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André Whoong não para!

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“Cara, eu não consigo parar quieto”, me explica André Whoong quando pergunto se ele, que lança hoje seu segundo disco, Justo Agora, pouco mais de um ano do disco de estreia, já tem material para um novo disco. “Confesso que já tenho esboço de músicas para uns dois discos. Mas não sei o que vai acontecer, porque esse ano também eu fui convidado para atuar em dois filmes, um do Matias Mariani e Gustavo Rosa de Moura e outro do Marcelo Colaiacovo e Nilson Primitivo. Tudo pra esse ano. Sei lá se seria loucura eu lançar um disco…”, ri.

Justo Agora será apresentado pela primeira ao vivo neste sábado, na Casa do Mancha, quando André divide o palco com o músico e produtor norte-americano Jesse Harris (mais informações aqui). “São dois shows, o dele e o meu. Eu conheci o Jesse através do disco Esmeraldas, o terceiro da Tiê, que ele produziu junto com Adriano Cintra e eu fiz os arranjos de cordas e sopros. Ficamos em Nova York por cinco dias, mas criamos um vínculo de amizade muito forte então sempre que a gente está lá ou ele está aqui, nos encontramos principalmente para comer, que é o maior vício dele.”

Sobre o novo disco, André não acha apressado o lançamento em menos de um ano e meio depois de seu disco de estreia, 1985. “Acredito que foi no tempo natural. Eu já estava com monte de músicas prontas e não fazia sentido mante-las no computador. E senti que o 1985 já estava chegando ao fim do ciclo natural dele. Sou uma pessoa que muda constantemente de opinião, isso podendo as vezes até ser prejudicial pra mim, mas eu sentia que eu já estava num outro momento da minha vida. Por isso esse Justo Agora. Se eu não fizesse disco agora talvez eu não faria jamais.”

E conclui lembrando que, além de seus trabalhos, ainda tem o quarto disco da Tiê, de quem é guitarrista, e que já está sendo composto e começa a tomar forma em breve. “Eu vou produzir esse disco com o Adriano (Cintra).. Caramba… esse ano vai ser demais!”, comemora.

Roger Waters contra Donald Trump

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Publiquei no meu blog no UOL um vídeo em que o ex-baixista do Pink Floyd, Roger Waters, aponta sua munição para o recém-eleito presidente dos EUA, Donald Trump.

Desde os tempos do Pink Floyd, o músico e compositor Roger Waters usa sua música para fazer comentários sobre política – tanto sobre a natureza política do ser humano (em discos como Dark Side of the Moon e Animals), quanto sobre a classe política em si (especificamente em The Wall, quando comparou o conceito do astro de rock a um ícone fascista). Mas desde que saiu em carreira solo, ele é mais proeminente sobre questões específicas, desde a recontextualização de seu The Wall no local da queda do Muro de Berlim quanto à discussão em relação à questão palestina. E, na sexta passada, dia da posse de Donald Trump como novo presidente norte-americano, o baixista postou em sua página do Facebook um vídeo para lembrar que “a resistência começa hoje.

O vídeo traz a apresentação do músico na Cidade do México, no ano passado, quando, em frente a 300 mil pessoas, comparou o personagem descrito em sua “Pigs (Three Different Ones)”, do disco Animals, a Donald Trump. A faixa faz parte do antepenúltimo disco da formação clássica Pink Floyd, lançado há quarenta anos, inspirado no livro A Revolução dos Bichos, de George Orwell, e descreve um personagem “palhaço” e “que é quase uma piada”. Donald Trump apareceu projetado nos telões do show, sempre ridicularizado e comparado a Adolf Hitler.

A briga promete, pois Roger Waters dá início à nova Us and Them, que atravessa a América do Norte entre maio e setembro. E, como avisou, não deve diminuir o tom.

Lambchop ♥ Prince

lambchop

Kurt Wagner dá início à turnê norte-americana do ótimo Flotus que seu Lambchop lançou ano passado regravando um clássico entre os fãs de Prince, “When You Were Mine”, gastando o autotune que é a marca registrada do disco.

Cartazes sinceros sobre os filmes do Oscar 2017

La La Land: Cantando Estações

La La Land: Cantando Estações

Já é uma tradição: todo ano o site inglês TheShiznit recria os pôsteres dos filmes indicados ao Oscar escancarando o que há por trás de toda estratégia de marketing que tenta nos convencer a assisti-los. O resultado é hilário, veja alguns deles:

A Qualquer Custo

A Qualquer Custo

Estrelas Além do Tempo

Estrelas Além do Tempo

Até o Último Homem

Até o Último Homem

Lion: Uma Jornada Para Casa

Lion: Uma Jornada Para Casa

Cercas

Cercas

A Chegada

A Chegada

Silêncio

Silêncio

Jackie

Jackie

Moonlight: Sob a Luz do Luar

Moonlight: Sob a Luz do Luar

Manchester À Beira-Mar

Manchester À Beira-Mar

Todas as paródias você vê aqui.

O dia em que Morrissey e George Michael conversaram sobre break e Joy Division

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A morte de George Michael fez os fãs debruçarem-se no YouTube atrás de raridades em vídeo do cantor e um dos itens que surgiram foi esta incrível edição do programa inglês Eight Days a Week do dia 25 de maio de 1984, quando o ainda vocalista do Wham!, prestes a lançar sua carreira solo, comenta sobre o filme sessão da tarde Breakin’, uma biografia sobre o grupo Joy Division, o novo disco da dupla Everything But the Girl e o relançamento de discos da Atlantic em solo britânico acompanhado de ninguém menos que um jovem Morrissey, ainda vocalista dos Smiths. Os dois lançavam singles naquela mesma época, duas músicas emblemáticas para a carreira de ambos, “Wake Me Up Before You Go-Go” e “Heaven Knows I’m Miserable Now”, respectivamente.

Vi no site Post-Punk.com.

Kiko Dinucci 2017: “São Paulo, terra de um beijo só”

Cabral, Sergio e Kiko (foto: Taylor Ponto)

Cabral, Sergio e Kiko (foto: Taylor Ponto)

“São Paulo tá morrendo e todo paulistano tá assistindo à cidade morrer”: Kiko Dinucci grunhe sobre a cidade em que cresceu com o mesmo ranger de dentes que parece sair de sua guitarra, um rosnado elétrico sujo punk tosco que soa como uma afronta, mas que cria uma textura sonora única e característica que atravessa seus diferentes projetos musicais. Seu primeiro disco solo, Cortes Curtos, que será lançado no mês que vem, traz esse mesmo ruído acompanhado pelos sempre fiéis compadres Marcelo Cabral (baixo e sintetizadores) e Sergio Machado (bateria), cadenciando o samba punk com cara das paredes eternamente pixadas em São Paulo. “Cortes Curtos foi pensado como o roteiro de um filme, no qual as canções que compõem o registro se intercalam para formar uma única narrativa de aproximadamente 40 minutos”, conta o guitarrista. Além do trio base, o disco ainda tem participações de Juçara Marçal, Tulipa Ruiz, Ná Ozzetti, Suzana Salles, Guilherme Held, Thiago França, Rodrigo Campos, entre outros. Abaixo, um curta feito pelo pessoal do Doble Chapa, antecipado em primeira mão para o Trabalho Sujo, dá o tom do disco gravado em cinco dias, além dos títulos de suas músicas. O disco é uma declaração de amor pessimista para São Paulo, com canções que são polaroides de cenas urbanas (minha favorita é a balbúrdia sonora de “Uma Hora da Manhã” e o instrumental etéreo do final de “Crack para Ninar”.

“No Escuro”
“Desmonto Sua Cabeça”
“Fear of Pop”
“Chorei”
“Terra de Um Beijo Só”
“Uma Hora da Manhã”
“Seus Olhos”
“O Inferno Tem Sede”
“A Morena do Facebook”
“Quem Te Come”
“Inferno Particular”
“Chorinho”
“Vazio da Morte”
“Crack Para Ninar”
“A Gente Se Fode Bem Pra Caramba”

A história do futuro

cameron

Escrevi no meu blog no UOL sobre a série que James Cameron irá produzir sobre a evolução da ficção científica.

A importância de James Cameron para a ficção científica ainda não pode ser medida exata pois ele está em pleno processo de criação. Ao entrar no cânone com uma obra-prima realizada como um filme B (o primeiro Exterminador do Futuro), o diretor canadense deu alguns dos principais passos de sua carreira dedicando-se a contar histórias fantásticas que se passam no futuro ou no espaço com embasamento científico. Aliens – O Resgate, o segundo Exterminador do Futuro, o subestimado O Segredo do Abismo e, claro, o universo em expansão de Avatar são exemplos perfeitos de como o gênero pode cativar multidões e render rios de dinheiro sem necessariamente simplificar histórias ou fazer pouco da inteligência do espectador. Claro que Cameron é reconhecido por outras obsessões (como o navio Titanic, filmes de James Bond e explorações submarinas), mas sua paixão pela ficção científica e sua maestria em transformá-la em ouro pop o tornam um dos principais autores vivos do gênero.

Por isso, ele é uma escolha mais do que apropriada para contar a escalada ascendente deste tipo de narrativa, que começou no ocaso da era vitoriana, embrenhou-se em livros baratos no início do século passado e descobriu no cinema o melhor parceiro para atingir o grande público. É isso que ele vai fazer em uma série de seis episódios de uma hora encomendada pelo canal AMC ao diretor, segundo o site Hollywood Reporter. O nome de trabalho do seriado é James Cameron’s Story of Science Fiction (A história da ficção científica de James Cameron), deve estrear só no ano que vem e será centrado nas grandes questões levantadas pelo gênero.

“Quando eu era garoto, eu basicamente lia qualquer livro com uma nave na capa e vi 2001 – Uma Odisseia no Espaço muitas, muitas vezes. O filme me inspirou a ser cineasta. Eu gostei dos efeitos especiais mas o que eu amei foram as ideias e as questões por trás deles: como o mundo vai acabar? A tecnologia irá nos destruir? O que significa ser humano?”, disse o diretor em entrevista ao site. “A ficção científica nunca temeu lidar com estes temas. Com esta série, nós vamos voltar às origens da ficção científica, seguindo o DNA destas ideias até a fone. Sem Júlio Verne e H.G. Wells não teríamos Ray Bradbury ou Robert A. Heinlein e, sem eles, não haveria (George) Lucas, (Steven) Spielberg, Ridley Scott nem eu. Como um cineasta que se especializou em ficção científica, eu estou interessado em contar as lutas e os triunfos que tornaram possíveis estas histórias incríveis e ver como a arte imita a vida, bem como a ficção científica imita e algumas vezes informa a ciência.”