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BaianaSystem invisível

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O grupo baiano BaianaSystem aproveita o dia de Iemanjá para soltar uma faixa que poderia estar em seu Duas Cidades, com vocais do BNegão e de Russo Passapusso. “Invisível” fala sobre o contraste entre duas camadas da sociedade brasileira – a que se acha protagonista e a que se vê como coadjuvante.

E eu falei que eles vão tocar em São Paulo fim de semana que vem, né? Melhor show do ano passado fácil!

“Vamos caçar monstros!”

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O ator David Harbour faz um apaixonado discurso anti-Trump ao receber o prêmio em nome do elenco de Stranger Things na premiação SAG deste ano. Veja o discurso lá no meu blog no UOL.

A série de ultrajes políticos que o presidente norte-americano Donald Trump tem cometido diariamente desde que assumiu o cargo no meio de janeiro tem servido de combustível para toda uma sorte de discursos e ações contra as intenções mesquinhas deste vilão de desenho animado da vida real. Não foi diferente no palco da 23ª premiação do Screen Actors Guild, mais conhecido como SAG, que aconteceu no domingo passado no Shrine Auditorium em Los Angeles, nos Estados Unidos. E entre discursos pesarosos e tiradas fortes, os apresentadores e vencedores da premiação mostraram o quanto são contra o perigoso rumo político para onde os EUA caminham.

O destaque ficou para o discurso do ator David Harbour, que falou em nome do elenco da excelente série Stranger Things. Visivelmente emocionado, o ator, que na série faz o policial Jim Hopper, parecia não acreditar ter desbancado os elencos de pesos pesados como The Crown, Game of Thrones, Westworld e Downton Abbey. Mas ele deixou a emoção de lado e leu um discurso forte e emotivo, que mesmo sem mencionar nominalmente o novo presidente norte-americano, funcionou como uma convocação para aqueles que trabalham com comunicação e cultura. Vale a transcrição na íntegra:

“À luz de tudo o que está acontecendo no mundo hoje, é difícil celebrar a já celebrada Stranger Things. Mas este prêmio vem de vocês, que levam seu ofício a sério e sinceramente acreditam, como eu, que uma grande atuação pode mudar o mundo, é uma convocação de nossos colegas artistas homens e mulheres para ir mais fundo e, através da nossa arte, lutar contra o medo, o egocentrismo e a exclusividade de nossa cultura predominantemente narcisista. E através do nossa arte, cultivar uma sociedade mais compreensiva e com mais empatia, que revela verdades íntimas que funcionam como um forte lembrança para as pessoas de que, quando elas se sentem mal ou com medo ou cansadas, elas não estão sozinhas. ”

“Estamos unidos, no sentido em que somos todos seres humanos e estamos todos juntos neste passeio horrível, doloroso, alegre, emocionante e misterioso que é estar vivo. Agora, enquanto agimos na narrativa contínua de Stranger Things, nós, os moradores do meio-oeste de 1983 brigaremos contra os valentões, abrigaremos os esquisitos e estranhos – aqueles que não têm nenhuma esperança. Vamos ultrapassar as mentiras. Vamos caçar monstros! E quando estivermos perdidos em meio à hipocrisia e à violência casual de certos indivíduos e instituições, vamos, como o chefe Jim Hopper, dar um soco na cara de algumas pessoas quando elas tentam destruir os fracos e os desamparados e os marginalizados. E faremos tudo com alma, com coração e com alegria. Agradecemos por essa responsabilidade.”

A reação da Wynona Rider ao discurso é uma atração à parte. E ele tem razão: é disso que precisamos.

Jarvis Cocker e Chilly Gonzales num quarto de hotel

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O líder e vocalista do Pulp Jarvis Cocker e o músico e produtor canadense Chilly Gonzales (que já trabalhou com Peaches, Feist, Drake, Jamie Lidell e Daft Punk) já trabalharam juntos várias vezes, mas pela primeira vez criam uma obra inteira ao apresentar o disco Room 29, que será lançado no início de março, pela Deutsche Grammophon.

A obra, que também será apresentada ao vivo em diversas ocasiões durante a primavera e o verão no hemisfério norte, conta a história mal-assombrada de um piano num quarto do hotel Chateau Marmont, clássico refúgio hollywoodiano que foi palco para biografias de personagens tão diferentes quanto Jim Morrison, Sofia Coppola, Billy Wilder, Hunter S. Thompson, James Franco, F. Scott Fitzgerald, Tim Burton, Oliver Stone, Lana Del Rey, Dorothy Parker, Sharon Tate e Roman Polanski. Além do trailer acima, a dupla liberou duas músicas cossangüíneas, “Tearjerker” e “The Tearjerker Returns”, ouça-os:

A colaboração mais conhecida da dupla até então era sua participação no filme Six by Sondheim, da HBO, cantando a clássica “I’m Not Here” de Stephen Sondheim, no trecho dirigido por Todd Haynes.

Bom demais.

Rodrigo Amarante sozinho no palco

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O hermano Rodrigo Amarante volta para São Paulo com a turnê de seu primeiro disco solo em três shows no primeiro fim de semana de fevereiro, no Sesc Pinheiros. Depois de passear com seu disco Cavalo pelo Brasil, Estados Unidos e Europa, ele topa encerrar o ciclo do disco sozinho no palco, somente ao piano e ao violão, tocando músicas que foram agregadas ao repertório na turnê. Ele aos poucos prepara o lançamento de seu segundo disco solo, o terceiro depois do hiato eterno dos Los Hermanos, se contarmos o que ele gravou como integrante da banda Little Joy. Mais informações no site do Sesc.

Monstro solar

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Fiel escudeiro e copiloto das viagens de Lulina, o pernambucano Léo Monstro prepara-se para o voo solo e lança o primeiro clipe de seu disco de estreia Solar (capa acima) em primeira mão no Trabalho Sujo. “Solar é meu primeiro álbum solo, é a primeira vez que lanço um trabalho com meu nome”, ele me explica por email. “Comecei a trabalhar nas músicas que viriam compor o disco no segundo semestre de 2013, após umas aulas de canto que fiz, juntamente com Lulina, pra ela se preparar para as gravações do Pantim (disco mais recente de Lulina). Como, até então só tinha composto músicas (para voz, no caso) com ela e cantava sempre a acompanhando, com as temáticas que ela propunha, nunca tinha explorado minha voz muito além. Durante essas aulas eu fui descobrindo novas possibilidades de cantar, novos registros, e isso me instigou a começar as composições, num celular – devo essa descoberta – e serei eternamente grato – a Sandra Ximenez. A partir daí as músicas foram aparecendo e fui percebendo que tinha um trabalho novo em mãos, dessa vez composto por mim pra eu mesmo cantar. Em 2014 a idéia se transformou em vontade e decidi que iria lançar meu primeiro álbum como Monstro. Como já era conhecido por esse nome, foi natural.”

“A partir da decisão de lançar o álbum fui focando mais e mais nas composições pra minha voz e, em no começo de 2015, tinha as músicas prontas – a última da leva foi ‘Analog Days’ (a música do primeiro clipe). Daí procurei o Pedro Penna com as bases do álbum já pré-produzidas e fomos ouvindo tudo, pensando em como incrementar aquilo. Este processo demorou quase um ano e meio, foi longo, mas permitiu que a gente trabalhasse bem cada música individualmente. No final de 2016 – finalmente! -, tava com tudo em mãos e pronto pra lançar. Aí foi só esperar aquele ano pesado terminar pra começar este ano com novas energias.”

“Durante todo este longo processo de 3 anos, fui registrando, com o mesmo celular que usei pra compor e pré-produzir o álbum, todos os lugares por onde passei, aleatoriamente”, ele explica o clipe da música que apresenta o disco. “Em nenhum momento, enquanto estava gravando, pensei em usar essas imagens, afinal eram imagens de viagens, amigos, festas – coisas que a gente faz hoje em dia sem nem perceber. Até que um dia peguei resolvi usar algumas dessas imagens – as mais abstratas e solares, a princípio – pra fazer um teaser pro lançamento do álbum. As imagens foram ganhando novo sentido conforme fui editando e, quando percebi, tinha virado clipe. Um clipe que funcionou como meu álbum de memórias, com lugares, amigos e situações pelas quais passei durante a concepção e gestação do Solar.”

Dança do quadrado

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Postei um vídeo no meu blog no UOL que recria o clássico e hilário clipe de “Dancing in the Streets” com David Bowie e Mick Jagger em Lego.

A música “Dancing in the Streets“, escrita por Marvin Gaye e imortalizada por Martha and the Vandellas nos anos 60, também é histórica por registrar em uma canção a relação entre dois dos maiores nomes da música pop, David Bowie e Mick Jagger. A relação dos dois é bem anterior ao 1985 em que gravaram esta versão e tem como momento central uma das grandes passagens da história do rock, quando, durante os anos 70, Angela Bowie pegou seu marido e o vocalista dos Rolling Stones juntos na cama.

A colaboração musical entre os dois foi lançada pouco antes do megaevento de caridade Live Aid e a intenção era fazer que Jagger e Bowie cantassem o dueto ao vivo, cada um em um dos palcos do evento gigante, um deles em Wembley, no Reino Unido, e o outro no John F. Kennedy Stadium, nos EUA, mas problemas técnicos impediram que o dueto acontecesse pois o menor segundo de atraso entre as duas apresentações poderia colocar tudo a perder. “Dancing in the Streets” não foi tocada ao vivo como planejado, mas gerou um clipe que se tornou um ícone dos anos 80, principalmente devido à coreografia da dupla. Que agora foi homenageado em forma de Lego pelo animador amador William Osbourne. O resultado é hilário:

Não é a primeira vez que o clipe é alvo de paródia. Uma versão que já é um clássico online é o clipe revisto apenas com os sons ambientes, sem a música nem os vocais:

E, claro, a impagável versão brasileira que mistura o clipe com a sensacional “Babydoll de Nylon”, de Robertinho do Recife:

Clássico é clássico.

Arcade Fire 2017: “…I can take it away”

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O grupo canadense Arcade Fire lança mais duas versões de seu primeiro single do ano, “I Give You Power“, com a diva soul Mavis Staple. A primeira versão tem outra mixagem, batizada de “Broken Speaker Mix”, e soterra o baixo XTRMNTR que dava o tom da versão original:

A outra é apenas uma versão instrumental deste single:

Mas dá pra ver que eles não se cabem em si pra contar as novidades…