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O feliz ano novo do Bidê ou Balde

Cartão Bidê ou Balde 2016

15 anos depois de lançar a faixa “Vamos Passar a Noite de Galera” num EP encartado em uma revista que tornou-se item de colecionador para os fãs, o grupo gaúcho Bidê ou Balde encerra 2015 lançando finalmente a música em versão oficial, usando a canção, clássica nos shows da banda desde seu lançamento para poucos, para desejar boas festas.

A aurora dos Boogarins

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A Skol Music divulgou um vídeo com cenas da apresentação do grupo no Mirante 9 de Julho, em São Paulo, um pouco antes dos goianos partirem rumo à mais uma turnê no exterior, e registrou um papo com eles sobre esse ótimo momento que a banda está atravessando neste conturbado 2015.

Quem quer ganhar o vinil do Barulho Feio do Rômulo Fróes?

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Rômulo Fróes está lançando seu disco de 2014 Barulho Feio em vinil em três shows gratuitos, quinta, sexta e sábado, no Teatro de Arena, em São Paulo, e descolou três unidades para serem sorteadas aqui no Trabalho Sujo. Basta responder nos comentários deste post qual é sua música favorita do disco e por quê, além de que dia você prefere ir no show (além de deixar seu email para que eu possa entrar em contato). Até o final da tarde de quinta eu anuncio os vencedores, que poderão retirar seu disco direto no show. Maiores informações na página do evento no Facebook. Valendo!

Vida Fodona #517: Ainda não tô em clima de retrospectiva

vf517

Vamos lá que ainda tem muito 2015 pela frente….

Drake – “Hotline Bling (Instrumental)”
Mopho – “A Carta”
Erasmo Carlos – “Grilos”
Gorillaz – “Empire Ants (Miami Horror Remix)”
Kendrick Lamar – “The Blacker the Berry”
Wire – “Keep Exhaling”
Spoon – “Rainy Taxi”
Elza Soares – “Maria da Vila Matilde”
Rodrigo Ogi – “7 Cords”
Diogo Strausz – “Não Deixe de Alimentar”
Lana Del Rey – “High by the Beach”
Carly Rae Jepsen – “Run Away With Me”
Ryan Adams – “Style”
Siba – “O Inimigo Dorme”
Tulipa Ruiz – “Oldboy”
Wilco – “Pickled Ginger”

Vamo lá.

Tulipa + Jeneci 2015: “É natural que seja assim”

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Tulipa e Jeneci encerram seu 2015 oficializando a já clássica parceria “Dia a Dia, Lado a Lado”, que nunca haviam gravado em estúdio, apenas tocado juntos em shows. A gravação da balada marca também o início de uma aproximação da carreira dos dois, que começam 2016 dividindo o palco dia 15 de janeiro em Salvador, dia 16 no Rio de Janeiro e nos dias 23, 24 e 25 em São Paulo. E será que para por aí?

Portlandia ♥ B-52’s

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Fred Armisen, que faz dupla com a guitarrista do Sleater-Kinney ‎Carrie Brownstein no seriado Portlandia junta-se à banda para celebrar o clássico “Rock Lobster”, dos B-52’s, no show que o trio fez em Nova York no domingo. Que incrível.

De outro ângulo.

Que banda. Que bandas!

O dia em que o Circo Motel encontrou com o Bixiga 70

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O grupo paulistano Circo Motel está para lançar seu segundo disco e acaba de abrir uma campanha de crowdfunding para finalizá-lo. Escalei-os para tocar no Prata da Casa em 2012 (grande geração) e de lá pra cá o grupo começou a beber no suíngue e resolveu direcionar a nova fase para este lado, estacionando no estúdio Traquitana, do Bixiga 70, sendo supervisionados pelos maestros da banda Cris Scabello, que produziu o disco, Maurício Fleury e Décio 7, além de passar pela técnica de dois bambas: o técnico Fernando Sanches e o produtor Victor Rice. O resultado chama-se Auê e deve vir a público no início do ano – e eles começam a mostrar o trabalho com o single “Feijoada”, que eterniza em música aquele infame meme sobre o Brasil.

Tudo Tanto #014: Baby e Pepeu novamente juntos

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E na minha coluna na revista Caros Amigos do mês passado eu falei sobre o reencontro de Baby Consuelo e Pepeu Gomes no palco do Rock in Rio deste ano – e deixo abaixo alguns vídeos que fiz durante esse mítico encontro.

O reencontro de Baby e Pepeu

Baby do Brasil puxou o ex-marido Pepeu Gomes de um lado e o filho Pedro Baby do outro, ambos com guitarras em punho. Haviam acabado de tocar “Mil e Uma Noites de Amor” no palco Sunset do Rock in Rio e Baby não se cabia em si: “Esse é um momento único na história da música brasileira. Talvez mais cem anos pra acontecer alguma coisa parecida”, disse a cantora, emocionada por estar fazendo música com o pai de seu filho e com o próprio filho. E realmente foi um momento tanto histórico quanto emocionante.

Ainda mais se levado em conta que ele aconteceu no imenso shopping a céu aberto que é o Rock in Rio, um parque temático sobre si mesmo em que os patrocinadores e a históriia do festival parecem ser mais importantes do que qualquer um dos artistas que venha subir em qualquer palco. No meio daquela bolha de plástico movida a dinheiro, um casal de ex-hippies reencontra sua energia vital ao se entregar a versões intermináveis de hits imortais que dominavam o rádio brasileiro e pavimentaram o caminho para o pop dos anos 80.

Porque Baby e Pepeu, mais do que integrantes de uma das principais bandas da história do rock brasileiro (os Novos Baianos), têm, juntos, uma carreira digna das melhores bandas de rock dos anos 80 – só que eles vieram antes. Pertencem a uma geração que começa a romper tanto com os valores da ditadura militar quanto os da resistência civil, brincando com o pop (antes visto como “alienante” ou “imperialista”), com instrumentos elétricos, com sexo, drogas e rock’n’roll de forma que afrontavam o status quo da MPB e o tradicional cancioneiro latino-brasileiro.

São bandas e músicos que pavimentaram o caminho para o chamado “pop rock” dos anos 80 na marra, forçando limites estéticos e comportamentais como se assumissem uma missão de retirar o Brasil de um atraso cultural imposto pela relação entre o governo militar e a cultura do protesto, questionando valores e criando polêmicas. Gente como Raul Seixas, Rita Lee (primeiro com o Tutti Frutti e depois com Roberto de Carvalho), Guilherme Arantes, Fagner, Ritchie, Secos e Molhados (e a carreira solo de Ney Matogrosso), Zé Ramalho, Eduardo Dusek, A Cor do Som, Marina Lima e até artistas de gosto duvidoso como Sidney Magal, Gretchen, Fabio Júnior, A Turma do Balão Mágico e até Xuxa – donos de hits que desafiaram a mesmice e a elitização da MPB e prepararam o território para as duas gerações de bandas que chamamos comumente de “rock brasileiro dos anos 80”: a carioca (formada por Lulu Santos, Kid Abelha, Blitz, João Penca, Lobão e os brasilienses Paralamas) e a paulista (formada por Ira!, Titãs, RPM, Ultraje a Rigor e os brasiliense Legião Urbana). A história desta geração é contada com minúcia no recente Pavões Misteriosos, que o jornalista André Barcinski lançou no ano passado pela editora Três Estrelas.

Baby e Pepeu, por terem sido um casal e por terem se divorciado, no entanto, não levaram sua carreira adiante ou se entregaram a um fácil revival. Diferente da maioria dos artistas que tiveram seu auge entre anos 70 e 80, a dupla não arriscou nenhum retorno de sua carreira como casal até o reencontro no Rock in Rio. Até voltaram a subir juntos num palco como Novos Baianos, mas aí era uma química de grupo, não apenas de casal. E os dois seguiram seus rumos: Baby mudando o sobrenome de Baby Consuelo para Baby do Brasil e convertendo-se à religião evangélica, exaltando Deus em todas as possibilidades. Pepeu seguiu sua carreira de guitar hero exibindo-se mais como músico instrumental do que como compositor pop.

O elemento-chave para a reconciliação – puramente artística, os dois nunca foram brigados fora do palco – foi a presença do filho Pedro Baby. Um dos inúmeros filhos do casal, coube a ele a tarefa de reunir pai e mãe novamente num mesmo palco, para celebrar uma carreira e uma parceria que permanece intacta no imaginário brasileiro. E parece que o filho apelou para Deus, desafiando a mãe sobre a naturalidade daquele reencontro. Foi o suficiente para que tudo começasse a funcionar. Para algo aquilo tinha de servir.

Não custa lembrar também que o reencontro foi encomendado pelo Rock in Rio justamente pela autocelebração do próprio festival, que completava 30 anos de vida e que usava isso como desculpa para apostar em atrações que lembrassem outras edições do festival. Baby e Pepeu estiveram na edição inaugural, em 1985, dois anos depois de terem sido barrados na Disneylândia acusados de quererem chamar mais atenção que as atrações daquele parque (sério, o que deu origem à música “Barrados na Disneylândia”). Se não fosse a presença dos dois em 1985, talvez não os veríamos juntos em 2015. Para algo aquilo tinha de servir.

Uma vez juntos no palco, a química musical era impressionante. Baby e Pepeu são praticamente a mesma pessoa em corpos diferentes, mesmo décadas sem tocarem juntos. O transe musical que entravam em todas as músicas – esticando hits de três minutos em versões que chegavam quase aos dez minutos – era contagiante e o público que tinha ido assistir aos Paralamas do Sucesso, Rod Stewart e Elton John (que também tocavam no festival no mesmo dia) logo estava sendo carregado pelos refrões e solos de músicas como “Mil e Uma Noites de Amor”, “Menino do Rio”, “Telúrica”, “Todo Dia Era Dia de Índio” e “Masculino e Feminino”, além de dois clássicos dos Novos Baianos, “Tinindo Trincando” e “A Menina Dança”.

Pepeu se emocionou e chorou logo que entrou no palco, deixando o show ainda mais intenso emocionalmente. Baby tinha que seguir sua pregação, citando o nome de seu salvador a cada intervalo entre as músicas, mas mesmo este exagero não diminuía a celebração musical. Entre os dois, Pedro Baby visivelmente emocionado e orgulhoso de ter realizado e participar daquele encontro, escorregava a bordo de sua guitarra em duelos quentes ao lado do pai, enquanto a mãe sacudia-se entre os dois. Foi um dos grandes momentos do Rock in Rio e da música brasileira em 2015. Tomara que eles repitam a dose em mais shows.