Trabalho Sujo - Home

O Ecossistema da Música em 2016

assessoria-gerenciamento

Enquanto não agendamos a próxima etapa do curso completo Ecossistema da Música no Século 21, começamos 2016 com a versão compacta do curso, em duas aulas já consagradas: dia 19 de janeiro tem o curso da Helô Aydar sobre gerenciamento de carreira musical e no dia 18 de fevereiro, a Mariana “Piky” Candeias fala sobre o trabalho de assessoria de imprensa para música. Os dois cursos acontecem apenas em um dia, das 20h às 22h, no Espaço Cult, na Vila Madalena, em São Paulo. E as inscrições podem ser feitas pelo próprio site do Cult: neste link você se inscreve no curso da Helô, dia 19 de janeiro, e neste no curso da Piky, dia 18 de fevereiro.

Vida Fodona #518: Vida Fodona de amigo oculto

vf518

Tirei a Carol no amigo oculto da firma e ela levou esse Vida Fodona de presente.

Bárbara Eugenia + Rafael Castro – “Pra Te Atazanar”
Ryan Adams – “Style”
Grimes – “Flesh Without Blood”
Weeknd – “Can’t Feel My Face”
Kendrick Lamar – “Alright”
Instituto + Karol Conká + Tulipa Ruiz – “Mais Carne”
Chairlift – “Ch-Ching”
Jamie Xx + Young Thug + Popcaan- “I Know There’s Gonna Be (Good Times)”
Hot Chip – “Started Right (Joe Goddard Disco Remix)”
Tame Impala – “Let It Happen (Soulwax Remix)”
Mano Brown + Naldo Benny – “Benny & Brown”
Emicida – “Salve Black (Estilo Livre)”
Diogo Strausz – “Narcissus”
Elza Soares – “Pra Fuder”
BNegão + Os Seletores de Frequência – “Giratória (Sua Direção)”
Bixiga 70 – “100% 13”
Deerhunter – “Snakeskin”
Mark Ronson + Bruno Mars – “Uptown Funk”
Anitta – “Bang!”
Will Butler – “Anna”
Unknown Mortal Orchestra – “Ur Life One Night”
Toro y Moi – “Empty Nesters”
Supercordas – “Sinédoque, Mulher”
Siba – “Mel Tamarindo”
Cidadão Instigado – “Land of Light”
Ava Rocha – “Transeunte Coração”
Boogarins – “Mario de Andrade/Selvagem”
Yumi Zouma – “Second Wave”
Letuce – “Mergulhei de Máscara”
Anelis Assumpção + Amigos Imaginários – “Eu Gosto Assim (Dub Version)”

Vamos?

Júpiter Maçã (1968-2015)

jupiter-maca

Uma notícia péssima para fechar 2015: embora não haja confirmação 100%, tudo indica que Flavio Basso, o Júpiter Maçã, uma das figuras mais importantes da psicodelia brasileira e do rock gaúcho, passou pro outro plano da existência. A Rádio Guaíba está dando como oficial a notícia em sua conta no Twitter Rádio Guaíba confirma a morte do músico. Júpiter compôs um dos grandes discos do rock brasileiro, a Sétima Efervescência, de 19976, e por esse disco já teria seu nome na história de nossa cultura.

E só por uma das músicas deste disco – “Lugar do Caralho” – ele já está no panteão do rock gaúcho. Mas foi integrante do TNT, banda da primeiríssima leva de bandas gaúchas dos anos 70, e fundou os Cascavelletes ao lado de Frank Jorge e Nei Van Soria na virada dos 80 para os 90 (e xavecou Angélica na cara dura em cadeia nacional). Sempre se reinventando, o multiinstrumentista navegou pelo rock inglês, pela tropicália, pelo krautrock, pela canção francesa, pela bossa nova para exportação, pelo free jazz, pela música eletrônica. E sua figura pública – uma esfinge irônica que misturava Syd Barrett com Raul Seixas – era tão emblemática quanto de outros heróis gaúchos contemporâneos, como Wander Wildner, Frank Jorge e Edu K, mas seu nível de loucura era refinado e grosseiro na mesma medida.

A última vez que o vi, ele fez um show no Sesc Pompéia, em que mostrou alguns de seus clássicos antigos e recentes. Filmei algumas músicas abaixo:

As gerações mais novas devem conhecê-lo apenas pelas entrevistas ultrajantes e sem cabeça que apareciam vez por outra no YouTube. Mas sua morte súbita deixa uma lacuna drástica no inconsciente do rock nacional, justamente no momento em que a psicodelia volta a ser valorizada. Ave Júpiter!

Quatro anos de Noites Trabalho Sujo | A última de 2015

noites19dezembro2015 (1)

Noites Trabalho Sujo @ Trackers

4 anos de Noites Trabalho Sujo
Sábado, 19 de dezembro de 2015
No som: Alexandre Matias, Danilo Cabral, Luiz Pattoli e outras atrações que ainda serão anunciadas
A partir das 23h45
Trackertower: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 30 só com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com (e chegue cedo – os 100 que chegarem primeiro na Trackers pagam R$ 20 pra entrar)

Um filme sobre o Ruído/mm

ruído-por-milímetro

Rasura, da banda curitibana Ruído/mm é o meu disco nacional favorito do ano passado, e também seu disco mais completo, funcionando como seu momento de estabilidade artística e de consciência da própria importância. A gravação do disco foi acompanhada pelo diretor Vitor Moraes e agora o grupo lança o minidocumentário Outros Sonhos, sobre os bastidores do disco de 2014. “Dentro do contexto do disco o documentário foi uma peça vital”, explica o guitarrista André Ramiro. “Acompanhar o processo e evolução das idéias foi o objetivo central. Somos diretos e um tanto excêntricos no método de compor e o vídeo em si vislumbra um pouco desta identidade rodeada de devaneios e sobriedade. Não somos fáceis.” O vídeo está sendo lançado com exclusividade no Trabalho Sujo e a entrevista com o guitarrista, que está de mudança para os EUA, tornando a vida do grupo mais bissexta no próximo ano vem abaixo:

O documentário encerra o ciclo do disco do ano passado ou ainda dá pra espremer algo desse disco?
Acredito que um disco nunca encerra seu ciclo. O documentário abrange as sutilezas e agressividades durante a orquestração das ideias. O Rasura em si perdurará nos nossos cérebros por tempo indeterminado.

Fale um pouco das relações da banda com a parte visual.
Somos como um grande coletivo. E levamos isso como marca fundamental. Nossos eventos já foram recheados com intervenções do Interlux, com cenografias da Mari Zarpellon, nos vídeos em PB do Vitor Moraes e nas capas de Fabio Dudas e Mario de Alencar. No fundo somos provedores de uma parte da arte e nossos amigos fazem dela um grande cenário. Ruído/mm é um coletivo e as tendências surgem ao longo da nossa existência, afinal, nada mais puro do que abrir o peito para a experimentação.

Quais os planos para o ano que vem?
Estou me mudando para o Texas. A banda está mais do que calibrada. Somos um sexteto com um elemento espectral. Vamos viver a experiência de abrir nossos ruidos nos Estados Unidos ano que vem. Disco novo já está em andamento e a mesma seriedade musical continua: sem compromisso, temas ilusórios e sonhos de fugas abrangentes.

E algum show em vista?
2016 tem tudo pra ser muito aberto e produtivo. SXSW é uma possibilidade palpável, já que fomos aceitos e eu estarei em Houston. Festivais no Brasil abriram as portas após o Rasura. Será um ano de trabalhos legais, mas focaremos principalmente no disco novo. Recordar sempre é viver.