou a dinamarquesa MØ para mais uma colaboração – e a faixa “Kamikaze” estreou no programa da Annie Mac, da BBC, que também entrevistou a vocalista.

Violar, o novo disco do Instituto, será lançado nesta sexta

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Essa é a capa do segundo disco do Instituto, Violar, que aparecerá no Spotify a partir da próxima sexta e segue online no site oficial do coletivo na semana que vem, agora uma dupla, reduzida a Rica Amabis e Tejo Damasceno. O novo disco repete o desfile de grandes nomes e compadres que caracterizou a estreia do antigo trio (já que Daniel Ganjaman não faz parte mais do grupo), Coleção Nacional, de 2002, e dessa vez reúne gente de alto calibre, um verdadeiro quem é quem na atual música brasileira, como a Nação Zumbi, os Metá Metá, Fred Zero Quatro, M. Takara, Lanny Gordin, Karol Conká, Tulipa Ruiz, Fernando Catatau, BNegão, Guilherme Held, Curumin, Sombra, Criolo e um vocal inédito de Sabotage, além da participação dos gringos Mike Relm, Tony Allen, Rob Mazurek, Lyrics Born, entre outros. Segue a ordem das faixas e as participações em cada uma delas, exclusivo pro Trabalho Sujo.

“Polugravura” (com Tejo Damasceno, Pupillo, Dengue e Thiago França)
“Vai Ser Assim” (com Rica Amabis, Criolo, Junior Areia, Tony Allen, Lanny Gordin, Axé, Gustavo Da Lua, Thiago França e Fred Zero Quatro)
“Alto Zé do Pinho” (com Sabotage, Nação Zumbi, Otto, Sombra, Rica Amabis e Tejo Damasceno)
“Mais Carne” (com Tulipa Ruiz, Karol Conká, Rica Amabis, Tejo Damasceno, Alexandre Basa e Mike Relm)
“Na Surdina” (com Jorge du Peixe, Rica Amabis , Luca Raele, Dengue e Rob Mazurek)
“Bossa Chineva” com Rica Amabis, Dengue e M.Takara)
“Pacto com o Mato” (com Curumin, Rica Amabis, Marcelo Cabral, Gui Amabis e Mike Relm)
“Tudo Que Se Move” (com Tulipa Ruiz, Rica Amabis, Lúcio Maia , Dengue e Gui Amabis)
“Seco’ (com Tejo Damasceno, Rica Amabis, Lyrics Born, Joyo Velarde, BNegão, Thiago França e Klaus Sena)
“Ossário” (com Rica Amabis, Marcos Gerez, Tejo Damasceno, Fernando Catatau e Luca Raele)
“Isso é Sangue” (com Tejo Damasceno, Daniel Ganjaman, Rica Amabis, Kiko Dinucci e Jorge du Peixe)
“Irôco” (com Rica Amabis, Klaus Sena, Guilherme Held, Kiko Dinucci, Thiago França e Juçara Marçal)
“Baía” (com Tejo Damasceno, Thiago França, Tony Allen e Maurício Alves)

E o disco, que será lançado pela YB, tá tão bom… Depois eu conto.

Um futuro além da internet

elonmusk

Escrevi sobre o industrial magnata Elon Musk para o site da editora Intrínseca, que está lançando sua biografia,

Um futuro longe do online
Elon Musk quer colonizar Marte, popularizar os carros elétricos e a energia solar — independentemente do que aconteça com a internet

“As melhores mentes da minha geração estão pensando em como fazer as pessoas clicarem em anúncios.” A frase, dita por um dos primeiros programadores do Facebook, sintetiza o sentimento de frustração com o futuro trazido pelo Vale do Silício: em vez de viagens interplanetárias, teletransporte ou energia sustentável, o futuro que o século XXI nos apresentou foi o de pessoas grudadas em monitores de todos os tamanhos, inflando seus próprios egos em redes sociais.

A promessa de futuro vendida pelo Vale do Silício misturou-se com o mundo de fama e sucesso de Hollywood, e, em pouco tempo, CEOs atingiram status de popstar. Steve Jobs talvez seja o melhor exemplo desse domínio do mundo dos negócios como uma variação do show business. Mas não se engane, filmes sobre Bill Gates e Mark Zuckerberg já foram produzidos e currículos de executivos bem-sucedidos continuarão sendo vendidos como biografias de pessoas incríveis nos próximos anos.

De lá para cá, a internet mudou. Deixou de ser o reino aberto de trocas de links para se tornar um ambiente de feudos de marcas, clusters de usuários obstinados em reter todos os dados pessoais de seus clientes para vendê-los a outras marcas em forma de publicidade personalizada. Google, Facebook, Microsoft, Apple, Amazon e uma meia dúzia de empresas querem mantê-lo sob seu único guarda-chuva, silos de entretenimento que combinam redes sociais, aplicativos para celulares e tablets, games, serviços de streaming, sites de compras e de armazenamento digital. Todo mundo permanece cada vez mais grudado a uma matrix de distrações, e aquele futuro Jetsons que antevíamos em meados do século passado parece sumir enquanto migramos de uma tela para outra, de uma marca para outra.

Mas para o sul-africano Elon Musk um futuro de viagens interplanetárias e energia sustentável ainda permanece no horizonte. Alheio aos deslumbres do digital, ele preferiu investir seu dinheiro em desafios verdadeiramente transformadores. Ele pertence ao grupo de programadores e engenheiros que ficou conhecido mais tarde como “a Máfia do PayPal” por ter surgido em meio à criação do serviço de transferências financeiras — um grupo de empreendedores que criaram uma espécie de lado B do Vale do Silício mais pop, desenvolvendo aplicativos e redes sociais que orbitam de forma pacífica ao redor das principais, como LinkedIn, Yelp, Reddit e fundos de investimento.

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Musk, no entanto, radicalizou. Preferiu investir em outras formas de conexões humanas ao entender que a internet havia se convertido em uma nova corrida do ouro, fazendo todos apostarem alto no ciberespaço como único futuro viável. Após ficar bilionário com a venda do PayPal, dedicou-se às próprias empresas para atingir suas metas futuristas, que incluem a exploração do espaço, viagens interplanetárias, terraformação de Marte, carros elétricos, transportes suspensos, energia solar… E tem dado certo.

Com sua SpaceX, Musk já realizou viagens tripuladas para fora da órbita da Terra e estuda como criar uma biosfera artificial em Marte que suporte a colonização do Planeta Vermelho — empreitada que ele pretende iniciar ainda em vida. Com a Tesla Motors está mostrando que o carro elétrico não apenas é viável como também pode ser criada uma malha de recarga gratuita para seus carros em três continentes. Sua SolarCity já é a segunda maior empresa em vendas de painéis solares nos Estados Unidos. E sua Hyperloop, que cogita o transporte suspenso entre cidades por tubos de ar comprimido, já começa a fazer testes com um tubo que liga Los Angeles a São Francisco.

A internet atual vive uma transição drástica que equilibra uma geração que viu a chegada da rede como tábua de salvação de um futuro em colapso (a popularização em massa da internet e o surgimento das redes sociais aconteceram logo após o atentado do 11 de Setembro de 2001) com outra que já nasceu on-line e não percebe a rede como novidade. Ambas se encontrarão quando a esperança reluzente do mundo digital se provar apenas uma forma de manipulação e vigilância das pessoas, quando o futuro brilhante da internet se reduzir apenas a uma rede de monitoramento de dados, seja para uso comercial ou governamental. Quando isso acontecer, Elon Musk estará nos esperando com seu futuro megalomaníaco já em andamento.